terça-feira, 30 de setembro de 2014

"Finalmente Ukraina chegou a Kharkiv"
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 29.09.2014
Natália Baliuk

No domingo à noite, me telefonou um amigo de Kharkiv. Entusiasticamente contou como moradores de Kharkiv, inspirados, derrubavam a estátua de Lenin na Praça da Liberdade. "Finalmente Ukraina chegou a Kharkiv! Graças a Deus!" - não conseguia conter a emoção.

Ukraina levou nove meses para chegar de Kyiv a Kharkiv! Lembro, o desmantelamento do monumento a Lenin na Capital aconteceu em 8 de dezembro, no auge do Euromaidan.

O Lenin de Kharkiv, de 20 metros, era tido como maior monumento comunista de toda União Soviética. Lenin era uma doentia obsessão, que entrou fundo na mente de muitos ukrainianos. 


A derrubada desta monumental construção na antiga capital da Ukraina soviética é particularmente simbólica. Kharkiv, finalmente deve livrar-se desta atmosfera sufocante, que nos últimos anos alimentava e com a qual especulavam tão odiosos políticos como Guepa e Dopa (Guepa de Gennady Kernes, prefeito de Kharkiv e Dopa de Mikhail Dobkin, governador - OK). Porque com obsessão é mais fácil governar... Certa vez o prefeito de Kharkiv, Gennady Kernes prometeu "quebrar os dois braços e as duas pernas a quem se atrever contra Lenin de Kharkiv. Ironia do destino, depois destas palavras o próprio Kernes tornou-se inválido. Ele foi baleado em plena rua, quando andava se exercitando, de bicicleta. Ate fez tratamento em Israel - OK).
E, também desta vez, Kernes foi o único governante que defendeu o "vovozinho" Lenin. Ele condenou a derrubada do monumento e prometeu restaurá-lo. Obviamente, o prefeito entende, que depois de Lenin, os cidadãos de Kharkiv, chegarão a ele, porque ele, como Lenin, já é passado, que deve ser jogado na lixeira da história... Em troca, o governador atual de Kharkiv Igor Baluta imediatamente, após a derrubada do monumento assinou a ordem para seu desmantelamento oficial.

Em geral, o surpreendente não é que o monumento foi derrubado agora, no 24º ano da nossa independência. É surpreendente e louco, que ele, como centenas de outros Lenin, tanto tempo ficaram e eram considerados como uma vaca sagrada. O mito sobre bom e justo Lenin, que amava as crianças, cultivava-se durante todo o período da União Soviética e entrou na consciência de muitas pessoas. Por Lenin, constantemente, esforçavam-se, queriam fazer dele uma autoridade moral. Diziam: "Lenin vive em todos os vivos". "Dizemos - Lenin, pressupomos - partido, dizemos - partido, pressupomos - Lenin", "Lenin - viveu, Lenin - vive, Lenin - viverá", etc. Os monumentos a Lenin eram parte integrante da tradição soviética de arte monumental. Ao povo soviético não davam oportunidade para pensar, quem realmente, foi Lenin.
E apenas nos tempos da independência, quando começaram abrir os arquivos, os historiadores retiraram de lá não aquelas citações "clássicas", que os estudantes soviéticos deviam assimilar até insanidade, mas suas ordens sobre fuzilamentos em massa, destruição de igrejas, padres, intelectuais, etc. Tornou-se claro, que o "próprio homem humanitário", era na verdade um dos maiores tiranos sangrentos do século XX. Foi, também, um dos maiores opressores da Ukraina. Foi Lenin que mandou os exércitos a Ukraina, para com a força das armas derrubar a República Popular da Ukraina. Foi Lenin que gerou Stalin, que superou todas as expectativas de seu antecessor.

Infelizmente, após a independência não aconteceu o principal - real descomunização da sociedade e condenação dos crimes do regime comunista, como em muitos países da Europa Oriental. Muitas pessoas simplesmente não conseguiam reconhecer e aceitar (e alguns ainda não conseguem), que a maior parte de sua vida adulta viveram com ilusões e com total mentira. Então os políticos, cinicamente se aproveitavam disso e acumulavam com atitudes e estereótipos eleitorais relevantes capitais.

Na verdade, em todos os 23 anos de independência, na Ukraina o governo foi pós-comunista, para o qual Lenin permaneceu como símbolo. Apenas no governo Yushchenko houve uma tímida experiência para se livrar dos ídolos do regime totalitário. Yushchenko, até emitiu um decreto, mas ele não realizou-se. Foi a agressão da Rússia de Putin, onde Lenin até hoje tem grande respeito (está no Mausoléu) que provocou a queda das estátuas de Lenin (leninopad) na Ukraina. Foi depois que os comunistas de Kharkiv tentaram realizar a próxima manifestação separatista, dedicada ao líder do proletariado, no centro da cidade, que o monumento foi derrubado. Isso é mais uma resposta a Putin, ao qual não dá paz a glória mitológica de Lenin e Stalin. Os ukrainianos sugerem o lugar na história ao atual governante autocrático russo.

PS. Na noite de 29 de setembro também foi derrubada a estátua de Lenin em Derhach, próximo a Kharkiv.

Voluntários recolhem fundos para restaurar as moradias no leste
Ukrainska Pravda Zhyttia (Verdade ukrainiana Vida), 29.09.2014

Os voluntários resolveram ajudar as pessoas do leste, que ficaram sem casas, ou suas casas estão inadequadas para receber aquecimento no inverno.
"Nós contamos com inspirados rapazes e moças, organizações comunitárias, que nos apoiam na procura de novos voluntários. Também coopera conosco a Igreja, que nos dá a moradia. No entanto, precisamos materiais de construção, roupas especiais e ferramentas",- explica o projeto "Acampamento Donbass, que recolhe dinheiro para "Spilnokoshti".

O objetivo do acampamento "Construamos Ukraina juntos" - não é apenas restaurar as paredes, janelas e telhados, mas incluir a população local ao trabalho coletivo em benefício da comunidade de sua cidade ou aldeia. Também inclui eventos culturais e educacionais para união do Leste e Oeste na resolução de problemas comuns.

O projeto planeja-se na base da organização de caridade "Fundação Educativa de Lviv" que já por três anos trabalha ativamente na direção "Leste-Oeste" e se esforça para reduzir a distância social e mental entre os moradores de diferentes partes do país.

Quanto à construção, em agosto, os voluntários já realizaram reparação em cinco residências na cidade de Kramatorsk e na aldeia Semenivka. Neste mês, eles esperam resultados significativos.


Não apenas com as mãos, mas também com a cabeça e em boa companhia - assim podemos caracterizar em uma frase o trabalho do nosso acampamento. "De dia - na construção, à noite - partilhamos a experiência do trabalho com as comunidades em amigável atmosfera".


Ataque ao aeroporto de Donetsk em 28.09.2014
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 29.09.2014

O porta-voz do Conselho de Segurança Andrii Lysenko confirmou a morte de nove soldados e 27 feridos durante dois poderosos assaltos.
Um combatente, presente na ocasião, explicou que o tiroteio foi atá a noite. E não deviam ser os combatentes da "DNR", mas soldados russos, porque estavam muito bem equipados.


