quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Como despovoam-se os "poroshenkivtsi": o que pensam sobre Poroshenko no Ocidente e sua luta contra a corrupção.
Ukraina Moloda (Ukraina Jovem), 12.12.2017
Natália Lebid

Se agora conduzir a conversa sobre o quanto "baixou" o futuro presidencial de Petro Poroshenko nas últimas semanas, a ilustração mais brilhante, é claro, será a longa história com Mikheil Saakashvili.

Esta história é sonante, feia e tal que ameaça consideráveis ameaças políticas ao presidente em exercício. Mas esta é a situação do ponto de vista do consumidor ukrainiano de notícias.
É preciso entender: O ocidente avalia os acontecimentos em outras posições.

Correria nos telhados atrás do fujão Miho não é algo que, em primeiro lugar, se incorpora na memória de nossos parceiros.

Mas é o fato, que a economia sombria ficou em terceiro lugar no mundo, ou que Ukraina continua sendo o mais 
corrompido estado da Europa, pesa muito, muito. E mesmo que estas conquistas não sejam pessoais de Petro Poroshenko, sua enorme culpa reside na conservação desses fenômenos extremamente negativos. Este é precisamente o que, em primeiro lugar, não lhe perdoam no Ocidente.
Apesar de que um massacre brutal com opositores políticos não acrescenta pontos a mais ao cabeça do Estado.












"A divulgação pública pela Procuradoria Geral dos detalhes da investigação de fatos da corrupção enfraquece significativamente a capacidade do Escritório Nacional Anti-Corrupção de realizar investigações 
efetivas (foto Vladimir 
Solonko)





"Alma perdida na corrupção".

Mas, em geral, o Presidente Petro Poroshenko tem uma qualidade que, provavelmente, o torna inteiramente, uma pessoa feliz. Ele não percebe coisas óbvias. 

Enquanto o Ocidente preocupa-se com a perdida luta contra a corrupção na Ukraina, o garante promete criar mais uma estrutura anticorrupção. Em acréscimo aos já existentes NABU, NAZK (Agência Nacional para a Prevenção da Corrupção), SAP (Procuradoria especializada anti-corrupção) e ainda não nascido tribunal anti-corrupção, cujo espírito invariavelmente paira sobre Ukraina, e abençoa todas as tentativas inférteis de seus líderes para levar o país à ordem.

No fórum de negócios realizado em 1º de dezembro, Petro Poroshenko falou sobre a necessidade de lançar mais uma unidade de luta. "Agora nós polimos outro projeto de lei - sobre o Escritório Nacional de Segurança Financeira da Ukraina. O escritório separará, da influência na economia e negócios, a GPU (Procuradoria Geral da Ukraina) , SBU (Serviço de Proteção da Ukraina), NABU e o Ministério do Interior, - já não citando sobre  "o imposto ou polícia", - acrescentou o chefe de Estado.

Infelizmente, Petro Oleksiyevich  (Os ukrainianos usam o derivado do nome do pai, que no caso é Oleksa. Meu pai chamava-se Estefano, Stepan em ukrainiano. Então eu usaria Oksana Stepanivna, depois o sobrenome.)
não entende que, nesta fase a criação de mais um sucedâneo da estrutura de forma alguma adoçará a impressão negativa, que estabeleceu-se sobre a vertical presidencial no Ocidente.

No contexto de todos os "erros", nos quais diretamente e não equivocadamente foi dito a Ukraina, pode-se mencionar também a declaração de porta-voz do Serviço Europeu de Ações Externas da Maya Kosyanchuch, que declarou sobre a inadmissibilidade de interferência da GPU no trabalho da Nabu.

"A divulgação pública pela Procuradoria Geral, dos detalhes da investigação de corrupção enfraquece significativamente as possibilidades do NABU (Escritório Nacional de Combate à Corrupção) para realizar investigações efetivas, além de minar a fé das pessoas na possibilidade de uma contra-ação efetiva contra a corrupção", - disse Kosianchuk.

O segundo sinal de alerta veio do Departamento dos EUA, que também ampliou seu apelo. O apelo continha uma citação de declarações do secretário estatal Rex Tillerson, ou seja - uma constatação rigorosa de que, "não há senso lutar pelo corpo da Ukraina no Donbas, se sua alma estará perdida na corrupção."

"Refletindo a vontade da nação da Ukraina, os Estados Unidos conclamam todos os ramos do governo da Ukraina para juntos eliminar a corrupção em todas as esferas governamentais. A destruição da corrupção - é a chave para alcançar estabilidade, segurança e prosperidade para os ukrainianos" - disseram no Departamento de Estado dos EUA. 
A declaração do Departamento de Estado foi tornada pública em 04 de dezembro, e já no dia 06 ela foi alcançada por extremamente afiada coluna de autoria de Leonid Bershidsky no site da agência "Blomberg".

"Ukraina Moloda", de passagem, já mencionou esta publicação. O último acorde deste opus pode ser interpretado arbitrariamente, amplamente - até uma chamada direta repetir "ao diabo", para Poroshenko, destino de Yanukovych.
Na verdade, a assim chamada coluna do autor, existe para transmitir as considerações subjetivas de uma determinada pessoa, mas não se deve esquecer, que o autor do texto é apenas um dos colunistas, cujo nome - legião. 
O ex-fundador da edição comercial "Slon-ru", ex-consultor da revista Focus e ex-editor da Forbes-UA, Leonid Berchidsky  pertence a mídia, de categoria de peso, cujas palavras são a chave para entendimento de muitos processos, modos ou intenções que amadurecem atrás das cenas da política mundial.
Simplificando, este colunista não só se deleita com o próprio ego, ele expressa em palavras aquilo que pensam as mais influentes instituições do mundo.
Às vezes, essas palavras soam como "rótulo negro" pirata para aqueles a quem são endereçados. Hoje, parece, que o "rótulo negro" recebeu Petro Poroshenko.

