segunda-feira, 27 de março de 2017

Ativistas ukrainianos de direitos humanos pediram às organizações internacionais para prestar atenção aos acontecimentos na Bielorrússia.
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 27.03.2017
Notícias / Sociedade

Detenção pelas forças de segurança, dos cidadão em Minsk, 25 de março de 2017.
Várias organizações de direitos humanos na Ukraina divulgaram um chamamento, no qual apelaram às organizações internacionais para prestar atenção aos acontecimentos na Bielorrússia no contexto de imobilizações em massa no Dia da Liberdade. Texto divulgado na página do Facebook ONG "Centro de liberdades civis".

Na Bielorrússia continuam perseguições, em larga escala, da sociedade civil em relação à realização da ação anual ao Dia da Liberdade.  Somente em Minsk, em 25 de março, segundo várias fontes, foram detidas cerca de 1.000 pessoas. Os agentes da aplicação da lei da Bielorrússia realizam detenções arbitrárias de ativistas, defensores dos direitos humanos, jornalistas e até mesmo transeuntes. Em 25 de março os policiais bloquearam o trabalho do centro de direitos humanos "Viasna" e prenderam cerca de 57 ativistas de direitos humanos e voluntários, que deviam observar a manifestação.

Nós apelamos às organizações internacionais sobre a necessidade de conduzir a máxima atenção aos acontecimentos na Bielorrússia, em particular, aos processos administrativos e criminais, que foram levantados contra os ativistas, e usar todos os mecanismos possíveis para prevenir o assédio politicamente motivado contra os representantes da sociedade civil da  Bielorrússia", - diz a declaração.



Os ativistas sociais, em particular, apelaram a OSCE, (Organização para Segurança e Cooperação na Europa) com a recomendação de estender a ação do mecanismo de Moscou na Bielorrússia e verificar a questão da transferência da sessão da Assembléia Parlamentar da OSCE, a ser realizada em Minsk, em julho de 2017.

Os signatários da apelação tornaram-se os representantes do Centro das liberdades civis, da união Ukraina - Helsinque  dos Direitos Humanos, do grupo dos Direitos Humanos da Criméia, do Centro de informação dos direitos da pessoa e Iniciativa de direitos humanos.

"A perseguição dos cidadãos bielorrussos devido a expressão de suas opiniões e participação em reuniões pacíficas é inaceitável e viola os padrões internacionais de direitos humanos", - disse o representante de organizações de direitos humanos da Ukraina.

Na Bielorrússia, continuam as perseguições à sociedade civil, em larga escala, em relação à ação para o Dia da Liberdade. Apenas em Minsk, no dia 25 d março, de acordo com várias fontes, foi detido cerca de 1.000 pessoas.

Os aplicadores especiais detêm a ativista social Nina Bahinsky






Em Minsk, a oposição tentava, em 25 de março comemorar o Dia da Liberdade mas, ao anunciado previamente local de encontro, ao lado da Academia Nacional de Ciências, conseguiram chegar apenas jornalistas. Os potenciais participantes eram parados pela polícia.
Depois disso, milhares de ativistas começaram mover-se ao centro de Minsk, de outro lado, mas logo foram bloqueados pela polícia, aconteceram detenções em massa.

Tradução: O. Kowaltschuk

domingo, 26 de março de 2017

Rússia de Putin como fonte de morte e terror
Denh (Dia), 24 de março de 2017
Igor Yakovenko

sexta-feira, 24 de março de 2017

"A explosão no arsenal em Balakliya
ZN, UA (Gazeta Espelho de Domingo), 23.03.2017





Em resultado do incêndio nos depósitos de munição na região de Kharkiv, de possíveis danos evacuaram aproximadamente 20 mil pessoas. O incêndio no arsenal continua. Na cidade Balakliya, na região de Kharkiv, na noite de 23 de março explodiu um grande depósito de munições, onde mantinham-se projéteis para artilharia e tanques. Como resultado do incidente foram evacuadas cerca de 20 mil pessoas de Balakliya e duas aldeias vizinhas. De acordo com o Ministério da Defesa, no momento, não conseguiram liquidar o incêndio: cerca de um terço do 
seu território é coberto pelo fogo. O incêndio é acompanhado por explosões de intensidade variável.