 

O aeroporto não foi conquistado pelos invasores.


Os ataques prosseguem por parte dos separatistas e, ou russos. Todos os dias há tiroteios e mortes apesar do acordo sobre trégua.

Tradução: O. Kowaltschuk

sábado, 27 de setembro de 2014

Tártaros da Crimeia. A vida num casulo.
Ukrainska Pravda-Zhyttia (Verdade Ukrainiana-Vida), 12.09.2014
Katyrena Serhatskova

Assim que na Crimeia começaram a se desenrolar os acontecimentos sobre a tomada do poder pelos "homens verdes" - primeiros e, em geral, os únicos que maciçamente se opuseram à anexação foram os tártaros da Crimeia.

Nação, que por décadas lutou contra o regime, inclusive o ukrainiano, - assumiu o lado de Kyiv, e os líderes do "Majlis" Parlamento da Crimeia ) Mustafa Jemilev e Refat Chubarov anunciaram, que os tártaros da Crimeia em nenhuma circunstância irão reconhecer Crimeia como território russo.

Tal posição inspirava confiança - a todos, que consideravam as ações da FR na Crimeia como ocupação ilegal e ocupação  de uma parte da Ukraina. A nação crimeano-tártara tornou-se símbolo da luta pela Crimeia.

Passaram-se alguns meses após o referendo de 16 de março. A guerra no leste da Ukraina ganhou força, a península ficou esquecida. As forças dos tártaros da Crimeia diminuíram.

Depois que Jemilev e Chubarov foram colocados na "lista negra" e expulsos da península, esmagaram a série de ações de massa, os tártaros crimeanos começaram a ser chamados em dúzias para "conversas" com os funcionários do FSB - luta pública, na verdade deu em nada. Eles, como antes colocam nos carros bandeiras ukrainianas e cumprimentam-se com o slogan "Glória a Ukraina", mas já com alguma cautela.

De lutadores pela única Ukraina eles transformaram-se em dissidentes, e cada ação coloca sua liberdade em risco.

"Verdade Ukrainiana" conseguiu conversar com alguns representantes da nação tártara-crimeana e descobriu qual é o humor predominante na península e se é possível uma divisão em sua comunidade.

"Eu me sinto como um prisioneiro. Embora ninguém me colocou numa prisão..."

O ex-chefe do distrito de Bakhchisaray Ilmi Umerov sorri tristemente e parece cansado. Em março ele conclamou os tártaros crimeanos recusar-se a votar no referendo ilegítimo, e recentemente, por princípio, desistiu de seu cargo, sem esperar pelas eleições. Seu lugar ocupou Valery Goncharenko, um empresário local, que possui pomares de maçãs e não tem experiência de serviço público e gestão de grandes equipes.

- Nós conversamos com Umerov no restaurante "Muzofir" - uma das cinco instituições em Bakhchisaray, que recentemente foram visitadas por pessoas armadas, com um mandato de busca, a pretexto de que a empresa não está totalmente definida. Os proprietários das cinco instituições são tártaros crimeanos. 

Isto está acontecendo agora em todos os lugares, diz Umerov. Ele pensa, que a finalidade das atuais autoridades da Crimeia é intimidar os tártaros, fazer com que eles se tornem "obedientes". "Porque você não pode ser desobediente na Rússia", - constata ele.
- Nós somos muçulmanos, e nossos templos chamam-se mesquitas, as escolas - madrassas - explica Umerov. Em cada uma, de uma forma ou outra realizaram buscas de literatura proibida. Se encontram, eles abrem processos criminais e começam perseguições". 

Com o próprio ex-funcionário "conversas" semelhantes ainda não houve. Ele explica isto com o fato de que "sua categoria de peso é, diferente", e por enquanto ainda não o pressionam, apesar de suas declarações serem fortes - como as recentes chamadas para ignorar as eleições para o Parlamento da Crimeia.

Eleições agora - o tema mais discutido na comunidade tártara da Crimeia.

Em 14 de setembro, quando se realizará, segundo leis russas "o único dia de votação", eles consideram um momento marcante para península. Umerov considera que as eleições mostrarão, se conseguiram as autoridades russas dividir a sociedade da Crimeia.

"Eu admito, que 5 - 10 por cento dos tártaros da Crimeia podem ir às urnas, não mais, - diz ele. - Nós temos a expressão "bons tártaros" - aqueles que são dispostos ao servilismo, a dobrar-se. Eles concorrem às eleições,  os mais conhecidos, pessoas com autoridade e influência entre eles não há". (Segundo sites ukrainianos, as eleições se realizaram com falsificações quanto ao comparecimento às urnas - OK).

Ulmi Umerov
Remzi Iliaso, ex-membro do Majlis, hoje vice-presidente do Conselho de Estado da Crimeia também foi classificado como "bom tártaro".  O humor oposicionista, de acordo com os representantes do órgão, apareceu depois de sua derrota a Kurultay (órgão de representação popular). 

Segundo Umerov, Iliasov foi escolhido para dividir os tártaros. Na mídia já lançaram "boatos", de que os tártaros já escrevem declarações pedindo votação antecipada, "para não serem vistos nas seções eleitorais no dia da votação".

"Eu tenho certeza , que não ocorrerá o que eles conceberam, - diz Umerov - O perigo existe, mas penso, que argumentos políticos não serão suficientes, apesar de que agora, nós estamos um pouco confusos..."

Mustafa Jemilev e Refat Chubarov não permitiram na Crimeia, os dois nossos líderes estão ausentes. E nós preparávamos Chubarov como sucessor, não como companheiro no exílio..."

Nós sempre estivemos num permanente estado de luta, nem tudo era fácil, mas na Ukraina nós tínhamos amigos, que nos auxiliavam. E somente agora, quando Crimeia - território anexado, surge a possibilidade de tomar algumas decisões no Parlamento.
Apesar de que, conduzir luta política pela liberdade torna-se cada vez mais difícil, diz Umerov, que sair da Crimeia não pode. Se anteriormente, durante o governo ukrainiano na Crimeia, ele e seus amigos falavam que era necessário criar a República Autônoma da Crimeia, agora, na ordem do dia - a luta é pela volta da Crimeia à composição da Ukraina. E quando este problema for resolvido, eles continuarão a lutar pela autonomia e exigirão o status de nação titular no território da península.

"Como você se sente agora?" - Pergunto a Umerov, embora a resposta não é difícil prever.
"Eu estou desconfortável, - responde ele. - Sinto´me como um prisioneiro. Embora ninguém me segure, não me colocaram na prisão....
Mas, não importa o que aconteça, vou continuar a viver na minha terra natal".

"Às vezes nós choramos e nos abraçamos, quando nos encontramos".

Ultimamente, no espaço da mídia cada vez mais surge a questão: o que aconteceria se, então, em março, os tártaros da Crimeia pegassem em armas. Poderiam eles impedir a anexação?