Não essa pessoa.

Tudo, começando com o título do artigo ("O ocidente apoia não aquela pessoa na Ukraina") e ao desenvolvimento das principais teses, deveria ter feito Petro Poroshenko estremecer com presságio ruim.
Aparentemente, à escrita do material de Bershidsky empurraram os acontecimentos em torno de Saakashvili, uma vez que este foi mencionado na publicação como uma visível crueldade do presidente Poroshenko, mas ainda assim Miho (de Miguel, nome de Saakashvili - O.K.) nesta narrativa é uma personagem menor.
O principal herói - sempre a insuperável corrupção ukrainiana. Parece, que no início, Poroshenko parecia mais aberto ao resto do mundo, que seu antecessor, presidente afastado Viktor Yanukovych.
Ele e seu primeiro-ministro, Arseny Yatseniuk sabiam, o que queria ouvir o Departamento de Estado dos EUA. Após a revolução ukrainiana, os Estados Unidos e a UE, apoiaram Poroshenko e Yatseniuk como os próximos líderes da Ukraina.
Eles, por sua vez, venceram as eleições e tornaram-se políticos pró-ocidentais, que deveriam trazer Ukraina para Europa. Mas suas intenções revelaram-se interesseiras, escreve a edição.
Porque, no momento, quando Ukraina precisava dinheiro do Ocidente, Poroshenko e seus aliados políticos executavam indispensáveis para isto condições.
Criaram NABU e iniciaram o cargo de promotor anticorrupção.

Ao mesmo tempo, o procurador-geral Yuri Lutsenko, próximo de Poroshenko, começou uma guerra aberta contra NABU. No entanto, os EUA emitiram uma declaração, na qual condenavam "o fracasso da investigação da corrupção de alto nível, prisão de funcionários do Bureau Nacional Anti-Corrupção da Ukraina e apreensão de documentos secretos da NABU".

Como se comportou o presidente Poroshenko nesta situação? A questão é que, escreve Bershidsky, o líder da Ukraina sozinho, para si, escreveu a indulgência.
Poroshenko concluiu claramente, que ele não perderá o apoio político ocidental, enquanto ele tomar posição anti-russa.
Enquanto os líderes ocidentais  o consideram baluarte contra Rússia, ele pode agir dentro do país como qualquer outro político da velha escola, para o qual os limites entre poder, dinheiro e violência são borrados. (Como ilustração da última tese - basta mencionar os excessos em torno de Saakashvili).

No momento, mesmo os mais fortes apoiadores ocidentais do governo ukrainiano pós-revolucionário perceberam que algo estava errado com Poroshenko, continua Bershidsky .
"Parece, que o presidente Poroshenko se recusou de combater a corrupção, de quaisquer ambições para crescimento econômico, financiamento da UE ou FM" cita Bershidsky, o economista Anders Aslund.
"Nenhuma pressão amigável sobre ele funciona."

Se os ukrainianos sacudirem a apatia de si mesmos e fizerem com Poroshenko o mesmo que fizeram com Yanukovych (do contrário ele irá reeleger-se em 2019), tal erro não será repetido", - adverte o autor. 

Não é Putin que rouba na Ukraina.

Depois da agência "Blomberg" pronunciar-se sobre Petro Poroshenko, tomou a palavra a respeitada publicação americana "The Washington Post". Em 9 de dezembro publicou um artigo com um título bastante eloquente - "Ao Ocidente é hora de assumir uma posição mais rígida sobre Ukraina". Seu autor, como Leonid Bershidsky também começa analisando a situação dos jogos em torno da NABU.

O Serviço de Segurança da Ukraina, também como o Gabinete do Procurador Geral, com seus poderes quase ilimitados e 45 mil funcionários, organizam uma cruzada contra um pequeno Escritório de Anticorrupção, no qual trabalham não mais de 700 pessoas.

Imagine que a CIA (Agência Central de Inteligência) e o Procurador Geral dos EUA estão planejando a realização de uma operação contra uma unidade anticorrupção do FBI. Ativistas em Kyiv acreditam que estamos nos aproximando de um ponto de viragem. Se o Bureau Anti-Corrupção for cancelado ou enfraquecido, isto serão os sinos do funeral sobre a transparente democracia da Ukraina", escreveu Washington Post.
O jornal acrescenta: os governos ocidentais gastaram centenas de milhões de dólares dos contribuintes para apoiar as reformas anticorrupção. Chegou a hora de proteger os investimentos realizados. 

Tal mensagem será ainda mais importante à luz das testemunhas recentes de Poroshenko para fortalecer o poder antes das eleições programadas para o próximo ano.
O presidente e seus apoiantes pressionam a mídia e tomam medidas rigorosas contra seus críticos - e tudo isso acontece na ausência de indignação internacional.
Os jornalistas americanos também se concentram no fato de que Poroshenko protege-se, co o escudo, pela sua posição anti-russa.

"O Ocidente considera Poroshenko como um bastião, que dificulta a implementação de planos russos na Europa Oriental. O próprio Poroshenko deu ao Ocidente uma série de razões para pensar assim. Em seu discurso recente na ONU, Poroshenko lembrou a Rússia mais de 20 vezes. E a corrupção? Apenas uma vez."

"A este respeito, a posição de Poroshenko é muito diferente das opiniões de seu povo. Pesquisas independentes mostram que a corrupção é o que mais preocupa os ukrainianos - mais que até uma guerra (...) .

