terça-feira, 17 de outubro de 2017

Manifestação pela grande reforma política. Conflitos e primeiras tendas. (resumo).
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 17.10.2017


Ação "Escolha ukrainiana" pela "grande reforma política" começou sob o prédio do Parlamento (Verkhovna Rada) às 9:30. 
Os ativistas das forças políticas e das associações públicas "Movimento das Novas Forças", "Alternativa", "Demelyans", movimento "Honestamente" e outros, defendem três requisitos às autoridades: criação de tribunais anticorrupção, abolição da imunidade parlamentar e a adoção de uma nova lei eleitoral.

A partir das 16 horas, começaram os primeiros confrontos. Já há primeiras vítimas.





19.06
A partir de 19.07, mais de 10 barracas estão instaladas. As pessoas não são controladas através dos detectores de metal. Rua Hrushevsky está bloqueada.


Um policial recebeu uma lesão na cabeça. Agora os médicos dão-lhe a ajuda necessária.















19:00
Não há detidos, por causa das brigas, na rua Hrushevsky perto da Verhovna Rada. "No momento, não há detidos em conexão com este incidente. Polícia documenta o fato do que aconteceu, após o que uma avaliação legal será dada", disse Trakalo, porta-voz da Polícia Nacional.


18:38
No deputado Barna bateram e cuspiram. Ele, apenas saiu do prédio da Verhovna Rada e encontrou manifestantes descontentes. Foi salvo por Saakashvili. (Segundo um artigo que li esta semana,  realmente não havia corrupção no governo de Saakashvili na Geórgia. Mesmo assim, não foi reeleito - OK).


18:04
Saakashvili no palco: "Nós viemos para remover o bode da corrupção, o bode da impunidade e, até mesmo, o bode concreto!"

















18:01
O presidente do Comitê Parlamentar de combate à corrupção, deputado da "Auto-ajuda" Egor Sobolev quer propor aos deputados para trabalhar a noite toda, até os requisitos dos participantes da ação sob o prédio do Parlamento sejam cumpridos.  Ele disse isso no ar do programa NewsOne.


17:24
Situação próximo ao Parlamento.
Yevgeny Buderatsky - Há três horas: Não, não é polícia com escudos. São os manifestantes. Armaram tendas na rua Hrushevsky, sob o Conselho. Veio Saakashvili.


















17:04
Sob o Parlamento instalaram as primeiras tendas. Uma delas - grande, militar - instalada na rua Hrushevsky, diretamente diante do Parlamento.

















16:56
No parque Mariinsky  distribuíram chá e mingau de trigo (hrechka).


16:48
Os manifestantes pegaram os escudos da Guarda Nacional, que estavam escondidos atrás do ônibus.


16:00
Próximo ao Parlamento, os ativistas começaram quebrar os detectores de metal e trazer tendas. Começou a briga. Balões de gás foram aproveitados.


15:44
Atmosfera carregada sob o Parlamento.


15:04
Sob o Parlamento, jogaram ovos no deputado do Bloco Petro Poroshenko Oleksiy Goncharenko.

13:07
O parlamento começou os trabalhos. Parubiy informa sobre a reunião do Conselho, que ele fechou. A tribuna não está bloqueada. Parubiy deu instruções para publicar o cronograma semanal das reuniões plenárias. E, após a reforma médica, está na vez o projeto sobre a remoção da imunidade dos deputados e as eleições.


12:59
O ex-presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, aconselhou o presidente ukrainiano Petro Poroshenko, a demitir-se. Saakashvili fala aos manifestantes.


12:39
Yegor Sobolev fala sobre exigências e reação do governo. Por bem não funciona. Representantes do "Bloco de Poroshenko", "Frente popular" e fragmentos do Partido das Regiões se recusam a considerar hoje, no Parlamento, a lei anti-corrupção, a abolição da imunidade parlamentar e a transição para eleição de novos deputados por listas partidárias abertas. Nós lhes propusemos falar às pessoas que cercaram o Parlamento, e explicar sua posição. Nós garantimos a proteção. Não querem. Infelizmente. Poderiam entender, se você ignora as pessoas na Ukraina, as pessoas virão até você sozinhas.

Tradução: O. Kowaltschuk

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Em Budapeste, sob embaixada, houve a ação a favor de separação do Transcarpatia da Ukraina.
Ukraina Moloda ( Ukraina Jovem), 14.10.2017


Sob a Embaixada da Ukraina, na Hungria, realizaram  uma manifestação separatista (Nepop Liuba)

Na capital da Hungria, Budapeste, sob a embaixada da Ukraina, houve a ação "Autodeterminação para Transcarpatia", da qual participaram algumas dezenas, que usavam camisetas com a inscrição "Transcarpatia, pela lei, pertence à Hungria", alguns seguravam bandeiras da Hungria e Catalunha. Isto foi relatado pelo Embaixador da Ukraina na Hungria, Lyubov Nepop, no Facebook.



"A ação sob a Embaixada da Ukraina em Budapeste, cujo protesto foi expresso pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ukraina, porque os organizadores desde o início disseram que eles reagem a favor de : "autodeterminação de Transcarpatia e liberdade para as comunidades russenas  (etnônimo que inicialmente usava-se aos povos eslavos do leste, da Kyivska Rus (Kyivska Rus - primeiro nome da Ukraina). Depois de sua queda, aos povos ukrainianos e bielorrussos (russos brancos, do Grão Ducado da Lituânia, da Commonvealth, da Áustria-Hungria e de outros países - pesquisa Google), poloneses, búlgaros, romenos  e armênios que viviam no território da atual Ukraina", expressam protesto contra a "barbárie" de putchestiv.  (Não pensem o mesmo que eu pensei, mas resolvi pesquisar e descobri que "putchest é participante de "putch", palavra que significa grupo armado de conspiradores. E "russen", um dicionário ukrainiano-português, editado em Curitiba, traduz como "ruteno". Já o Grande Dicionário do Atual Idioma Ukrainiano, editado em Kyiv, em 2007, explica a palavra "russen" como velho nome dos habitantes de Bukovyna, Halechena ( Galícia), Transcarpatia, Eslováquia e  Voievodene (este último nome, como nome de região específica, não encontrei - OK), que capturaram Ukraina e, juntamente com  ela os irmãos "húngaros", - escreveu Lyubov Nepop.