Todos os meus interlocutores respondem claramente: ninguém teria ido para guerra. Os tártaros da Crimeia sempre usaram apenas meios pacíficos de resistência, esforçavam-se conseguir suas metas através do trabalho da sociedade e governo. Não surpreende que socialmente ativos na península eram eles. À parte tártara na Crimeia recebeu mais subvenções e programas nos últimos 5 - 10 anos, eles conseguiram alcançar uma atitude tolerante por parte de outros habitantes.
Verdade, depois da anexação, estes sucessos forma enterrados sob os escombros de ódio, que acordou naqueles crimeanos que apoiaram a anexação à Rússia.
Mais agudamente este ódio manifestou-se na primavera. Mas até agora os tártaros crimeanos sentem olhares de soslaio, e muitas vezes ouvem: "Vá para sua Ukraina, e nós ocuparemos suas casa".

Naturalmente, em um ambiente tão hostil, dificilmente poderão realizar quaisquer atividades sociais. Mas a representante local Dilara - ela, como muitos de meus interlocutores pediu para não nomear o seu nome - considera, que mesmo na situação atual é importante continuar o trabalho anterior.
Junto com correligionários, ela já por muitos anos ocupa-se com a questão do renascimento da educação e escolaridade no idioma tártaro crimeano. No período da independência da Ukraina, ao coletivo de professores a que pertence, conseguiu a criação de 15 escolas com idioma tártaro crimeano, e aproximadamente 100 classes em escolas e jardins de infância.

"Como será agora, não se sabe, - suspira Dilara. - Agora, de fato, o número de aulas de literatura tártaro-crimeana e idioma já foi minimizada, apesar de que , na enviada à Crimeia Constituição a tártara crimeana consolida-se como estatal.
E tudo é necessário experimentar na atual situação - uma vez que, a nenhum outro local não iremos e, em geral, dedicamos a nossa vida voltar à nossa Pátria, - manter o que até agora preservamos, e o nível do idioma proteger.

Dilara lembra, como nas manifestações dos tártaros crimeanos voavam helicópteros, abafando os discursos. Depois disto, diz ela, a netinha de seus amigos se esconde, quando houve este som, - que tanto a assustou. 
Dilara acredita, que as repressões atuais aos tártaros crimeanos são necessárias aos ocupantes para reforçar a imagem das novas autoridades, para mostrar que esse é´"povo sem valor", para que ninguém pense: "Mas nós não vamos parar, nós vamos tentar fazer algo".
Dividir-nos é impossível, apesar de que alguns consideram que isto pode acontecer, mas isto ainda não é o fim."

Eu pergunto a Dilara: e não há ofendidos com Ukraina por ela não ter defendido a península? Ela sorri com indulgência: Muitos, ainda no período do Maidan diziam: Ukraina não nos deu nada, para o quê ela nós é necessária? Mas você não pode juntar todos sob uma Ukraina.
Todo o país vivia com aquelas autoridades, general russo dirigia o SBU, o que poderia se esperar? Nós mesmos nada fazíamos, para mudar o país. Portanto a culpa é de toda a sociedade, e nós somos partícipes. Nós nos esforçamos para mudar algo, mas não conseguimos porque somos poucos.

Pensando um pouco, Dilara acrescenta: "Sim, nós realmente estamos como presos. E, às vezes nos choramos e abraçamos um ao outro quando nós encontramos. É difícil...

"Veja só as nossas prateleiras.Viu? Nada russo não há".

O ativista social e empresário Aider Muzhdaba me atende em uma pequena mercearia, de propriedade de sua família. 
Com satisfação ele aponta o balcão. "Veja, nos temos apenas produção ukrainiana! Inclusive "Roshen" (Chocolates da fábrica do presidente Poroshenko, na Ukraina - OK) exclusivo, não é produção russa, gaba-se ele. - Apenas as gelatinas tive que substituir para russas, não havia outra saída.
Vinham os russos, ofereciam seus produtos. Nós recusamos a todos. Viram? Não há nada russo. Mas se ficar difícil, talvez chamaremos. Eles, silenciosamente se retiraram: talvez não sejamos os únicos que recusam".

Antes da anexação da Crimeia Aider envolvia-se em sua organização social com a integração europeia, ensinava nas escolas, educava para tolerância e desenvolvia educação informal. Agora seu trabalho está congelado: os fundos, ele, por princípio não apresenta, porque reconhece as autoridades russas na Crimeia. Mas, com alegria, dispõe-se a pagar todas as multas, quando a península voltar para Ukraina.

Como muitos tártaros na Crimeia, Aider pensa, que na Ukraina começaram esquecer a Crimeia. "Ukraina preocupa-se apenas com a questão dos refugiados, e por isso perdeu a comunicação com a Crimeia. É necessário, penso eu, envolver ativistas da Crimeia, estudar os humores da população local, criar programas analíticos. Além disso, precisa, em geral, desenvolver a estratégia do retorno da Crimeia. Por que isto não se faz? Na Geórgia há um ministério temporário dos territórios ocupados, eles podem fornecer uma valiosa experiência...

Você entende, eles (os ukrainianos) esperam os tártaros iniciarem aqui um movimento. E nós esperamos que, quando os ukrainianos acabarem com a guerra, dedicar-se-ão à Criméia. Nós ainda toleramos, mas é preciso fazer algo!"

Colega de Aider, Muzafar, também por muitos anos preocupou-se com a questão da integração européia e desenvolvimento do governo local. Vários anos foi presidente da aldeia. Foi afastado quando Yanukovych chegou ao poder, mas esperava voltar para a gestão, quando venceu Maidan. 

Agora Muzafar está desconcentrado: todas as esperanças ruíram. "Eu me sinto deprimido porque vivo num território ocupado, - diz Muzafar. - E, provavelmente, não poderei viver aqui por muito tempo. Agora eu entendo, que não sou necessário para ninguém. Mas ao governo eu não irei, por princípio".

De acordo com observações de Muzafar, com anexação não acostumar-se-ão 95% dos tártaros da Crimeia. Ele não recebeu, e não pretende receber um passaporte russo - como, aliás, ir às urnas.
Mas viver em tais condições é cada vez mais complexo: depois da ação de 18 de maio, Dia da Memória da deportação dos tártaros(¹), na sua região não fizeram mais manifestações públicas. Cada vez mais pessoas temem repressões.

"Nós sempre nos perguntamos: o que é que fizemos para voltar a Ukraina? Muitas pessoas contam com o fato de que as instituições internacionais farão o seu melhor para voltar Crimeia à Ukraina. Às vezes eu penso, que apenas as ações radicais farão com que as pessoas compreendam em que situação se encontram". 


... Todos os meus interlocutores... falando sobre seus problemas, de alguma forma sorriam. Como crianças que foram punidas injustamente, mas em seus olhos surgiam lágrimas e os olhos tremiam.
Os tártaros da Crimeia - que permanecem como apoiantes da Ukraina - parecem como se estivessem enredados em teias e injetados com veneno paralisante. Crimeia para eles hoje é como casulo em que foram forçados entrar. Cativeiro, do qual não dá para fugir mas, enquanto há possibilidade, ao menos pedir por ajuda!

E esta ajuda, eles realmente precisam.

l. Em 1944 os tártaros da Crimeia foram deportados, na grande maioria, para República Socialista Soviética Uzbequistão. Cerca de 20%, segundo União Soviética, morreram no exílio durante os primeiros 18 meses. 46% segundo ativistas tártaros. Devido a fome, sede e doenças 45% do total morreu no processo da deportação - pesquisa Google).