Não é Putin que rouba os fundos estaduais da Ukraina. Não é Putin que organiza buracos nas estradas. Não é Putin que ajuda os funcionários corruptos a escapar da prisão. Não é Putin que força a elite ukrainiana a evadir os impostos", - constata as coisas aparentes Washington Post. 

E conclui o seguinte: "Aliados estrangeiros podem ajudar Ukraina a acabar dom essa decomposição. Mas, eles podem fazê-lo apenas se deixarem de aceitar narrativas empregadas pelo governo e começarem a defender seus próprios investimentos no progresso da Ukraina. Caso contrário, os milhões gastos na Ukraina serão roubados (...). Os aliados da Ukraina também devem mostrar que eles sabem, como aproveitar não apenas a cenoura, mas também o cassetete. Eles devem alertar o governo de Kyiv, de que o recentemente introduzido regime de isenção de visto com os países da UE pode ser suspenso, se houver quaisquer tentativa de enfraquecer ainda mais o NABU".

Bem, tal "bastião" contra Ukraina nossos simpatizantes do além oceano, ainda não usaram. Se a agência "Blomberg" insinuou a necessidade de remover Poroshenko como tal, então Washington Post apresenta a perspectiva de perda de nosso país, do regime sem visto.

E isso, de fato, parece ser a principal bandeira nas mãos do presidente ukrainiano, que ele, sem interrupção agita. Perdendo-o Poroshenko ficará nu como o rei do conto de fadas de Anderson. Talvez apenas com uma falha de figueira não trazida à conclusão de reformas.

Tradução: O. Kowaltschuk

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

​​O fator de desestabilização.
Tyzhden.ua (Semana Ukrainiana), 07.12.2017
Roman Malko

A história do destacado expatriado, presidente-reformador, democrata-meritocrático, que trouxe uma plêiade de compatriotas e pessoas de mentalidade afim à Ukraina, e depois deixou o poder e encabeçou uma cruzada contra "bareg" (Não encontrei a tradução, provavelmente é gíria - OK) e declarou, que tem a intenção de "estabelecer" uma ditadura da classe média, começou a adquirir evoluções inesperadas.


E, a divulgação da tribuna do Parlamento é apenas uma abertura. Mesmo que tudo o que foi dito e demonstrado pelo procurador-geral Lutsenko, da tribuna parlamentar, corresponde à verdade de cem por cento às forças de segurança ukrainianas, em torno de Saakashvili e companhia, ainda é muito duvidoso. Há tantas correntes subaquáticas e recifes, que diferente de circo você não pode denominá-lo. Aqui, se manifesta tudo: estupidez, irresponsabilidade, falta de profissionalismo, falta de princípios, competição raivosa, falta de desejo de tornar-se um simples peão nos jogos de estranhos. A situação de esforços conjuntos de muitos jogadores interessados não apenas na Bankova (centro do governo ukrainiano) ou acampamento próximo ao Parlamento, é levada a um tal absurdo, que ninguém mais pode prever como a situação poderá ser resolvida. As questões são mais numerosas que as respostas. O principal roteirista definitivamente errou na composição do enredo.

A desestabilização na Ukraina é muito necessária ao Kremlin, e é difícil não perceber o prazer histérico nas palavras de Peskov. "Estamos observando com interesse" e "Claro, essa é a principal dor da Ukraina, aqui, com certeza, tal coisa, nem ao inimigo não desejarás..."

Claro, nela estão interessados diversos inimigos pessoais de Petro Poroshenko e as autoridades, que ele personifica. E aqueles, que escondem-se atrás de nomes do código "Kurchenko", que supostamente distribui dinheiro, porque a ele, no mínimo, precisa confirmar de algum modo, sua utilidade aos patrões atuais, e aqueles, que residem no lago de Genebra ou Tâmisa, e os que são compadres de diversos presidentes, vizinhos ou seu antigo. Interessados em balançar o barco, e quem não se encaixou no governo, mas muito gostaria de chegar lá, e aqueles que labutam pelo pão de cada dia, e simplesmente os fãs do chamuscado.

Claro, todos tem diferentes interesses. Os jogadores globais estão interessados em capitalizar os protestos e levá-los sob seu controle para a possibilidade de modelagem adicional para si. Obviamente, não interesses esportivos. Cada investidor primeiro cuidará o retorno do investimento. Os oligarcas perderam algo no sentido de acesso aos  ativos estatais e aos fluxos orçamentários. Aludir ao seu poder e capacidade de influenciar a política no regime de ação direta é uma ferramenta bastante eficaz. Exemplos não faltam: os assim chamados protestos de sindicatos dos mineiros na primavera de 2015 foram aberta chantagem de Rinat Akhmetov. Mas esta "beleza do jogo" compreender não era difícil. Combinações em torno dos protestos, liderados por Saakashvili, são mais complexos, e os beneficiários neste processo são muito mais numerosos. No entanto, ao que parece os interessados nos resultados precisarão reagrupar suas forças..

Os executores também precisam de capitalização para sua própria participação no processo, do qual eles também esperam seus dividendos, mas não como retorno do anteriormente perdido ou gasto, mas das autoridades. Observando o público que constitui o núcleo do irreconciliável movimento de protesto, é difícil não notar sua  variedade. Quem não está aqui? Estão os românticos que, geneticamente não gostam do governo e estão prontos para lutar contra ele somente por prazer, e úteis tipos ociosos, que há muito tempo, ganham para compra de apartamentos ou veículos, e, claro, degenerados cínicos, que se preocupam com o que vendem, imaginando-se líderes históricos. Infelizmente, todos eles obtiveram a possibilidade de aparecer apenas devido a circunstância banal -  falta de vontade de Petro Poroshenko para, realmente, viver de maneira nova (no bom sentido), como ele prometeu... Foi Poroshenko quem abriu esta caixa de Pandora, da qual surgiram todos esses marginais, companheiros de oligarcas e inimigos, ou simplesmente ofendidos.