A diplomata observou que, ao lado húngaro informou sobre o direito à reunião pacífica e à implementação de protestos, nos quais os participantes expressam livremente seus pensamentos e o direito de denunciar uma posição comum.

"Estou convencida, de que o uso desses direitos não justifica a inscrição nas costas do participante da ação: "Transcarpatia, pela lei pertence à Hungria. A autodeterminação para todas as nações oprimidas, forçadas a viver na Ukraina"... E, para a plenitude da imagem a bandeira oficial da autonomia catalã", - avisou Nepop.

Lembramos, contra a ação "Autodeterminação para Transcarpatia, em Budapeste, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ukraina expressou seu protesto. Na ação planejou participar a deputada do partido "Yobbik" Christina Morvai, que viajava para Donbas ocupado e expressava apoio aos terroristas, pelo que não lhe permitiram mais a entrada na Ukraina.

Como foi relatado por este jornal, o Ministro do Exterior da Hungria, Peter Siyyarto recusou encontrar-se com seu colega Paulo Klimkin, durante uma visita a Transcarpatia, devido a aprovação pela Ukraina da lei sobre a educação, que não agrada à Rússia, Hungria, Romênia, Polônia e a Moldávia por causa do ensino no idioma ukrainiano de 5ª à 12ª série, porque frequentemente os concluintes das escolas não conseguem dizer uma palavra em ukrainiano.

(A lei sobre a educação é ótima, apenas eles querem que os outros ensinem seus filhos, até o final do Ensino Médio, em seu próprio idioma. Também é pretexto para ocupar as terras ukrainianas que habitam, principalmente os húngaros. Esperam, se os húngaros ganharem, talvez sobre algo a mais alguém. E, os presidentes ukrainianos, o atual e os anteriores, nunca se preocuparam com tantas nações vivendo no território ukrainiano?? - Oksana) 

Tradução: O. Kowaltschuk

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Novo nível do conflito húngaro: quem está por trás dos requisitos de separação do Transcarpathia.

Dmytro Tuzhansky, para Verdade Européia, 12.10.2017


O conflito entre Ukraina e Hungria, que dura mais de um mês, não só não subsiste mas torna-se mais agudo e grave. Novo nível de confronto anunciado pelos radicais húngaros do partido "Yobbyk", manifestação Autodeterminação para Transcarpatia".

Esta é a prova de que o conflito está chegando a um novo nível. Ambos os lados demonstram obstinação mútua e, ao mesmo tempo, sem pressa para se sentar na mesa de negociações. Como resultado, existe um risco muito alto, que todos perderão.

Sobre isto a "Verdade Européia já repetiu em suas publicações, nos últimos dois dias. Mas, neste conflito, há um terceiro lado, cuja participação não é muito visível e, felizmente, não é decisiva. No entanto, essa perspectiva também deve ser entendida, para ver a imagem completa.

O ponto é que Kremlin, antes de tudo, não está simplesmente interessado no cenário do conflito ukrainiano-húngaro, que deve levar Kyiv e Budapeste para um cenário sem solução.

Moscou preparou cuidadosamente os dois lados para o impasse.

E o anúncio para a sexta-feira, 13 de outubro, a ação sob a embaixada ukrainiana em Budapeste - é apenas desnecessária confirmação.

                   O principal agente de influência de Moscou.

A ação é organizada pelo "Yobbyk" sob o slogan "Autodeterminação para o Transcarpathia". Sob o mesmo slogan, este mesmo partido realizou uma manifestação semelhante em Budapeste, em 27 de março de 2014 - no transcorrer de trágicos acontecimentos na Criméia, no Donbas e agressão russa.

Além disso, até o nome do principal iniciador em ambos os casos é o mesmo: como nos três anos atrás, é Tomas Gaudi-Nodi.  Foi a ele, recentemente, com o deputado do Parlamento Europeu de "Yobbyk" Christina Morvai não permitiram a entrada a Ukraina no ponto de controle de Transcarpathia "Luzhanka".

Foi Tomas Gaudi-Nobi que em abril de 2014 falou na sessão da PACE (Assembléia Parlamentar do Conselho Europeu) em abril de 2014, apresentou-se com inscrição na camiseta: "Criméia pertence legalmente à Rússia. Transcarpathia pertence legalmente à Hungria".

"Yobbyk" nunca escondeu suas ambições ao Transcarpathia, por várias vezes exigiu das autoridades húngaras que expressassem reivindicações territoriais nesta região. O Ministério das Relações Exteriores da Hungria  precisou declarar a sua não pretensão a estas ações. 

E, ainda, o partido "Yobbyk" nunca escondeu, não só a sua posição pró-russa, como seus laços estreitos com Moscou, visitas frequentes para lá, cooperação.

Ao seu partidário, também deputado do Parlamento Europeu, Baile Kovacs, que era um observador oficial no pseudo-referendo na Criméia e chamou-o legítimo, até abriram uma questão na Hungria - por espionagem a favor da Rússia. A investigação continua até agora.

Deve-se observar, que "Yobbyk" não é aliado do governo Viktor Orban. Pelo contrário, hoje é o principal partido de oposição e concorrente do partido do governo "Fides" nas próximas eleições, que realizar-se-ão em abril de 2018.

Ambas as forças políticas não apenas competem em um nicho radical de direita, mas entre eles há uma verdadeira oposição ao nível de líderes - Viktor Orban e Gabors Vony. Nos últimos meses, além da "guerra de quadros de avisos" e das acusações mútuas, chegou até ofensas francas "abaixo do cinto".