Tradução: O. Kowaltschuk

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"Regime russo começa comer a si mesmo"
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 24.09.2014
Igor Tymots

"Chegaram ao leal a Putin empresário Yevtushenko. Devido às sanções ocidentais a Kremlin falta dinheiro. 


"Regime russo começa comer a si mesmo".
Os países ocidentais continuam exercer pressão à Rússia. UE e EUA expandiram a lista de empresas russas, às quais não pode, no Ocidente, emprestar dinheiro. Sob a "mão-quente" caiu o amigo de Putin, empresário Arkady Rotenberg - na Itália apreenderam seu apartamento, três vilas na ilha da Sardenha e ativos da empresa Rotenberg "Aurora" no valor de 30 milhões de Euros. Enquanto isso, entre os ricos da Rússia começou uma nova redistribuição de propriedades - mais de uma semana sob prisão domiciliar encontra-se um dos maiores ricaços russos, presidente do conselho de diretores do grupo financeiro-industrial AFK "System" Vladimir Yevtushenko (incluído na relação dos 20 russos mais ricos). 

"A nova questão da Yukos" - assim denomina a mídia russa a questão de Yevtushenko, levado sob prisão domiciliar depois da acusação de lavagem de dinheiro. Pessoas do seu círculo dizem que o aprisionamento e os processos penais estão relacionados com sua relutância em vender a companhia de petróleo "Bashnyeft" ao presidente da "Rosneft" Igor Sechin - pessoa do círculo de Putin. 

O ex-presidente da Yukos, Mikhail Khodorkovsky (cumpriu 10 anos de prisão) aconselhou Yevtushenko negociar com o governo. "Se houver possibilidade apelar a Putin, então apelar. Melhor concordar com quaisquer condições", aconselha o mais famoso prisioneiro da Rússia.

O empresário russo Yevgeny Chichvarkin, que emigrou para Londres, acredita que o aprisionamento de Yevtushenko está associado ao desejo do Estado de tomar seus ativos. "Apesar do fato que Yevtushenko ser uma pessoa leal, a situação no país, com o dinheiro, não está muito boa - devido as aventuras militares de Putin e sanções, causadas pelas tais aventuras. Vai mal o crescimento da extração do óleo, abaixo do preço previsto no orçamento. Então deseja-se que todos os rendimentos receba o Estado, não pessoas particulares e funcionários próximos. Yevtushenko entregará "Bashnyeft" a Sechin, comparecerá dois - três anos aos interrogatórios, dará ainda uma montanha de dinheiro aos "chequistas" pelo fechamento de investigação criminal de ficção.  "Esta é a melhor opção. No pior dos casos, dele ainda tirarão o Telecom ("AFK" System controla um pacote de ações da maior operadora da telefonia movel MTS - autor), Prevê Chichvarkin.

_ O fato de que a prisão de Yevtushenko aprovou, pessoalmente Vladimir Putin, tem certeza o cientista russo Andrei Piontkovskyy.

Sechin "cozinhou! Yukos. Agora ele pode pôr o olho em tudo que lhe agrada. Incluindo "Bashnyeft". O fato, que as pessoas que fazem parte do círculo íntimo do presidente podem obter qualquer empresa, é muito conhecido por todos os observadores da vida econômica russa e da cena política", diz Piontkovskii.

A jornalista russa Yulia Latynina acredita, que com a prisão de Yevtushenko o regime começa "comer a si próprio", porque lhe falta dinheiro devido a sanções ocidentais. "A empresa russa "Rosneft" caiu sob sanções dos EUA em 17 de julho. Isto significa que a empresa não pode pedir dinheiro emprestado nos mercados internacionais, mas ela tem enormes dívidas - 45 bilhões de dólares. Em agosto "Rosneft" pede ajuda financeira. Em setembro Putin anuncia, que  Rússia vende parte do campo de óleo Vankorsk aos chineses, o que surpreende, porque trata-se da venda de um campo normal, bem explorado. Isso é claramente falta de dinheiro no Tesouro. Em meados de setembro Yevtushenko vai sob prisão domiciliar. Esta é uma medida suave do regime. O motivo da prisão explicou Khodorkovsky: Dívidas gigantes em "Rosneft", a exploração do óleo cai. Aonde pegar dinheiro? Vamos "torcer" a empresa "Basnyeft de Yevtushenko. Caso Yevtushenko - é uma virada de jogo na Rússia, porque, até recentemente as "torcidas" era aceitável pagar. Mas Yevtushenko já apreenderam, porque dinheiro para pagar, não há. Isto ocorreu devido as sanções. Temos que pegar dos nossos porque dos estrangeiros já pegamos tudo", - escreve a jornalista russa Yulia 
Latynina.

Em Kharkiv detiveram  pró-sabotadores que preparavam ataques.
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 24.09.2014

Em Kharkiv foram detidos vários grupos de sabotagem que agiam sob encomendas dos serviços especiais russo.

Como resultado das operações especiais do SBU Kharkiv foi limpo de grupos de sabotagem e subversão, aos quais os serviços de segurança russos encarregavam a desestabilização da situação nas cidades pacíficas ukrainianas, pelo caminho da subversão e explosão de edifícios administrativos. 

Em 22 de setembro, foi detido  o líder, criado e dirigido pelos serviços especiais russos, da organização "Luta", o cidadão da Ukraina chamado "Inácio".  Ele coordenava as atividades ilegais dos membros  do grupo extremista terrorista "Krasnoi Narodnoi Armii" (Exército Nacional Vermelho).
Em seu telefone celular encontraram inúmeras fotos de ferrovias e pontes, cartões telefônicos de diversas operadoras, telefones celulares e literatura anti-ukrainiana.

Foi estabelecido, que em junho, na Crimeia, ele recebeu das unidades pró ativas que coordenam as atividades separatistas e terroristas das cidades de Simferopol, Feodocia e Yalta, instruções, tarefas e quantia superior a 50 mil dólares EUA para execução de atos terroristas e separatistas na Ukraina.

Foram planejadas a realização, em 26 de setembro, as explosões junto a instalações ODA (Administração Estatal Regional) em Kharkiv e Dnipropetrovsk, bem como colocação nos edifícios administrativos das bandeiras da Rússia e "Nova Rússia".

Também foi neutralizado outro grupo subversivo sob a direção do cidadão "K" da Ukraina que, de acordo com tarefas dos serviços especiais da FR preparava ataques terroristas nos objetos de infra-estrutura, e distribuía materiais de caráter separatista para mudanças no território ukrainiano. O detido, desde março de 2014, participava ativamente de ações anti-ukrainianas na região sudeste. As instruções e financiamento, constantemente recebia dos instrutores do FSB da FR (Serviço Federal de Segurança da Rússia). 

Para postagem de símbolos e organização de ações ilegais na Ukraina, o cidadão "K" recebia de seus supervisores recursos no valor de 20 mil e 35 mil "hryvnias", respectivamente.

Os líderes dos grupos subversivos, durante ações processuais admitiram sua participação na atividade ilícita e deram mostras incriminadoras de coordenação de suas atividades pelos representantes de serviços especiais russo.