"MIHOMAYDAN (Mihomaidan:  Miho é uma abreviatura do nome Mykhailo, ou Miguel em português - OK). E SUA REVELAÇÃO É APENAS COMEÇO, INFELIZMENTE, DE ALGO MUITO GRANDE E DESAGRADÁVEL, TAL DESATINO AINDA HAVERÁ MUITOS, E COM SAAKASHVILI NÃO CESSARÁ. A AVALANCHE DA LOUCURA APENAS CRESCERÁ.

Graças ao esquema proposto, no qual conseguiu-se integrar os necessários aventureiros (A tradução também admite: velhacos, patifes - OK) fujões, pode-se realizar os planos (já parcialmente anunciados) a sua neutralização, privação de negócios na Ukraina e confisco de saque. Aqui, Saakashvili pode revelar-se apenas como um conveniente pato colocado, o qual, segundo as palavras de um deputado, apenas  "conduziram como um idiota". Seja por causa de sua própria atitude sem escrúpulos, de quem aceita dinheiro, ou seja pela ineptidão de seus funcionários. Em qualquer caso, em operação bem sucedida, tudo poderia funcionar. Mas ela, obviamente derrubaram. No início esperavam, até o herói acordar, depois davam voltas, permitiram mostrar-se no telhado, (ele, realmente foi fotografado no telhado -OK) reunir um grupo de apoio, no final direcionaram a máquina, com o detido, para armadilha, apesar de que a rota estava limpa de manifestantes, para fuga. Àqueles, dos quais dependia a conclusão bem sucedida da operação, obviamente não desejavam, mais uma vez esforçar-se. E, talvez, tudo foi deliberadamente feito exatamente assim.

É improvável que a realização da operação "neutralizar Saakashvili" foi decidida por acaso. Os oponentes começaram falar sobre impeachment do presidente. No entanto, isto Petro Poroshenko é duvidoso que tema. Miho, provavelmente, joga pela dissolução do parlamento, do que pela derrubada do presidente. Não se deve esquecer a chama do confronto entre Procuradoria, NABU (Gabinete Nacional Anti-Corrupção da Ukraina) e SBU (Serviço de Segurança da Ukraina), a lei em disputa sobre a reintegração do Donbas, o orçamento - todos esses dispositivos com os jogos de Miho ficaram na sombra.

"O presidente domina a situação" - disse a representante de Petro Poroshenko. No entanto, aos comentários não recusou-se o chefe de Estado: ele agradeceu aos agentes da lei pelo serviço e disse que Saakashvili era "uma empresa financiada por Moscou". Ele gostaria de colocar um ponto final, mas...

"Mihomaydan" e sua exposição são apenas o começo de algo, infelizmente, muito grande e desagradável. Tais acontecimentos ainda haverá e haverá, e com Saakashvili apenas não terminarão. O pior que anular os acontecimentos não será possível. A avalanche de insanidade apenas crescerá e toda ela é impregnada com tal dose de mentira que não pode ser dirigida por nenhum organismo sadio. Quanto mais próximo das eleições de 2014 (primeiro presidenciais, depois parlamentares), mais surgirão dispostos a "desenvolver", então serão maiores as proposições daqueles, que estarão prontos para garantir indispensável imagem e o espetáculo dessas apresentações não renunciará à perseguição "no telhado", testemunha da qual (dificilmente por acidente) tornou-se todo o país.

Tradução: O. Kowaltschuk

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O show na Ukraina continua. 
Tyzhden.ua (Semana. ua") no dia de hoje, 08.12.2017, publicou que Saakashvili estava em liberdade. À noite a  notícia já era outra:  "Autoridades da lei prenderam Saakashvili. 


A informação sobre a detenção foi confirmada por um amigo, companheiro do político. Avisou o ex-procurador geral David Sakvarelidze: "O detido, Mikhail, está sendo levado ao Serviço de Segurança da Ukraina", - disse ele.

Em seguida, na página do Facebook do político, veio a confirmação.  Lembrando: Na manhã do dia 5 de dezembro fizeram busca no apartamento de Mikhail Saakashvili. Ele foi detido. Os ativistas colocaram barricadas na entrada do prédio. Houve confronto entre defensores do político e forças de segurança.

Em seguida, os ativistas conseguiram retirar Saakashvili do carro  do Serviço de Segurança da Ukraina. Saakashvili exortou seus amigos a ir ao Parlamento. 
O procurador-geral Yuri Lutsenko divulgou um áudio, segundo o qual o empresário ukrainiano Sergey Kurchenko

deu ao "movimento de novas forças" meio milhão de dólares. O procurador também divulgou conversas de áudio que, alegadamente, Kurchenko, forneceu financiamento para ações de protesto em apoio a Saakashvili, em Kyiv.

Em seguida, na Procuradoria Geral da Ukraina, declararam que Saakashvili estava sendo procurado. Também enviaram suspeita ao chefe de Administração Regional de Odessa, Mikhail Saakashvili, ao endereço de sua residência.

E hoje, nova prisão do político, Saakashvili foi colocado no isolamento de detenção temporária.