"Fides" e "Yobbyk" competem pela simpatia e pelo dinheiro de Moscou. Ambas as partes constantemente são criticadas, por isso, pelos políticos rivais e, ao primeiro-ministro da Hungria - também toda Europa democrática.

E, se, em princípio a Orban isto não atinge, então tornar-se o "principal agente do Kremlin" aos olhos da maioria dos húngaros é muito arriscado, porque a atitude em relação à Rússia dentro da Hungria é, dizendo suavemente, ambígua. È por isso que a equipe de Viktor Orban trabalha com muito cuidado este tema, para que a sociedade húngara "compreenda corretamente" o flerte com Kremlin - "exclusivamente como passos forçados principalmente no setor da energia por causa dos interesses nacionais da Hungria". Daí o projeto AES "Paks-2", no qual Rússia investe 10 bilhões de euros. 

Por sinal, a questão da espionagem a favor da Rússia contra Baile Kovaks de "Yobbyk" foi criada precisamente no âmbito deste "projeto de investimento", e este foi um jogo muito habilidoso da equipe Orban. O que já não se pode dizer sobre a concessão a Putin de Título honorário de doutor, da Universidade Debrecen.

Também "Fides" não se cansa de lembrar, como começou a carreira de seu líder na grande política - um discurso
emocional em 16 de junho de 1.989, quando então um político jovem ainda, pouco conhecido, exigiu publicamente uma eleição democrática e a retirada das tropas soviéticas da Hungria. Isto Viktor Orban falou na cerimônia de re-enterro de Imre Nadia (foi duas vezes 1º ministro da Hungria) e outras vítimas da Revolução Húngara de 1956.

A lembrança de eventos, quando os tanques soviéticos sufocavam a revolução em Budapeste, constituem uma emoção anti-russa muito forte na sociedade húngara.

A equipe de Orban a usa habilmente.

Em qualquer caso, apesar de encontros regulares do primeiro-ministro da Hungria e Vladimir Putin, não "Fides", mas "Yobbyk" é realmente o principal agente russo de influência na Hungria. Pelo menos até agora, porque isto é de interesse de Viktor Orban, e ele compreende isto muito bem.

É por isto que Budapeste, embora exija uma revisão do Acordo sobre o Acordo de Associação da Ukraina com União Européia mas, inesperadamente, não bloqueará a continuação de sanções contra Rússia. Costumeiramente, na guerra contra Ukraina, Moscou joga com a equipe de Viktor Orban, tentando impor seus próprios cenários, e isto lhe dá certo, mas diferentemente, do que no caso de "Yobbyk".

                           Pegadas russas no Transcarpathia.

Nos últimos dois anos, Kremlin manipula sistematicamente com as ambições de Budapeste na questão de proteção dos húngaros que vivem na Ukraina e seus direitos à autonomia, que a equipe de governo persistentemente promove (esta idéia é descrita em detalhes, na publicação em separado, "O que está por trás da idéia de autonomia dos húngaros?"). O objetivo é banal: mostrar, que Ukraina estala pelas costuras (Тріщить на швах) e, "guerra civil" é possível não somente no Donbas, mas também na fronteira com UE, dizem eles, Transcarpathia em nada difere de Donetsk ou Luhansk, apenas lá não há russos, há húngaros. Que Budapeste, não simplesmente tem pretensões territoriais sérias, mas a própria região quer autonomia.

Assim, se, até 2015, para desestabilizar a situação no Transcarpathia, Kremlin explorou, principalmente, o tema do "russismo" e através dos meios de comunicação russos e pró-russos na Ukraina, proclamava "as autonomias russas", então nos últimos anos - as húngaras. 
Isso se faz de forma massiva e regular, com a ajuda de mídias ukrainianas, como 112, "Podrobnosty" (Detalhes), 
"Komentari" (Comentários) e "Korespondent" (Correspondente).

Paralelamente e em continuação denigrem-se monumentos, cruzes e outros símbolos, ou ukrainianos, ou húngaros. Por vez.
Durante o último ano, o número de manipulações em torno da "questão húngara" aumentou significativamente. Isto é relacionado com o agravamento das relações entre Kyiv e Budapeste em torno dos primeiros projetos de lei sobre a linguagem, que Ukraina discutiu ativamente no início de 2017.

Hungria acompanhou este processo cuidadosamente - e já então expressava sua própria ansiedade. Rússia também acompanhava, intensificando provocações no linguístico campo nacional em todos os lugares, incluindo Transcarpathia, onde residem os húngaros (regiões Berehivskyi e Vynohradivskyi) foram colocadas grandes placas escritas em idioma húngaro: "Vós cumprimentam os húngaros", "Terra do idioma húngaro".

Paralelamente, a mídia relatava não apenas sobre estas placas, mas também que o SBU (Serviço de Proteção da Ukraina) prendeu a liderança do distrito Berehove pelo separatismo, sobre novas exigências da comunidade húngara para proclamar a autonomia do Transcarpathia e assim por diante. Infelizmente, tradicionalmente, estes falsos então transmitiam não só os russos TASS, mas também a mídia ukrainiana.

A história com esta propaganda húngara - gritante, questões abertas - um monte, incluindo nossos órgãos especiais, funcionários locais. Mas o pior é que os húngaros e Budapeste então não acreditavam no SBU, que relatava sobre a trilha russa.

Pelo contrário, nessa provocação eles viram um vestígio de Kyiv, que assim tentava "desacreditar" a minoria húngara e suas demandas. Declarações oficiais não houve, mas os representantes da equipe de Orban, de vários níveis, falava abertamente, que não acredita na versão do SBU, dizendo, que FSB (Serviço Federal de Segurança) trabalha com muito profissionalismo, e mais uma vez pediu às autoridades ukrainianas que parassem esses jogos.