Terroristas expulsam dos apartamentos os dirigentes da Universidade  de Luhansk.
Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana), 24.09.2014

Os militantes expulsam dos apartamentos a gestão da Universidade Nacional Taras Shevchenko e tentam remover seus pertences pessoais de suas residencias. Sobre isto informou o porta-voz do Centro de Informação do Conselho de Segurança Nacional Andrii Lysenko. Além disso, os terroristas já realizaram um inventário dos bens dos apartamentos de professores que não retornaram a Luhansk até 22 de setembro.

Universidade de Luhansk - edifício central. Foto da Internet.
Problemas graves também na Universidade Nacional de Donetsk. A maioria dos estudantes e professores dizem que não podem trabalhar e estudar na cidade ocupada por terroristas por causa de seus princípios e postura patriótica.

Foto da Universidade de Donetsk, do site oficial

Anteriormente, o coletivo da Universidade pediu ao Gabinete de Ministros para evacuar a Universidade. Seu pedido está sendo resolvido. A Universidade terá campus em Vinnytsia, disse o ministro da educação, Serhii Kvit, em sua página no Facebook.
"Já temos algumas proposições. A forma de estudos será mista  (presencial e à distância). Mas uma pate significativa de professores e estudantes vai estudar e trabalhar em Vinnytsia", - Explicou ele.

Ataque à missão da OSCE
Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana), 24.09.2014

Em Luhansk, no dia 23 de setembro encontraram-se sob fogo de militantes, os observadores da OSCE. Em defesa da vida das pessoas e representantes da missão, os militares ukrainianos abriram fogo. 
Durante o dia militantes abriram fogo 5 vezes contra as tropas do Comando Operacional "Norte", uma das quais com morteiros, quatro com armas de grosso calibre.
Durante o último dia, contra as posições dos militares ukrainianos na zona do ATO, dispararam mais de 50 vezes.

Comboio russo não é humanitário, isto é intervenção - Poroshenko
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 25.09.2014

 Rússia violou as regras de ajuda humanitária e, na verdade, invadiu Ukraina com seu "comboio", disse Poroshenko aos jornalistas. "Em primeiro lugar, isto não é comboio humanitário. Em todas as questões humanitárias nós estamos prontos para cooperar - não importa que país irá fornecer ajuda. Mas, quando se trata de comboio humanitário, então deve estar presente o Comitê Internacional da "Cruz Vermelha", que deve fiscalizar e observar a entrega  em Luhansk e Donetsk. Rússia violou as regras de ajuda humanitária e rejeitou não apenas a cooperação com Ukraina, como também com a "Cruz Vermelha". Nos tais caminhões humanitários brancos, nós vimos a entrada de equipamentos de comando para Luhansk, através do segmento da fronteira que não está sob o nosso controle, sem qualquer envolvimento das autoridades aduaneiras da Ukraina" - disse ele.

"Assim, o comboio russo não é humanitário. Nós o consideramos como uma intervenção no território da Ukraina. E isto é parte de ações que nós precisamos parar..." disse o presidente ukrainiano.
(Já apareceu notícia do 4º comboio vindo para Ukraina. O primeiro, segundo jornais, retirou da Ukraina as instalações de duas fábricas, uma delas de importância estratégica, e até carvão. Até agora não houve nenhuma notícia sobre tentativas de impedimento à entrada desses comboios. Pelo contrário, o assunto está cada vez menos comentado. 
Ainda bem que o presidente resolveu falar. - OK).

Tradução: O. Kowaltschuk

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Na prisão da "DNR": como era. História do voluntário liberado.
Ukrainska Pravda - Zhyttia (Verdade ukrainiana - Vida), 17.09.2014
Galina Tytysh


Gennady Krotcha, 45 anos, na aparência lembra o médico Aybolita: bondosos olhos sob óculos, não apressados movimentos e desejoso de ajudar. Mas Gennady não é médico, mas um simples pequeno empresário de Uman que nos últimos meses não tem nada em comum com ganhar dinheiro.
Ele - um voluntário, que na Ukraina, iguais a ele são centenas. Gennady recolhe, em diferentes lugares, através de conhecidos , encomendas para combatentes e leva-as para linha de frente. No entanto Krotcha não teve sorte - ele sentiu na própria pele os "riscos" deste trabalho. No sentido literal das palavras  "sentiu na pele": Em primeiro de agosto caiu nas mãos dos combatentes da "DNR" (República Popular de Donetsk) em Mariinka.

Durante três semanas de cativeiro - no início, no SBU de Donetsk (Serviço de Segurança da Ukraina - prédio agora ocupado pelos terroristas), depois em Shakhtarsk - o homem várias vezes despedia-se da vida, colocava no bolso uma cartinha para família e constantemente pensava num plano de fuga, apesar de saber, que era impossível. Ele foi libertado em 24 de agosto.

... Em liberdade Krotcha conseguiu descansar, os hematomas sararam. Apenas uma longa cicatriz no intercílio e dor nos rins lembram os acontecimentos de agosto.
Mas o homem não desanimou, planeja ir novamente ir à linha da frente. Embora reconheça, que depois de tudo que passou, deseja mais juntar-se ao exército.

Encontraram cápsulas para estômago: metade preta, metade vermelha. "Setor Direito" - gritam.

Eu viajava com Ivan Kryvenko ao batalhão "Luhansk 1". Ivan tem 57 anos, ele é arquiteto, eu 47, sou empresário. Neste batalhão há muitos de nossos conhecidos do Maidan. Nós levávamos ajuda para eles. E também levávamos encomenda para um combatente em Granito - seus amigos de trabalho juntaram tudo  necessário: armadura, capacete, cotoveleiras, cigarros e remédios.

Então, depois de "Luhansk 1" nós fomos para Granito através de Chervonoarmiysk. Estava escuro, decidimos passar a noite - e pelas notícias soubemos que Donetsk estava cercada. Mar'inka é nossa, diz meu parceiro: "Lá eu conheço tudo, iremos por Mar'inka". Então nós fomos. Estrada plaina, sem bloqueios. O primeiro ponto de verificação não era visível da estrada - ele está na subida, nem a bandeira é visível, talvez vindo do outro lado. Na estrada ônibus com inscrição "Crianças". Nós nos aproximamos ao ponto de verificação, aproxima-se um militar e nós vimos... fita de São George (símbolo russo - OK).

No meu carro - um Ford Transit azul, o qual eu usei durante todo o Maidan, havia lenha e adesivos. De um lado "Auto-defesa do Maidan, bandeira ukrainiana, no meio, "Putler kaput" (Presumo que deve significar "Putin acabou, morreu - OK), e também Yanukovych na aparência de um cachorro.
Aqui nos começaram bater com cassetetes, automáticos, pés, punhos! Batiam com gosto - aonde acertavam. Eu conheço um pouco desta arte, então posso dizer que não batiam profissionalmente. Eles são selvagens, cheios de ódio, mas não sabem como fazê-lo.

Gritavam que nós prestávamos assistência à aviação. Eles não sabem que os assistentes não entram em território alheio com bandeiras. Começaram procurar faróis no carro, gritavam: "Com quem você deveria contactar?"