Tradução: O. Kowaltschuk

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Foto reportagem: Área industrial de Avdiivka: os lados à distância de lançamento de granada.
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 04.12.2017
Andriy Dubchak, Mariano Kushni

A zona industrial de Avdiivka, as forças ukrainianas resgataram no inverno passado. Desde então, os arredores desse ponto não "silenciam". Os lados localizam-se, um do outro, a uma distância de granada lançada. E isto significa quase uma batalha de contato direto. "Como passou a noite?", - perguntaram os jornalistas ao comandante da unidade, que agora defende a cidade.  "Tranquilamente" - diz e acrescenta que apenas as armas pequenas e lançamentos de granadas eram usadas contra os militares. Isto é uma situação normal para este ponto, onde, em regra, não se realiza o regime de cessar fogo. No entanto, em algum momento, e em algum lugar distante, a algumas centenas de metros da posição ouviu-se a metralhadora. E de forma sistemática, de todos os lados. Rádio Liberdade (Svoboda) visitou as posições de liderança das forças militares ukrainianas sob Avdiivka.




                                     Soldado ukrainiano vai à posição de Avdiivka



Enquanto a terra não congelou, os soldados escavam trincheiras e túneis. Agora, aqui - realmente uma guerra de trincheiras.


Os jornalistas vão às posições de militares ukrainianos. Todo o movimento executa-se ligeirinho, como dizem os soldados, o tiroteio pode começar a qualquer momento.


                                                              
                                 A sala feminina aqui é assim.


                                                                              
                                         Zona de descanso.



                  Defensor de Avdiivka. Vyacheslav, 40 anos.



Soldado junto a uma grande metralhadora. A distância, até o inimigo - menos de 100 metros.



"Delícias" da frente, para si e para militantes pró-russos no caso de luta na proximidade.


             
                      Defensor de Avdiivka. Dmitry, 21 anos.



       
                                            Interior do acampamento



                                     
                           Soldado ukrainiano vai ao plantão.



Ao longo de todos os caminhos que levam às posições militares, encontram-se, quase completamente destruídos prédios.


                
             E novamente anoitece, portanto logo haverá tiroteios.

Tradução e postagem O. Kowaltschuk

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O mundo sobre Saakashvilli: Não compreensível fraqueza do governo ukrainiano, jogo a favor da Rússia e sinais de autoritarismo. Como reagiu a mídia líder estrangeira à situação em torno de Saakashvili.
Semana ua, 06.12.2017
Yuri Lapayev 

(Prezados, as notícias sobre Saakashvili no dia de ontem, ocuparam os jornais ukrainianos. Eram apoios e "verdades" de muitas pessoas nas ruas a favor de Saakashvili, e muitas pessoas demonstrando sua desaprovação quando solicitadas pelos repórteres. Tudo parecia muito maluco. Felizmente o dia de hoje amanheceu tranquilo - então vamos ao assunto - OK).

"Semana, ua": Os eventos que cercaram a detenção e posterior libertação de Saakashvili tornaram-se tema principal da imprensa ukrainiana. No entanto, não só ukrainiana, pois uma reação violenta também apareceu nos meios de comunicação estrangeira.

"The Washington Post":  Assim, o conhecido jornal americano The Washington Post, comentando o caso de Saakashvili, observou que a detenção do político georgiano suscitou temores de que Ukraina passa enfrentar a mais séria crise política desde a Revolução de 2.014. Observou-se que, Saakashvili conquistou ampla popularidade na Ukraina devido à sua campanha contra a corrupção nos órgãos estatais, aproveitando a decepção dos ukrainianos nas ações do presidente em exercício Petro Poroshenko. O ex-governador (da Geórgia) realizou uma série de manifestações, pedindo a renúncia do presidente, mas as manifestações não tiveram impacto significativo no desenvolvimento da situação. Além disso, os autores americanos apontaram que, de acordo com as pesquisas, Saakashvili detém cerca de 1 -2% do apoio da população, por isso torna-se incompreensível, porque o governo, no geral, coloca-se com tanta seriedade, à sua perseguição, porque os acontecimentos, semelhantes ao que aconteceu na terça-feira, próximo ao Parlamento, podem, apenas, fortalecer sua classificação. Por sua vez, a agência de notícias Reuters disse, que mesmo com a falta de apoio nacional a Saakashvili, seu desejo de deslocar Poroshenko pode, de alguma forma, prejudicar os políticos ukrainianos imbuídos do desejo de pertinência pró-européia.

Atlantic Council: O centro analítico americano Atlantic Council, para descobrir o ponto de vista do conflito, realizou uma pesquisa com especialistas. Assim, Michael Carpenter, ex-vice-secretário do ministro de Defesa dos Estados Unidos disse, que tais acontecimentos, favorecem, apenas a Rússia. Segundo ele, Saakashvili chegou à Ukraina em circunstâncias muito estranhas, mas seu caso deve ser considerado de acordo com a lei, e não de uma posição de força. William Taylor, um ex-embaixador dos EUA na Ukraina tem uma posição semelhante. Ele acredita que Ukraina, no momento, enfrenta duas guerras, uma contra Rússia e outra contra corrupção. E, ela não deverá abrir a terceira frente contra si mesma. É especialmente importante que em tais condições ter um poder realmente "limpo". 
Por sua vez, outro ex-embaixador da Ukraina, e agora diretor do Centro Eurasiano John Herbst, enfatizou, que as notícias de Kyiv são alarmantes para todos os amigos da Ukraina. Nas condições de luta contra a agressão russa, o país precisa de paz e reformas internas. E os políticos locais, em sua opinião, devem esquecer suas diferenças e se concentrar nos interesses nacionais.