E, exatamente daqui, se espalham as declarações apocalípticas do lado húngaro sobre o fechamento das escolas húngaras e ukrainização total. Até mesmo histórias absurdas sobre a proibição de rezar nas igrejas no idioma húngaro. Hoje este é um muito popular medo entre os reformadores do Transcarpathia e os católicos romanos.

Assim, já por mais de um mês, o lado húngaro realmente reage não simplesmente à lei educacional ukrainiana ou ao seu artigo 7º, mas também a uma mistura de decisões na manipulação de Moscou contra as minorias húngaras e outras minorias nacionais.
Do mesmo modo o lado ukrainiano: em preparação para a lei sobre educação, Kyiv estava ente os influenciados pelas narrativas russas sobre o separatismo húngaro, as reivindicações  territoriais de Budapeste, realizam-se paralelos entre Transcarpathia, Donbas e Criméia. Ainda emerge essa imagem. Isto denomina-se guerra informativa hibrida.

                                        Saída do impasse.

O grau de confronto  entre Kyiv e Budapeste  hoje é muito alto, para que o conflito seja resolvido por algumas negociações ou reuniões. Mas elas são muito necessárias, porque sua ausência - apenas aprofunda a diferença entre os países, e este é exatamente o cenário de Moscou.  Ukraina adotou uma posição de espera e de contenção, ajustando-se para um jogo longo. Portanto na base de diversas e emocionantes declarações Kyiv parece, de alguma forma, mais confiante diante de declarações afiadas e emocionais.

Mas nosso lado fraco - é a formulação legal que podem "negar" na Europa, e os instrumentos de pressão, que tem Budapeste como membro da UE.  Mais um problema é a complicação adicional das relações bilaterais com Budapeste e Bucareste no futuro, bem como com minorias húngaras e romenas. cujo apoio Kyiv perde rapidamente. 

Ao mesmo tempo, as ameaças da Hungria para iniciar a revisão do Acordo de Associação Ukraina - União Européia não é tanto um cenário do Kremlin, mas um convite específico às negociações. Mas em outro - mais alto nível. É, por isso que o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Peter Siavorth ignora abertamente o seu colega ukrainiano (digamos, o tempo já passou), e de repente voa até Uzhhorod, para transferir a mensagem.

Claro, esta é uma mensagem para Petro Poroshenko - de Viktor Orban. E, com as ameaças contra o Acordo de Associação UE-Ukraina, em Orban aumentam as taxas, inclusive para o debate na PACE e na reunião do Conselho da UE. Mas o que é notável:  o primeiro-ministro húngaro, até agora não fez nenhuma declaração grosseira sobre o conflito em torno da lei sobre educação. Apenas que está triste. E assim, está pronto ao diálogo. Isto é, Budapeste, na verdade, não só procura resolver o conflito, mas de forma operacional, obviamente não contra, para que isto faça pessoalmente seu líder Viktor Orban, que se prepara para liderar o governo húngaro pela terceira vez. Pontos adicionais para ele não lhe atrapalharão. 

O fator eleitoral realmente exerce pressão sobre o líder húngaro, porque cada uma de suas derrotas usará o mesmo "Yobbyk" e aproveitará, para tomar outra parte de eleitorado da direita. É por isso que, para Orban é muito importante que este diálogo com Kyiv não é apenas sobre a lei educacional, mas sobre todas as questões sensíveis das relações bilaterais que já se acumularam. Então, para ele, até abril de 2018, nas relações com Kyiv, se ele não alcançar um progresso tangível, então, pelo menos, não receberá motivos para crítica destruidora de rivais políticos, como aconteceu com a lei sobre educação.

A lista desses tópicos é: dupla cidadania, lei sobre idioma, descentralização e criação da comunidades territoriais unidas, distrito eleitoral Pritysyansky. Projeto de lei sobre os dois primeiros tópicos no parlamento, estão entre as principais prioridades. 

Na verdade, a adoção da lei sobre educação, mesmo com esse artigo 7º não era sensação para Budapeste e não é tragédia. Além disso, neste artigo a lei contém o artigo 4, que, de fato, deixa a educação dos húngaros em sua língua nativa no mesmo nível que antes, da adoção da lei. Budapeste tentará defendê-lo, em negociações com Kyiv, e o problema da derrota será levantado. Outra saída - empurrar toda a culpa da lei ukrainiana sobre educação  na Comissão de Veneza, acusando-a de tendenciosa e trabalho para Soros, como  Budapeste fez recentemente na questão da própria lei sobre educação superior.

Petro Poroshenko, pessoalmente, não está menos interessado em tal conversa do que Viktor Orban. A conversa no mais alto nível com Budapeste não é apenas na lei educacional, mas também em outros tópicos lembrados - há possibilidades: baixar um pouco o nível nas tensões com Budapeste e minorias tendo demonstrado ser um negociador eficaz - para fechar a frente diplomática da Hungria, concentrando-se na Europa, sanções. - Evitar outros conflitos semelhantes, nos quais Moscou e seus agentes de influência estão especulando.

Tradução: O. Kowaltschuk

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Benefícios e riscos da lei sobre a reintegração do Donbas.
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 10.10.2017
Ivan Farion

Na Bankova e no Ocidente é bem-vindo, na oposição - criticam.

De forma dramática, os deputados adotaram, em primeira leitura, a lei sobre reintegração de Donbas.
Apenas após a segunda vez, como no dia anterior - com muito nervosismo, sob a explosão de petardos com fumaça negra, o Parlamento aprovou, em primeira leitura o projeto de lei que prevê a reintegração de Donbas. Do documento, com exigência da "Frente Popular" e algumas forças políticas, retiraram a menção sobre Tratados de Minsk, introduziram referencias ao direito internacional e o Estatuto da ONU, e também prometeram adicionar à segunda leitura a seção sobre Crimeia ocupada. O Projeto de Lei passou com esforços, obtendo apenas 233 votos. Não votaram a favor no "Bloco de Oposição", "Pátria", "Auto-Ajuda", grupos de deputados de "Renascimento", absteve-se o grupo de "euro-otimistas" do Bloco Petro Poroshenko". Apoio à coalizão asseguraram os deputados da facção do Partido Radical e "Vontade do Povo" e alguns não faccionais. O número mínimo de votos "a favor" indica, que a segunda leitura do projeto será difícil.