Como anteriormente participamos de ações, no carro havia hastes para banners. Eles disseram que era para dar sinais aos aviões"
Depois encontraram pílulas para estômago. Cápsulas - metade preta, metade vermelha. "Setor direito"(¹)- gritavam. A bandeira deste grupo é nestas cores - OK). Encontraram comigo 50 unidades de dinheiro chileno, eu as carregava junto aos documentos. Já nem lembro aonde as consegui, mas quando as viram, disseram: Isto é uma senha! Com quem você deve contactar?!

No carro lançaram-se, como reage um bando de macacos quando lhe jogam bananas: removiam assentos, rasgavam o forro.
Eram moradores locais. Os que nos espancavam, na maioria tinham 20 - 30 anos. Os mais velhos observavam. Talvez sentissem vergonha em nós bater - afinal não somos pessoas jovens.

Queimavam nossos cabelos, gritavam e batiam... Eu fiquei coberto de sangue. Um deles colocou a arma na testa do Ivan - eu vi com o canto do olho, mas não vi que ele desviou a arma antes de atirar.
Depois este rapaz cutucou minha testa com uma pistola, e o outro no prumo. Então, de repente corre para o comandante e grita: "Estes pertencem a algum grupo de inteligência, porque eles não se urinaram". Alguém numa situação semelhante, parece que urinou-se, mas nós não sabíamos que precisava proceder assim. Se soubéssemos poderíamos passar por pessoas normais (risos).

Depois o comandante chamou a "TV" local, veio um rapaz magricela, com trança. Interrogava-nos: "Quem são vocês? O que está acontecendo aqui?" Eu respondo: "guerra, você não vê?" Ele explica: "Bem, isto é ATO". Eu retruco - "não , isto é guerra real". Parece que assim é. 
Doía muito minha cabeça - foram muitos golpes Ela me dói até agora, por isso eu não lembro tudo, o que ele perguntou. Depois ele foi embora e nós fomos levados ao SBU de Donetsk.

Fomos colocados no corredor, de frente para parede. Batiam principalmente nos rins. Simplesmente aproximavam-se e batiam - desde a entrada no prédio. Parece que você está aqui, então pode apanhar bastante e com muita força. Logo perguntaram de onde éramos. Eu - de Uman, Ivan de Odessa. Isto, parece, que diminuiu um pouco a sua raiva - os locais são considerados como traidores. Disseram que eles tem um "decreto" de 24.07.1941. Eu não entendi a correlação. Lá o tempo parou, pegaram algo do passado, algo do presente, e assim vivem.  Certo dia eles tiveram uma procissão ortodoxa, cantavam hinos, eu ouvi da câmera.

Os mais odiados são os dos batalhões voluntários. A Guarda Nacional denominam "natsyki" (pejorativo da palavra "nazista" - OK). A todos os outros - "ukropy" (? - OK) e ainda "Setor Direito".
Como é que eu sei? Em nossa câmara havia dois militares. Eles disseram que o tratamento a eles é mais leniente porque eles não foram à guerra por conta própria, foram convocados.

Ele, na minha presença acessa na Internet "Luhansk" 1" e aparecem sinais fascistas. Eu não entendo, o que está acontecendo, mas também no Facebook e em toda parte - estes sinais.

Antes de chegarmos a "Luhansk 1", paramos em Kharkiv, no acampamento de refugiados. A chefe Helena presenteou-nos com uma bandeira ukrainiana. Pensamos colocá-la no automóvel. Mas eles encontraram. 
O carro ficou no ponto de controle, mas tudo o mais - bandeira, anotações - juntaram e transferiram para o SBU. 
 No início do interrogatório em Donetsk, jogaram a bandeira no chão e começaram limpar com ela os pés, pular e dizer: "Tem sangue nesta bandeira". Depois gritaram: "De joelhos!" e começaram bater nas pernas. Depois ajudei Ivan, porque sozinho ele não conseguia levantar. Depois o levaram para outra sala, me disse um ex-berkut. (Berkut era o nome de parte da milícia do governo Yanukovych. Esta milícia, até nas manifestações comemorativas de datas nacionais agia com muito rigor e selvageria. Quase sempre muitos manifestantes acabavam presos. Geralmente os tumultos eram provocados por elementos pagos pelo governo. Então, Berkut entrava e "estabelecia" a ordem com cassetetes - OK). Ivan até teve sorte, o "berkut" que cuidou dele, tinha alguma consciência e até pediu desculpas pelo espancamento.

Eu fui entrevistado por um ex-berkut. Embora isto foi mais uma surra com gritos, não um questionamento. Ele começou dizendo: "Agora você será dado às mulheres para ser torturado. Àquelas cujos filhos vocês mataram". Na imaginação deles, tudo o que não lhes deu certo, então foram os ukrainianos os causadores dos problemas. Mas, na praça nos levavam, caso contrário, eu não sei o que seria...
Começaram me dizer. "Então, aonde você vê os chechenos e os russos?" Eu ficava quieto, porque ali eu via gente de Donetsk, mas eu não tinha a imagem perfeita...

Todos contavam a história da criança de Sloviansk(²).  Às vezes ela foi fuzilada, às vezes pregada numa tábua. E eles acreditam nisto. Vocês não imaginam como eles acreditam!...
O "Berkut" dizia, que nossa mídia é toda ela mentirosa. Mostrava imagens onde 4-5 seus combatentes, na rua Vasselkiv bebem café. Mas, na imprensa avisaram que era vodka.
Ainda diziam, que a duração para aprisionamento são 5 dias, 15 dias e fuzilamento acontece no 16º dia. Se era para nos assustar? Não sei.
Mostravam vídeo para que víssemos como guerreavam. E víamos jovens de 15 anos como comandantes.
Perguntavam aonde levávamos ajuda. Resolvi não mentir e disse: "Para Luhansk-1". 
O "berkut" liga a internet "Luhansk-1" e aparecem símbolos nazistas. Eu não entendo. No Facebook e em todos os lugares por eles pesquisados não há sinal de "Luhansk-1" apenas sinas fascistas.
Diziam: final aos seus, subleva-se Kherson, Odessa. Breve nossos estarão em Kyiv. Eu entendo que isto é blefe. Depois escrevi explicações a Strelkov (um dos líderes separatistas - OK).

Depois nos enviaram para câmara. Tivemos cerca de 12m², geralmente com 14 pessoas. Quando deitados sobrava espaço apenas para os calçados. Entre os presos havia duas pessoas presas no aeroporto. A noite toda alguém gritou. Quem e porque eu não sei.

Nos dias em que fiquei preso passei fome. Não havia muito o que comer. 100 - 150 gramas de papa por pessoa e um pão para todos.

Todos os dias eu pensava em fugir, mas não estava claro para onde. Assim ficamos três dias, depois nos levaram para Shakhtarsk.

Eles são tão bitolados, que eu não sei, o que poderá convencê-los do contrário.

Mandaram cavar trincheiras. Você cava, cava, e ali - pedra. Você passa para outro local. Apesar de que trincheiras não eram realmente necessárias. Bem, imagine a área. Campo e a uns três quilômetros, prédios. Se a pessoa está em uma trincheira, ela espera o inimigo vencer esses três quilômetros enquanto nele atiram de cima... É apenas circo.