As edições alemãs Frankfurter Allgemeine Zeitung e Bild comentando os recentes acontecimentos em Kyiv, enfatizaram, que uma possível fonte de financiamento dos protestos podem ser os políticos que fugiram para Moscou depois da Revolução da Dignidade. Exatamente isto, segundo os autores, é a razão pela qual é considerado pelas autoridades como infrator.

La Monde: O jornal francês Le Monde chamou a libertação de Saakashvilli  uma séria humilhação do poder. (Saakashvilli, ontem, foi detido, mas posteriormente libertado - OK). Enfatizava-se, que esses eventos mostraram a fraqueza e indecisão dos órgãos governamentais, o que é catastrófico para sua imagem. Ao mesmo tempo, o artigo avalia, negativamente, o uso das forças de segurança para fins políticos. Observa-se, que tais ações podem aumentar a determinação dos protestantes e aumentar o seu número, e Saakashvilli receberá uma imagem de mártir e lutador. Além disso, a edição francesa argumenta, que a luta com os georgianos é uma manifestação de tendências autoritárias, às quais as autoridades estão cada vez mais inclinadas. E os eventos de 5 de dezembro são considerados um certo início da campanha eleitoral de 2.019. Ao mesmo tempo, é indicado que há sérias disputas entre aqueles, que acreditam que as autoridades , apesar de lentas, mas realizam reformas necessárias para solução de problemas atuais na economia e na guerra, e também aqueles que culpam o governo pela corrupção em vez de combater esses crimes.

Tradução: O. Kowaltschuk

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

​​"É preciso aprender transformar a dor em força".

O organizador do restaurante temporário "Sem conta" 1932 Tychkivsky - sobre como com formatos modernos pode-se atrair a atenção do mundo para repensar o Holodomor.
Vadim Lubchak. 1 de dezembro de 2017, Gazeta Dia, Kyiv. ua.

No dia do memorial do Holodomor (morte pela fome) em Tel Aviv, estudantes da Academia Ukrainiana de Liderança organizaram o restaurante pop-up (temporário) de 1932. Nele, aos moradores e visitantes da cidade, ofereciam apenas um prato-sopa da casca e folhas - precisamente o que os ukrainianos comiam durante o Holodomor. Os ingredientes deste terrível ingrediente trouxeram da Ukraina.

Como resultado da ação, iniciada pelos estudantes, os residentes de 10 países do mundo aderiram à ação. De acordo com os organizadores a grande maioria das pessoas, que experimentavam a sopa, nunca e nada ouviram sobre o mais terrível genocídio na história ukrainiana. "Isto houve de verdade?" - perguntavam os estrangeiros - "Esta é a pior sopa do mundo". De forma tão incomum, a juventude ukrainiana decidiu chamar a atenção dos israelenses para a terrível tragédia da nação ukrainiana. Como genocídio, reconheceram Holodomor apenas 23 países. Israel não está incluído neste número. "O Parlamento local acredita, que a avaliação dos acontecimentos do passado deve ser dada pela comunidade, porque não corresponde, então é necessário ir à sociedade - disseram os organizadores da ação em sua página no "Facebook".  Sobre a reação de israelenses e turistas estrangeiros, "Dia" perguntou ao chefe da Academia Ukrainiana de Liderança Roman Tychkivsky.

- Roman, como surgiu a idéia de alimentar as pessoas em Tel Aviv com sopa, que os ukrainianos podiam comer durante o Holodomor?

- A ação foi realizada pela Academia Ukrainiana de Liderança, graças a Yaroslava Gres, co-fundadora da Gres Todorchuk PR. A idéia pertencia a Alexander Todorchuk. Analisando várias sugestões interessantes, nós decidimos, que o mais interessante será alimentar os israelenses com sopa incomum. Sabe, estávamos muito inflamados com esta idéia. O evento foi dirigido pelos estudantes que tem o melhor domínio da língua inglesa e podem, razoavelmente transmitir a idéia do projeto e, em geral, responder a todas as questões sobre como encontrar informações adicionais sobre o Holodomor (morte pela fome). Nosso grupo - 28 pessoas, estuantes, e mentores da academia, e representantes da empresa Gres Todorchuk PR. Nós preparamos um restaurante de rua, num dos mais antigos mercados de Tel Aviv. Além das pessoas locais, conseguimos alimentar com a incomum sopa, turistas de 10 países do mundo.









                                  Foto de Feisbuc-página de Yaroslava Gres.

- Diga-me, por favor, qual foi a reação das pessoas a sua ação. Eles sabiam sobre a terrível tragédia da Ukraina - o Holodomor?

- A posição oficial de Israel é uma questão pública, por isso precisa ser debatida pela sociedade. Mas a própria sociedade não possui informações, e nós, especialmente sentimos isso claramente. No discurso público israelense, o tema do Holodomor não está presente. Ao mesmo tempo, vimos que os estrangeiros que vieram até nós, sabem mais sobre o Holodomor, do que os israelenses. Nós nos comunicamos com americanos, italianos, alemães, também com os saídos do Reino Unido. Muitas pessoas sabem sobre o Holodomor mas, percebe-se, que não conhecem os fatos. E, na verdade, experimentaram a sopa, segundo a receita de 1932-1933 - uma boa oportunidade para sentir em que condições era necessário viver. Em geral, nós alimentamos mais de cem pessoas. Maioria - locais, mas repito, havia muitos turistas estrangeiros. 


                                    Foto da página do Feisbuc de Yaroslav Gres.

Em sua opinião, as ações culturais e artísticas atuais no padrão que você conduziu, poderão ajudar o mundo a reconhecer o Holodomor como um genocídio do povo ukrainiano?