Funcionários de alto escalão dos EUA, Alemanha e outros países da União Européia felicitaram os legisladores ukrainianos, embora a aprovação não fosse convincente. Agradeceu aos deputados também o presidente Petro Poroshenko. Segundo suas palavras, "uma votação responsável da maioria ajudará o nosso exército continuar mantendo a defesa com um mínimo de vítimas. E aos diplomatas - intensificar a pressão internacional sobre Rússia". O presidente observou, que Ukraina qualifica a Rússia como país agressor, os territórios apreendidos por ela - temporariamente ocupados, e atos emitidos por ela (Rússia) e seus fantoches - são desprovidos de vínculo jurídico. Segundo o presidente, o projeto de lei deixa claro aos compatriotas dos territórios ocupados que "Ukraina retornará a eles, e eles a ela.

De acordo com Petro Poroshenko, com esta lei nosso país define o direito legítimo a auto-defesa de acordo com a Carta da ONU, fortalece a base jurídica para o uso das Forças Armadas e amplia suas capacidades. Entre outras coisas, fortalece os argumentos a favor da concessão de armas letais à Ukraina. O chefe de Estado rejeitou as fobias dos opositores a este projeto de lei, observando, que todos os horrores, com os quais assustaram Ukraina a três anos sobre aprovação de uma lei similar, não se cumpriram. O presidente advertiu, que a obstrução nesta questão provoca tensões nas relações com o nosso aliado-chave e cria ameaças a Ukraina permanecer com o agressor por conta própria, sem apoio da comunidade internacional. Aprovando esta lei, Ukraina, segundo o presidente, "dá a tonalidade na questão da cassação da agressão militar da Rússia."

No entanto, nem todos os círculos políticos e de especialistas, compartilham a opinião do chefe de Estado. Eles percebem criticamente o documento estratégico elaborado na Bankova (governo) sobre o Donbas e o consideram errôneo.

"É necessário prever bem as consequências..."
Vitaly Kulik - diretor do Centro de Investigação de problemas da Sociedade Civil.

As importantes leis sobre guerra e paz, às quais reage sensivelmente a sociedade, não podem ser aceitas assim. Antes da votação, seus projetos deveriam ter sido amplamente discutidos. Deveria haver uma discussão entre diversos grupos sociais, avaliação de especialistas independentes, ao invés de tentativas de empurrar o documento de várias maneiras, quebrar o Parlamento, através de joelhos. O não cumprimento deste procedimento provocou muitas especulações, bloqueio da tribuna, brigas, petardos fumígenos. A oposição não acreditava na introdução de mudanças ao projeto de lei sobre desocupação...

Quanto a mim, nós estamos tentando enganar tanto os russos, quanto os nossos parceiros ocidentais, e a própria sociedade, com a continuação da lei sobre o status especial da ORDLO (Distritos separados das regiões de Donetsk e Lugansk). A lei aprovada anteriormente era nula, porque não tinha consequências legais, não era cumprida. Entrava em vigor desde que: unidades regulares russas não houvesse no Donbas; que seria restaurado o controle da Ukraina sobre suas fronteiras. Enquanto tudo isso não for feito, sobre nenhum status ORDLO não se pode tratar, realizar eleições lá não se pode. E eis que agora, nós continuamos a ação desta lei inservível.

Se isto simplificasse a vida da diplomacia ukrainiana para conversações com nossos parceiros ocidentais, se fosse  possível manter e simplificar o regime de sanções, seria bem-vindo. Mas neste projeto de lei há disposições, que podem levar a consequências irreparáveis, se a situação sair do controle de Kyiv. Imaginemos, que Rússia concorda em retirar suas tropas - e declarar que se retira. No Donbas permanecem os mercenários e militares de empresas privadas. Parece haver a condição formal de acordo. Segunda posição - o Ocidente reconhece as eleições no território ORDLO (mesmo se Kyiv não reconhece). Então, de acordo com a lei aprovada teremos que criar dentre os militantes e seus líderes as "milícias populares", a nomeação de promotores "nacionais". Portanto, é preciso pensar nas consequências...

Aos aspectos positivos do projeto de lei sobre a reintegração de Donbas, levaria o reconhecimento a Rússia como país invasor. No entanto, isto não significa que seus parceiros ocidentais, igualmente a reconhecerão, e que esta norma será aplicada em instituições jurídicas internacionais.

Eu não gosto neste projeto de lei o grande número de compromissos de "Minsk". As referências a quaisquer documentos, que realmente legitimam as assinaturas dos líderes dos terroristas Plotnitsky, Zakharchenko, são incorretos, sem senso prático.

A lei não menciona a Criméia. Seja quantos forem os representantes do presidente que dirão, que haverá uma lei em separado sobre Criméia, que isto, dizem - vários assuntos da regulamentação, todos devem compreender: assim que nós, em quaisquer documentos sobre Donbas "colocamos  Criméia entre parênteses", então concordamos com a lógica da Federação Russa de que Criméia "é um assunto adiado, que agora vamos falar apenas sobre Donbas". Tal lógica é incorreta. Kyiv deve resistir a ela.

Não exageraria a importância desta lei, a necessidade urgente de ser adotada - no contexto dos preparativos para o processo de negociação Norman, na próxima rodada de contatos em Minsk. Porque não vejo mudanças sérias da Rússia, sua prontidão para cumprir suas obrigações. Nós temos ausência de silêncio no Donbas, feridos e mortos, cessação de "armistício escolar", reféns, uma rotação direta de tropas russas para ORDLO, transporte de armas  e munições. Provavelmente há alguma outra lógica, sobre a qual Bankova não fala...