A cidade está vazia. No quinto andar, por exemplo, vivem duas pessoas. Este era o território de meio quilômetro, dividido em alguns setores. Nós podíamos andar por ali, ele era guardado por 30 pessoas.

Um homem foi pego porque carregava uma lanterna que era necessária no seu trabalho, mas ele foi detido, porque decidiram que a lanterna era para sinalização aos aviões.

Quando cavávamos trincheiras, eles vinham contar vantagens. Talvez tenha sido essa intenção porque Ivan já dizia que eles são bons rapazes...
Cada um conta que"viu pessoalmente" como de uma ambulância retiravam órgãos humanos ou de veículos blindados com identificações médicas, e que americanos e poloneses lutam por nós. Coisas assim.
E ainda - que esta sua terra é muito valiosa. De diferentes modos, mas todos repetem a mesma coisa. "Aqui nós temos gás de xisto, urânio, viveremos às mil maravilhas. E também a história do menino de Sloviansk - que de forma diferente repetem todos.
Eles são tão bitolados, que eu não sei, o que pode convencê-los do contrário, não imagino.

Todos estes 5 dias ficamos nas trincheiras: cavávamos num local, depois no outro. Eles seguem o slogan soviético: "O trabalho resgata a culpa".
Quando cavávamos, recebíamos pão, às vezes Mivina (? - OK) , grandes quantidades de cigarros e chicles - bombardearam uma loja e tudo estava diretamente no chão. Depois não tinha o que comer, nós nos aproximávamos e perguntávamos: "Vocês têm alguma comida?" Imediatamente eles respondiam - pegue cigarros.
Mas lá havia hortas abandonadas, algo nelas nós encontrávamos.

Entre os voluntários havia umas dez pessoas mais ou menos conscientes. Eu os chamo ortodoxos: todos usavam barbas, andavam com cruzes mas armados, de uniforme. Mas estes não bebiam, não fumavam e não xingavam o tempo todo.

Tive a impressão que a maioria não guerreava. Eles estiveram em Sloviansk, mas não tinham experiência de luta. Um deles disse que atirava. Para onde, não sabia, mas atirava. Em Shakhtarsk, eles atiravam todas as noites. Vinha um carro, ouviam-se tiros, o carro se afastava, novamente tiros. Das áreas civis atiravam novamente.

Nos primeiros dias, a noite inteira atiravam, por vez, do autômato. De dia atiravam em qualquer lugar. Passou um avião, já não é visível, eles atiram... Mataram muitos pombos, não têm nada para fazer.

No porão havia ratos. Nós conseguimos velas com os locais, e as queimávamos a noite toda. Durante este tempo estivemos em três porões diferentes.

Até o último momento não pensei que ficaríamos vivos. Era mais simples enterrar-nos aqui, do que levar-nos para algum lugar.

Em Shakhtarsk ficamos 18 dias. Depois nos trouxeram de volta para SBU. Jogaram na câmera - que era o antigo arquivo. Lá há seis andares de prateleiras de metal. Eu contei as "camas", lá havia, mais ou menos, 70 pessoas. Eles jogaram fora os documentos. 
Eu escrevi uma cartinha para minha família e coloquei-a no bolso - pensei, não ficaremos vivos. É mais fácil nos enterrarem aqui.

Todos diziam que haveria anistia. À noite começaram soltar aos poucos. Entregaram o telefone a Ivan, ele começou telefonar a todos os conhecidos. Todo nosso dinheiro pegaram. Mas em Donetsk encontramos pessoas que nos deram dinheiro para voltar, e roupas para Ivan.

O carro não nos devolveram. E agora nós procuramos algum carro para podermos continuar nosso trabalho.
Para uma viagem já temos "ajuda humanitária". Em Petrivtsi, parte na margem esquerda. Na última vez assim viajamos. Aqui carregamos parte da "humanitária" - em Lubni, depois Poltava - lá temos Sasha, com pernas paralisadas, eu não sei como ele faz isso, mas ele consegue obter produtos. 5 - 6 caixas sempre recebemos dele para levar. E daqui partimos, totalmente carregados, vamos para Luhansk.
Se eu não tenho medo ir lá - não ouvirei os porta-vozes da ATO, irei pelo caminho indicado por combatentes do batalhão. Eles sabem quais as cidades são nossas, e em quais alguém entrou por uma hora...

l .A história do "menino crucificado" para "Primeiro Canal" inventou a esposa do combatente da "DNR" refugiada de Sloviansk. É uma história de atrocidades do exército ukrainiano, no centro da cidade, no dia de sua libertação. No libertado Sloviansk não se encontrou nenhuma pessoa que, pelo menos ouviu falar, sobre a crucificação da demonstrada crucificação, de um menino de três anos de idade, na presença de sua mãe. O jornalista Eugene Feldman conseguiu provar que esta estória é mais uma falsificação da mídia russa. A resposta dos moradores que testemunharam as primeiras horas de estadia do exército ukrainiano que libertou a cidade, foi: Nada parecido houve. São fofocas. Pelo contrário, o exército Ukrainiano, soldados - eles apareceram como anjos-libertadores.

2. Setor Direito. Nos últimos dias do Maidan é que o Setor Direito começou a ser falado. Compunha-se de cidadãos resolvidos, de pouca conversa e bastante disposição. Sua participação foi importante na vitória. Depois do Maidan eles formaram partido político e seu líder Dmytro Yarosh chegou a se candidatar à presidência, mas não se empenhou. Ele é presidente da Organização Nacionalista "Tryzub" em nome de Stepan Bandera. Stepan Bandera foi um dos organizadores da resistência aos bolchevique antes da II Guerra Mundial. Ele contava com a ajuda dos alemães. Mas, assim que os alemães entraram na Ukraina, os lideres da resistência declararam o Estado da Ukraina. Stepan Bandera foi preso pelos alemães e enviado a prisão na Alemanha. Posteriormente lá ele foi assassinado por um espião ukrainiano a serviço da União Soviética. Os russos não se conformam, até hoje, com o desejo de uma Ukraina livre da Rússia e denominam de "nazista" a todo ukrainiano que não quer se submeter ao jugo russo.

Tradução: O. Kowaltschuk

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Coletânea de notícias sobre situação na Ukraina
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 21-22.09.2014

Para regular o conflito no Donbass, o governo ukrainiano tem pela frente um trabalho titânico, que pode durar anos. Isto deu a entender o presidente da administração do Kremlin, Sergei Ivanov em entrevista a "Rossinística Gazeta" (Gazeta russa). Ele destacou, que para uma saída pacífica do conflito, os passos importantes nesta direção já foram feitos.
"Penso que o presidente Poroshenko conscientizou-se que a guerra a um final vitorioso, isto é, até o último ukrainiano, não é necessária. Os acordos conseguiram suspender as hostilidades militares, embora a paz ainda é muito frágil". Ele acrescentou: "O "Partido da Guerra" na Ukraina não desapareceu, ele é muito forte. À liderança da Ukraina pertence um trabalho titânico. E, quantos anos isto vai durar, eu não sei, mas essa tarefa é da Ukraina, não da Rússia", - declarou Ivanov. (Eu não sei se ele tem idéia das absurdas mentiras que diz, ou ele realmente considera que Rússia tem direito a tudo o que deseja porque ela é mais forte - OK)

Como sabemos, em 19 de setembro, os participantes do grupo da regulamentação da situação no leste da Ukraina assinaram um Memorando de nove pontos, sendo que o ponto-chave é completo cessar-fogo, e não uso de armas. 
No Conselho de Segurança e Defesa Nacional declararam que o Memorando deve entrar em vigor no dia 20 de setembro. No entanto, segundo o centro  de imprensa da ATO, no dia 21 de setembro, em Luhansk e Donetsk os postos de controle e bases de forças ATO sofreram ataques de artilharia e de morteiros, e ataques com foguetes MLRS - BM-21 Grad.