- Eu estou convencido, de que tais ações dão resultado. Somente essa última ação produziu uma ressonância sem precedentes na sociedade israelense e na Ukraina. Exatamente os formatos modernos e a comunicação franca ajudam a estabelecer contatos. A sociedade deve trabalhar com a sociedade, compartilhar e repensar sua dor. Precisamos aprender com os israelenses, como transformar a dor em força, numa mudança positiva e, ao mesmo tempo cultivar a memória. Claro, nos interessa o resultado final - que Israel reconheça o Holodomor como genocídio do povo ukrainiano, como também todos os outros países do mundo, que ainda não o fizeram. Este é o objetivo principal, mas não é o único. Nós gostaríamos que Ukraina, aprendesse para si, e todo o mundo, tirar as lições certas dessa tragédia, desgraça - transformar em força, autoridade, para que isto nunca mais se repita. Outras nações não tem esta experiência. Esta é tragédia, mas nós temos a missão de aproveitar esta página complexa da história. Graças ao jornal "Dia" o Instituto ukrainiano de memória nacional, em nossa sociedade inicia um discurso público sobre o tema Holodomor, repensando as trágicas páginas da história - ações similares na Ukraina e no mundo, mesas redondas, apresentações em público... haverá muitas. Unamo-nos e trabalhemos nesta direção todos juntos..

TENTÁVAMOS EXPLICAR, O QUE VIVERAM OS UKRAINIANOS NESSE TERRÍVEIS TEMPOS.

Yaroslava Gres, co-fundadora da Gres TodorchukPR.

A idéia do restaurante pop-up surgiu durante a preparação de estudantes da Academia de Liderança da Ukraina antes da viagem programada para Israel. Lá, durante a semana, a juventude ukrainiana devia conhecer o milagre israelense, examinar a construção do estado, encontrar-se com os gerentes de grandes empresas, agricultores, isto é, todos aqueles que estão por trás do sucesso deste pequeno, mas próspero país.Nestas mesmas datas coincidiam os dias de memória das vítimas do Holodomor (morte pela fone). Israel - um de muitos países do mundo, que não reconhece Holodomor como genocídio. Ao mesmo tempo, estávamos convencidos de que, ao nível de cidadão comum, em Israel, simplesmente não sabem. Então nasceu a idéia de um pequeno mas poderoso projeto que, sem palavras e declarações fortes, pudesse explicar o que vivenciavam os ukrainianos durante esses terríveis tempos. Nós compreendíamos, que os israelenses, que por muitos anos lutaram pelo reconhecimento do Holocausto como genocídio, sentiriam essa idéia como ninguém. Mas o resultado ultrapassou todas as nossas expectativas, porque à ação que ocorreu no centro de Tel Aviv, no ressonante mercado Jaffa, envolveram-se não só os israelenses, mas também residentes de outros nove países do mundo.

Na maioria esmagadora, as pessoas não sabiam nada sobre a tragédia do Holodomor. Alguém lembrava, que ouviu falar sobre o genocídio armênio, é claro, muito foi dito sobre o Holocausto. Penso que tais ações devem ser sistemáticas e levar a ações concretas - recolhimento de assinaturas para reconhecimento do Holodomor como um genocídio contra a nação ukrainiana, mudança de opinião pública e, finalmente, reconhecimento oficial pelos governos dos países. Atualmente realizamos reflexões sobre as ações e planejamos novos passos. Por enquanto é cedo falar, mas penso, que  UncountedSince 1932 se transformará em algo muito poderoso.  

Tradução: O. Kowaltschuk

sábado, 2 de dezembro de 2017

Os profissionais fogem! Quase todos...
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 30.11.2017
Júlia Lishchenko

Formandos de cursos de negócios de restaurantes vão, maciçamente para o exterior. Como corrigir a situação?




















Alguns meses atrás, Lviv recebeu a visita de um mundialmente famoso diretor de cinema polonês. Vivia num dos melhores hotéis, comia nos melhores restaurantes. Claro, ele foi servido no mais alto nível. No entanto, "não para a imprensa" ele se queixou a um jornalista deste jornal. "O serviço de Lviv ainda está muito distante do europeu. Todos fazem o que lhes convém. E é necessário fazê-lo como é benéfico ao cliente". (Eu estive em alguns hotéis europeus. Fui para Europa duas vezes, mas, em nenhum quarto de hotel eu dormi numa cama tão branquinha, com os lençóis bem passados, levemente engomados, como em Lviv! Já para o café, chegamos no final, ninguém nos deu atenção. - OK). 

Infelizmente, cada vez mais acontece reconhecer, que o maestro não errou em sua avaliação. Recentemente, com um colega, entramos para tomar café num elegante restaurante no centro da cidade. Estávamos encantados com os elegantes interiores. E, desagradavelmente impressionados com a falta de profissionalismo e indiferença dos garçons. Duas mocinhas - garçonetes calmamente conversavam próximo ao bar, não prestando atenção ao salão cheio de visitantes. Nas mesas não havia botões de chamada. Alguns não resistiam e sozinhos aproximavam-se das garçonetes, mas isto não ajudava. Nós tivemos sorte com o café e conseguimos pagar sem muita demora. Mas receber o troco não conseguimos, eu precisei dividi-lo ao meio e, com orgulho sair dali, para não mais voltar...(A última frase, provavelmente, não está traduzida corretamente, devido às gírias empregadas e que não conheço. - OK)

Em conversa com o proprietário soubemos que, para ele o problema número 1 (um) - recrutar pessoal. Porque a maioria de eficientes garçons, cozinheiros, "barman" depois do término de  curso em instituições especializadas, vão trabalhar no exterior. Frequentemente isso acontece depois de um estágio no estrangeiro organizado pela instituição de ensino. A atividade internacional especialmente ativa é conduzida pelo serviço escola, hoteleiro-turística e serviço de restaurante, pelo colégio profissional de Lviv. Aqui realizam-se intercâmbios polono-ukrainianos de troca e estágio no exterior.