Tradução: O. Kowaltschuk

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Peritos do Conselho da Europa avaliaram a lei ukrainiana sobre educação - Kuleba.
Tyzhden. ua




"Parceiros devem diminuir o grau da retórica", - disse o constante representante da Ukraina. Os especialistas do Conselho da Ukraina avaliaram positivamente a lei ukrainiana "Sobre Educação".
Sobre isto escreveu no Twitter o Representante Permanente da Ukraina junto ao Conselho da Europa Dmytro Kuleba.

Os especialistas do Conselho da Europa apreciam a reforma da educação de forma muito positiva. Quanto ao artigo 7, esperamos que os venezianos pensem. (Artigo 7. Garantir a realização dos direitos das pessoas que residem no território temporariamente ocupado: emprego, pensões... - Pesquisa OK). Os parceiros devem diminuir o grau de retórica", - escreveu ele.

Kuleba disse que houve reunião da ministra da Educação, Lilia Grinevich com os peritos do Conselho da Europa sobre reforma educacional e o artigo Linguístico.

Anteriormente, os ministros estrangeiros da Bulgária, Grécia, Romênia e Hungria disseram estar preocupados com a adoção de uma nova lei sobre educação na Ukraina.

xxx

A última notícia sobre Paulo Grib, que encontrei na imprensa ukrainiana foi a que publiquei neste blog no dia 18.09.17. Até procurei mais notícias sobre o assunto, mas não encontrei.
Hoje, 06 de outubro, "Tyzhden" publicou o seguinte:



















O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos quer obter uma conclusão dos médicos ukrainianos, notícias sobre o estado de Paulo Grib. Também pede à Federação Russa que forneça informações sobre o tratamento que o ukrainiano recebe e a documentação sobre sua saúde.

Também o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos solicita à Federação Russa que forneça informações sobre o tratamento recebido pelo ukrainiano, e documentação sobre sua saúde.
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos quer receber as conclusões dos médicos ukrainianos sobre a saúde do sequestrado na Bielorrússia Paulo Grib, que é mantido n o CISO (Isolador Investigativo), em Krasnodar (Rússia). Anunciou a advogada Eugenia Zakrevska.

"O Tribunal Europeu convida os médicos ukrainianos a visitar Paulo Grib e quer receber sua opinião, antes de tomar uma decisão sobre o uso de medidas urgentes", escreveu Zakrevska. Também pede a Rússia informações sobre o tratamento recebido por Paulo Grib, e a documentação sobre sua saúde.

(Parece que o Tribunal Europeu está, de repente, com muita pressa. Já se passaram 18 dias desde a última notícia nos principais jornais ukrainianos, sobre Paulo Grib. Realmente, é demais para uma pessoa que necessita tratamento diário, e que já encontrava-se privada deste tratamento, anteriormente- OK).

"Espero que o Ministério das Relações Exteriores da Ukraina e o comissário dos Direitos Humanos façam tudo para garantir que nossos médicos cheguem a Paulo Grib o mais rápido possível.  Porque a Federação Russa não se atreverá a violar as instruções diretas do Tribunal europeu dos Direitos do Homem", - afirmou o advogado.

Tradução: O. Kowaltschuk

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Poroshenko, Avakov, Groisman e Cia. Casamento do filho de Lutsenko "à moda da Procuradoria Geral" (investigação especial).​
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 21.09.2017
Mikhail Tkach

https://www.youtube.com/watch?time_continue=11&v=Xa_Da_i8bAM

"Apropriação, peculato e apropriação de propriedade por meio de abuso de poder" - este artigo do Código Penal é bem conhecido de Yuri Lutsenko não apenas porque atualmente ele ocupa o cargo de Procurador-Geral da Ukraina. Mas também porque com esta formulação em 2010 ele encontrou-se atrás das grades, onde passou dois anos e três meses. Ele, então, foi acusado de gastar dinheiro do orçamento na celebração do Dia da Milícia, que ele dirigia no governo de Yushchenko, e ilegal contagem da pensão e alocação de um apartamento para seu motorista. Verdade, isto aconteceu durante a presidência de Yanukovych, quando Lutsenko estava em oposição, e então, muito se falava sobre a motivação política do caso. Mas, se depois daquele período, tornou-se Yuri Lutsenko, que depois da Revolução da Dignidade, é novamente partícipe do poder, mais cuidadoso com os benefícios orçamentais agora no cargo de procurador-geral? A celebração do casamento de seu filho, em 15 de setembro, em um complexo de restaurantes próximo de Kyiv, transformou-se em um local de acumulação de recursos administrativos.
As tentativas de uma equipe de filmagem do programa "Esquemas" (projeto conjunto da equipe da Rádio Liberty e do canal "UA First") fixaram isto para publicação de informações de grande importância pública terminaram com ataque de força contra o jornalista e operador de "Esquemas" pelos funcionários do Departamento de Proteção do Estado que vigiavam este evento.

15 вересня Обухівська траса Київської області увечері виглядала так


15 de setembro Região de Kyiv. Estrada Obukhivska, região de Kyiv. Ás 17:40 aqui, junto ao complexo de restaurantes, a equipe do programa "Esquemas" percebe muitos carros e seguranças. No estacionamento há um reanomibile no cortejo de de governantes. E ao lado ambulâncias de ajuda rápida. Tal afluência interessou os jornalistas, então a equipe de fotografias parou o carro, para olhar mais de perto, o que estava acontecendo, e saiu com a câmera e o microfone para a rua.


Em 15 de setembro a estrada de Obukhivska na região de Kyiv esta assim. 



Enquanto isso, o funcionário com o distintivo da UDO (Administração de Seguridade Pública) move o carro para entrar no complexo privado. Outro funcionário da UDO está com uma lista de convidados, na estrada decorada com flores.

Guarda com emblema UDO, com lista de convidados.