O comandante das forças da OTAN na Europa, general Philip Bridlov declarou que na última semana o número de militares russos diminuiu na Ukraina, porque alguns voltaram para Rússia. No entanto, eles não voltaram para suas bases, eles estão em prontidão "se necessário" para voltar a Ukraina.

O ministro das Finanças dos EUA Jack Lew declarou que da Rússia esperam resolução do conflito no leste da Ukraina, até a cimeira do G20, na Austrália, a ser realizado em novembro.

De acordo com a publicação do jornal, no dia 22 de setembro, na zona de combate ao terrorismo, durante o último dia morreram dois militares ukrainianos e dois foram feridos, declarou o porta-voz do Conselho de Segurança e Defesa Nacional Andrei Lycenko.
Também foram metralhados os postos de controle e unidades das Forças Armadas da Ukraina nas regiões do aeroporto de Donetsk e pontos habitados de Debaltseve, Venohradne, Hnytov, Trudivsk, Granito, Pisk, Hostra Mohyla, distrito Putevalskyi de Mariinka.  Os soldados ukrainianos abriram fogo apenas em resposta, com a meta de proteção quando havia ameaça direta à vida.

E, hoje, dia 22, apesar do cessar fogo, os terroristas continuam os disparos em Donetsk. Salvas de canhão ouvem-se em vários distritos da cidade. No distrito de Petrivsk, como resultado de um projétil, ruiu o telhado de uma casa privada.

Aos deputados que apoiam o "Mundo Russo", podem proibir a pertinência ao Parlamento da Ukraina
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 21.09.2014

O presidente do Parlamento ukrainiano pretende apresentar uma resolução para exame, a qual proibirá permanecer no Parlamento a 24 deputados que viajaram para Rússia à sessão da Duma. "Para que eles não tivessem a possibilidade de trabalhar no Parlamento e não o desonrassem com sua presença", - explicou o presidente. Segundo Turchenov, a visita a Moscou não era oficial e o Parlamento não os capacitou para esta viagem.

Os deputados que visitarm a Duma, pertencem ao grupo "Pela paz e estabilidade", cujos representantes nunca votaram a favor das leis para apoio social dos militares ukrainianos e fortalecimento da defesa.
"Eles simplesmente viajaram até seus patrões para informar sobre seu trabalho", - disse ele. Tal ato ele chamou de traição e que eles devem ser responsabilizados pelo apoio ao separatismo, o que deve ser examinado pelos departamentos apropriados.

SBU: Os que preparavam ataques terrorista em Mariupol receberam armas em Donetsk e na Rússia.
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 22.09.2014

O Serviço de Inteligência do SBU (Serviço de Segurança da Ukraina) de Mariupol, em conjunto com o Ministério do Interior e Guarda Nacional, deteve militantes do batalhão "Vostok" que planejavam cometer atos de terrorismo na cidade.
Foram detidos quatro militantes, todos habitantes da Mariupol.

"Todos eles foram treinados nos acampamentos da FR, possuem conhecimento em combates e participaram de ataques armados contra edifícios administrativos em Mariupol, em maio, quando morreram muitos civis e policiais da cidade," - diz o comunicado do SBU.

"É sabido que eles estão envolvidos nos assassinatos dos empresários, dos quais tomavam dinheiro e propriedades. Sua tarefa era cometer sabotagens, ataques terroristas para desestabilizar a situação na região". Também se sabe que, ao preparar ataques terroristas, os membros do grupo viajavam para sede da "DNR" em Donetsk e à Federação Russa, onde recebiam armas, explosivos e instruções detalhadas

Aos detentos foram confiscados mapas topográficos da cidade de Mariupol com marcas dos prédios administrativos, relatório de prontidão aos ataques, granadas de mão RPG-26 (Granada soviética antitanque), rifle sniper do novo modelo de fabricação russa, 7 fuzis Kalashnikov carregados, granadas RGD-5, grande quantidade de granadas de luz e som, raquetes de sinalização, rádios. 
Iniciou-se processo penal nos termos do art. 258-3 do Código Penal da Ukraina.

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Província Zaporizhia pretende enterrar corpos não identificados de 55 soldados, que morreram em operações de combate ao terrorismo.
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Um dos maiores fundos de investimento do mundo - empresa Blackstone Group decidiu não renovar o contrato de prestação de serviços de consultoria para o Fundo. Na própria empresa não comentam, mas pessoas próximas a liderança do Blackstone Group dizem que a principal razão para não trabalhar na Rússia são as sanções contra Moscou impostas com EUA e UE.

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Rogozin, Vice-primeiro-ministro da FR: "Nós atualizaremos o arsenal nuclear e surpreenderemos a todos com armas.
Não é preciso chocalhar com todos os tipos de armas. Algo precisa ser guardado para si, num silencioso segredo, para surpreender os outros no momento mais crítico. 
Rússia, até 2020 atualizará as armas das forças nucleares estratégicas não em 70%, como previsto agora, mas em 100%.

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A guerra no Donbass já custa 30 bilhões de hryvnias para Ukraina,

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O presidente Poroshenko e o primeiro-ministro Yatseniuk chamam para uma reunião no Banco Nacional, os líderes dos 15 maiores bancos da Ukraina. Assunto: Medidas adicionais indispensáveis para restauração do crédito da economia nas atuais condições, situação dinheiro-crédito e câmbio de mercado. Também foram convidados os maiores exportadores e importadores.

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Jemilov, líder tártaro da Crimeia, deputado da Ukraina: Na Crimeia fizeram listas de representantes locais. As listas já prontas são dos Mejlis (Mejlis - órgão análogo ao Parlamento) de Bakhchisarai e Sudak.
Na Crimeia realizam buscas nas casas e escolas dos muçulmanos. De 15 a 20 de setembro, no prédio do Mejlis em Simferopol, homens armados, realizaram buscas várias vezes. O auto-proclamado primeiro-ministro da Crimeia declarou que não reconhece Mejlis da nação tártaro-crimeana.

Também foram realizadas buscas nas casas dos ativistas, membros de Mejelis, mesquitas, escolas de ensino médio e superior e bibliotecas, à procura de armas, narcóticos e da assim chamada literatura proibida.

O prédio onde funciona o Mejelis já está sendo confiscado. Do apartamento do membro do Mejelis, Mustafa Asab, retiraram computadores.

Tradução: O. Kowaltschuk