"Ninguém de nossos alunos, depois do estágio, no estrangeiro não fica, todos voltam para Lviv, terminam o curso, - disse ao Castelo Alto" a diretora de nossa escola profissional de  serviço hoteleiro-turístico e de serviço de restaurantes Anna Balushchak. - Mas já têm contatos com os empregadores estrangeiros. Alguém encontrou serviço no hotel - propôs aos colegas de classe para trabalhar lá. Normalmente, os graduados vão à Polônia, porque têm uma boa motivação - um pacote social, refeições e alojamentos gratuitos e, no nosso dinheiro, 21 a 28 mil hryvnias.

Vão ao exterior nem todos, cerca de 20% dos nossos ex-alunos. Eu levantei essa questão durante uma sessão em nossa faculdade. É necessário consolidar na lei, como era na época soviética: depois do curso a jovem pessoa deve trabalhar, na economia pátria, dois anos. O estado gasta dinheiro na formação desses jovens. Se, o estado não enfrentar questões tão importantes como salários, outras questões sociais, os jovens continuarão o êxodo em massa. E nós não temos influência sobre eles. A resposta foi categórica: "Isto é antidemocrático, e ninguém aceitará tal projeto de lei."

Das competentes fontes, ao jornalista de "Castelo Alto" foi possível descobrir que no Ministério de Educação ainda pensam sobre o tópico de "distribuição". É possível que no futuro este mecanismo venha funcionar. Em "condições de entrada", será adicionado um ponto adicional aos formandos, que assinarão contrato com a instituição educacional, para depois de formados, trabalharem por três anos nas empresas ukrainianas ("tipo funcionários do estado").

Comentário para Castelo Alfo - Olga Nasonova, diretora da empresa de consultoria de restaurantes:
 - Recentemente estive em Lviv. Conversei com os donos de restaurantes sobre o roteamento de equipes entre os funcionários. Sim, trabalhar no exterior é muito atraente para jovens cozinheiros - precisamente por causa do alto pagamento. Ukraina já perdeu 10% de chefs e garçons. Mesmo um jovem chef que ainda não tem experiência, na Polônia, na Hungria ou República Checa pode ganhar de 500 a mil euros. Isso não é comparável aos salários da Ukraina. São os jovens chefs que estão muito inclinados a trabalhar no exterior, porque eles ainda não tem família, fáceis para mudanças. Sei de muitos casos, quando nos restaurantes ukrainianos, que querem chefs sênior, - porque sabem, que eles não vão deixar o lugar, não irão embora.

Mas, também há outra tendência - alguns jovens chefs, que foram trabalhar na Polônia, voltaram para Ukraina. Porque lá é preciso trabalhar muito. Eles tem apenas um dia de folga, trabalham a semana inteira, das 8 ou 9 horas até tarde da noite. Na Ukraina é adotado outro gráfico - 15 dias trabalhando por mês. Não trabalham todos os dias, (três dias trabalham, três dias de folga, ou semana de trabalho, semana de folga. O turno é de 10 a 12 horas. As pessoas que retornam, dizem que se na Ukraina trabalharmos tanto quanto na Polônia, ganharemos aqui também mais dinheiro. O dono do restaurante, com quem falei, disse que motiva os chefs que retornam do exterior, com a possibilidade de ter mais folgas ou trabalhar como na Polônia e ganhar mais.  

A vida em Lviv é muito mais barata que na Polônia.

Ou seja, existem três maneiras de evitar a partida de jovens. Primeiro, elevar seus salários. Agora em Lviv os salários são mais baixos que em Kyiv e Odessa. Um cozinheiro recebe 6 - 8 mil hreyvnias, e é necessário dobrar o salário.

Segundo, dar mais tempo para descanso. Em Lviv, agora, há um grande problema: um cozinheiro trabalha por três ou quatro. Portanto, muito tempo é gasto na preparação. Estive em restaurantes caros em Lviv, pedia uma refeição - traziam uma hora depois. Não há suficientes mãos trabalhando. É necessário definir o tempo útil ao trabalho, não de 10-12 horas, mas 8. Por exemplo, em empresas estrangeiras, que trabalham no mercado ukrainiano, o pessoal não trabalha 12 horas, mas apenas 8, depois é substituído por outros cozinheiros.

Terceiro - adotar motivação não material. Isto pode ser feito através de treinamentos coletivos, corporações, a chamada construção de equipes. Tal procedimento torna a equipe mais amigável. Se a equipe tem relações normais, respeito mútuo, as pessoas não irão procurar condições mais atraentes. Porque qualquer trabalhador  no exterior será sempre  uma pessoa de segunda classe. Mas, em Lviv, quase ninguém aplica motivação material.

- Em Kyiv também há um problema semelhante com o pessoal?

- Sim, mas não é tão agudo, como em Lviv. Em Kyiv um oficial pode receber 20 - 30 mil hryvnias

- Qual é a sua colocação à proposição à inclusão da chamada distribuição após o término do curso?

- Isto é, definitivamente, uma "sovdepia". No mundo atual isto é impossível! Uma pessoa que quer trabalhar não pode ser vinculada a nenhuma cidade onde ela pode ganhar menos do que em outra.

(Soudepia - é uma abreviatura, amplamente usada, do russo: "Sovet deputatov" (Conselho de deputados), que é usada como nome desdenhoso da União Soviética e tudo o que lhe é associado).

Tradução: O. Kowaltschuk