O guarda se aproxima do grupo que tira fotos. Inicialmente o funcionário da UDO diz que no restaurante do complexo ocorre uma reunião de Estado. Mas, em seguida, revela-se, que o evento é privado. Enquanto isso, o ex-primeiro-ministro Arseny Yatseniuk e o prefeito de Kyiv Vitali Klychko entram no complexo


A comemoração contou com a presença do primeiro-ministro Arseny Yatseniuk e prefeito de Kyiv Vitali Klitschko.

Assim que os fotógrafos concluem a conversa com o guarda, o micro-ônibus cobre a entrada e fecha a possibilidade da câmera que capta aqueles que saem e entram no estabelecimento. Da estrada a fachada da instituição fecha a temporariamente instalada cerca.

Enquanto isso, no estabelecimento do complexo aumenta a proteção.
Às 18:50 deixa a comemoração o Ministro do Interior Arsen Avakov.


O Ministro dos Assuntos Internos, Arsen Avakov, já comemorou.

Em seguida, na entrada da instituição, com lista de convidados, entra outro guarda com o emblema UDO.

À comemoração vêem as primeiras pessoas do Estado.  

Às 19:00, na entrada surgiu mais um guarda. Enquanto isso, no horizonte da estrada de Obukhiv apareceram intermitentes faróis do cortejo. No estacionamento entra um "Mercedes", seguido de outro.

A câmara fixa, como ao restaurante entra o presidente Petro Poroshenko com sua esposa. Os guardas carregam os presentes.
















Petro Poroshenko e sua esposa vão cumprimentar  os recém-casados.

O funcionário UDO, sem quaisquer explicações, não permite que o grupo de filmagem se aproxima, apesar de que a área não é privada, é um lugar público e os jornalistas mostram a certificação.

Seguindo o presidente, veio ao evento o primeiro vice-primeiro ministro Stepan Kubiv.

O primeiro vice-primeiro-ministro Stepan Kubiv também visitou o complexo do restaurante.
















Às 19:30, por algum motivo, com as luzes apagadas, o primeiro-ministro Volodymyr Groisman entra com a esposa.

No entanto, fotografar os convidados da festa, atrapalham, constantemente, os funcionários da Segurança Pública. No início, eles tentaram barrar a câmera de um lado. Dois ônibus aparecem na frente do operador. Enquanto outro operador tenta fotografar outra entrada, mas aqui também tem um ônibus, e em seguida aparece mais um.

E, finalmente, o terceiro ônibus, definitivamente corta qualquer chance de fotografar o parque  de estacionamento.

Fotografar os convidados da festa noturna constantemente atrapalhavam.


Mais tarde veio Irena Gerashchenko, vice-oradora do Parlamento.

Deste modo, o presidente, o primeiro-ministro e muitos outros políticos reuniram-se próximo de Kyiv, em Koncha Zaspa, em festa fechada. Para que os jornalistas não vissem os visitantes, os funcionários do Escritório de Segurança Pública trabalham de todas as maneiras tentando não permitir que os eventos sejam gravados em vídeo.


















O jornalista do "Esquema" mais uma vez mostra um o certificado para  equipe UDO.

Os guardas não permitem a equipe UDO, com câmera no estacionamento. "Esquemas" mostram os certificados dos jornalistas e pedem explicações, por que o acesso a locais públicos é bloqueado. Mas, nenhum guarda concorda mostrar o certificado de serviço. No final, os fotógrafos atravessam a rua e, do ponto mais alto tentam fotografar. Mas, rapidamente aproxima-se um ônibus e estaciona próximo aos fotógrafos. Ao ônibus entra o guarda e mostra ao motorista onde estacionar. E o ônibus, afinal, impossibilita completamente a visão. Na estrada, ao invés de quatro pistas para tráfego sobram apenas duas.


De quatro pistas, próximo ao restaurante, sobram apenas duas.

Enquanto isso, a comitiva presidencial prepara-se para sair. Lembrando as palavras dos guardas, que é necessário ficar ao lado, a equipe aproximou-se ao lado do empreendimento do hotel, a alguns metros da estrada, que também é local público.  O "Mercedes" usado pelo presidente deixa a festa


Lutsenko acompanha o casal presidencial ao carro.

A propósito, uma semana antes, Yuriy Lutsenko revelou no Facebook a foto dos noivos. Também então, na m´dia apareceram algumas fotos, próximo ao Órgão de registro de atos civis.

O amor faz maravilhas. Agora, além de dois filhos, temos uma filha, Nastya.


Durante a observação das celebrações, alguns episódios fluem para os nossos olhos. Por exemplo, "Toyota Kemi" com placa AA0001CK, que é registrada no Ministério Público da Ukraina. A este carro, o guarda conduz a mulher que trouxe o bolo festivo. Os jornalistas registram, como a mulher deixa a festa exatamente neste carro. Teria esta mulher um cargo na GPU e em que bases o carro departamental a levou embora? Sobre isto "Esquemas" perguntou publicamente ao Procurador Geral  à rede Facebook. No entanto, não recebeu resposta



Este não é o único episódio que apresenta sinais de abuso do cargo o promotor geral. O minibus com matrícula AA0013MO, que o funcionário do UDO deixa entrar no estacionamento da instituição, também registrado no Ministério Público Geral da Ukraina. O carro estaciona junto à saída do restaurante.

O que faz no evento privado da família do promotor geral o carro departamental? Descobre-se que o carro serve como receptor de presentes. E, nele trabalham os funcionários do UDO.E


Momento inconveniente, quando o carro departamental é um repositório de presentes e os funcionários são funcionários do UDO.


"Esquemas" enviaram um pedido ao Ministério Público pedindo declarações, em que fundamentos os carros da GPU eram utilizados na festa de casamento do filho do procurador geral.
"A presença de veículos do Ministério Público Geral da Ukraina nos locais de estadia temporária não atesta sua utilização para fins privados, mas está condicionado pela necessidade de providenciar proteção estatal ao Procurador Geral da Ukraina e aos membros da família", - tal resposta veio da Administração de Relações com a Comunidade e mídia da Procuradoria Geral da Ukraina.

Parece, que a comemoração do casamento do filho de Yuri Lutsenko, Alexander, foi protegido até por franco-atiradores

"Esquemas" x UDO (Administração de Seguridade Pública).

Após o ataque dos funcionários do Escritório de Segurança Pública, a equipe de filmagem do programa "Esquemas" chamou a polícia ao local do incidente e escreveu uma declaração sobre o fato de impedir a atividade jornalística.

E três dias depois do ataque, ao convite do chefe da UDO, Valeri Geletey, "Esquemas" vieram ao Escritório de Segurança Pública para um encontro, no qual  lhes disseram que, de acordo com os resultados da verificação oficial, seus subordinados não cometeram nenhuma violação. (É claro que cometeram, em minha opinião. Usaram veículos do Estado, e funcionários. No mínimo! "Esquemas " não iria observar o casamento se nunca houvesse abusos. Aliás, "Esquemas" nem existiria sem abusos. Lutsenko, Lutsenko, eu torci muito por você quando Yanukovych enviou-lhe para prisão! Infelizmente há muitos Yanukovych na Ukraina. Uns bem grandes, outros menores, conforme as possibilidades e ocasiões.- OK)

No entanto, as violações foram cometidas pela equipe fotográfica. "Vocês trabalharam lá desde 17:00 horas. Vocês entraram e não foram vistos. Vocês, desde as 17 horas, no mínimo, violaram o território. Em geral, os funcionários deveriam chamar a polícia pela violação do regime, mas, afinal, nós simplesmente cansamos chamar a polícia por causa de quaisquer casos", - observou Geletey.

É assim que o chefe do UDO explicou o ataque ao grupo de fotógrafos, em cujo resultado o operador Bóris Trotsenko sofreu uma comoção cerebral e lesão na mão. "Lá há uma grande protuberância (corcunda)! Este soldado caiu, você não vai dizer que ele não caiu? Lá a protuberância é grande!
Na escuridão, tropeçou, caiu e enganchou no operador." Geletey enfatiza, que o nosso grupo de filmagem teve sorte nesta situação: "Mesmo  se eles usassem armas, ninguém perceberia vocês. Depois, quando vieram até vocês, viram, que novamente são vocês, que fotografam já por seis horas. Bem. Bem, fotografem,
sem perguntas, mas não violem o regime. Tais são os requisitos.

"Esquemas" mostraram um vídeo de comunicação com a equipe UDO , ao advogado da mídia  do Instituto para o Desenvolvimento da imprensa regional Lyudmila Pankratova:
"Se avaliarmos as ações dos jornalistas e representantes das forças de segurança, quem estava certo e quem não, em minha opinião, os jornalistas justificaram melhor porque eles têm o direito de permanecer aqui", diz ela. - Em segundo lugar, eles mostraram suas identidades. Muitas vezes repetiram, que este lugar é público. Isto é, parece-me que eles cumpriram tudo, que deles depende, para serem identificados como jornalistas, e desejavam saber por que havia medidas de proteção. Isto eles não ouviram. E não viram a identidade das pessoas que representam o Escritório de Segurança Pública. Na véspera da transmissão, o grupo de fotógrafos e o chefe do Departamento de Segurança Pública, Geletey, foi convidado para uma reunião da Comissão Parlamentar sobre liberdade de expressão.

Quem pagou a despesa?

Quanto o Estado gastou com o casamento do filho do Procurador Geral? No geral, junto ao complexo do restaurante "rápidos" e "reanimobiles" esperam cerca de nove horas e deixaram os postos somente depois do procurador-geral. O chefe do UDO convence  a necessidade de apoio médico. Também durante a celebração, um caminhão de bombeiros foi visto duas vezes junto à instalação.

Ambulância no estacionamento próximo do complexo de restaurantes. O caminhão de bombeiros abastecia aqui?

"Às vezes a presença em tal idade... Bem: para que todos sintam-se confortáveis e em segurança. Não é minha função a questão da saúde, mas nós pensamos em tudo", - diz Geletey.

Quanto à segurança do Estado, ela permaneceu até depois da saída  do presidente e outros convidados. Todos estavam uniformizados e com equipamento semelhante ao dos atiradores. Deixaram a posição após a partida do Procurador Geral.  

Valery Geletey não reconhece o fato de que festas privadas patrocinadas pelos fundos públicos podem (e devem - OK) ser consideradas abuso de poder pelo procurador-geral da Ukraina.

Não reconhece Valery Geletey também o fato, de que semelhante acompanhamento através de fundos públicos, de uma festa privada, pode ser considerado abuso de poder pelo procurador-geral Yuriy Lutsenko: "Eu sempre digo (às vezes coisas desagradáveis), insisto nisto, que será assim, porque estas são medidas de segurança. Acreditem, nem todos, que são protegidos, gostam quando seguidos pelos guardas. Vocês não pensem que isto é muito bom, quando sua vida particular está sempre sob o olhar de outros.

O presidente Petro Poroshenko não comentou o assalto dos funcionários da UDO à equipe de fotógrafos  do programa "Esquemas", que aconteceu justamente durante sua saída. O  Pedido do editor para expressar sua posição sobre este assunto permanece sem resposta.

É uma questão retórica. É possível considerar o Procurador-Geral  independente e imparcial em relação a todos os convidados que ele convidou para o casamento de seu filho?

Do lado de quem ele ficará quando uma dessas pessoas se tornar um potencial investigador da Procuradoria - Geral independente e imparcial, em relação a todas as pessoas que ele convidou ao casamento de seu filho?

O casamento do filho do procurador-geral - é uma óbvia demonstração de total arrogância que penetrou firmemente
em todo o governo.

Tradução: O. Kowaltschuk