O que aconteceu?

As primeiras explosões nos depósitos do Ministério da Defesa ocorreram, aproximadamente às 3:00 horas da noite de quinta-feira, 23 de março. Os primeiros testemunhos oculares começaram surgir em redes sociais. A informação sobre o fogo confirmou o presidente da Administração Estatal Stepan Maselskyi, avisando que o governo evacua as pessoas da zona de 5 (cinco) quilômetros na região.

https://www.youtube.com/watch?v=KBFmYhyjB20

Motivos do incidente.

O promotor militar Anatoly Matios informou que, de acordo com os primeiros resultados da investigação policial, a explosão foi resultado de sabotagem. De acordo com ele, pouco antes das primeiras explosões as testemunhas investigadas ouviram, nas imediações um som característico ao voo de BPLA (Aparelho letal auto-dirigível). O Ministério da Defesa Stepan Poltorak, por sua vez, sugeriu que os ataques podem ser o resultado de ações de grupos subversivos. SBU (Serviço de Proteção da Ukraina) abriu processo penal e investiga o incidente como sabotagem. Além disso, os promotores militares abriram processo penal segundo o artigo "Negligência".  Ele informou que a instalação é guardada por aproximadamente mil soldados



Consequências

Como resultado do incidente, da possível área afetada (cidade Balakliya e aldeias circundantes Verbivka e Yakovenkove) foram evacuadas 19 mil pessoas. A evacuação continua, foram implantados seis pontos de evacuação. Na manhã de 24 de março, o chefe do DCNC (Serviço estatal de Situações Extraordinárias da Ukraina) Mykola Chechotkin disse, que na construção habitacional destruída, equipes de resgate encontraram uma mulher morta, nascida em 1951. Segundo dados do Ministério da Saúde mais uma mulher local recebeu ferimentos devido a explosões.

A segurança da população da Balakliya, asseguram 600 policiais. O serviço do Ministério do Interior assegurou que os policiais patrulham a cidade e próximos pontos habitados. O Serviço Nacional de Fronteiras da Ukraina reforçou a seção oriental. A companhia estatal "UKSATSE", que regula o espaço aéreo, temporariamente proibiu os voos sobre a cidade Balakliya , da região de Kharkiv. No momento, grande incêndio e explosões continuam. (Este artigo foi postado no jornal ukrainiano no dia de ontem, 23 de março. Na edição de hoje, dia 14, consta como atualizado -OK)

Tradução: O. Kowaltschuk

terça-feira, 21 de março de 2017

Do outro lado: com o que vivem e o que esperam os residentes de ORDLO?
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 27.02.2017.
Mariana Puetsukh
Texto preparado pelo projeto financiado pelo apoio do governo canadense através do Ministério das Relações Internacionais do Canadá.

Segunda-feira
- Mas as pessoas querem que Ukraina volte. E tudo se encaixe nos seus lugares. A maioria das pessoas em Lugansk quer voltar tudo como antes.
- E a Rússia não querem?
- Todos, que queriam Rússia, foram para lá. Mas muitos voltaram, porque descobriu-se que lá, a ninguém eram necessários. Trabalho na Rússia falta aos locais. Bem, talvez além dos Urais sejam esperados, mas para lá ninguém quer ir. Então, aqueles que foram e voltaram, silenciam. Sobre Rússia não falam, - descreve o humor do ocupado Lugansk minha idosa vizinha no compartimento do trem que nos leva na direção de Donbas

- Uma mulher de certa idade estava em silêncio, apenas com atenção observava. No entanto, capturando seu olhar, percebia-se, ela desejava ser ouvida.
- Conversar é uma das maiores necessidades das pessoas que vivem em isolamento. É mais fácil amainar situações dolorosas.
Abertamente em seu nativo Lugansk, nem todos podem falar. Nem mesmo em seus próprios apartamentos, se não tiverem confiança em seus vizinhos.





Abertamente em Lugansk as pessoas têm medo de expressar a sua posição. Os moradores da chamada ORDLO são cautelosos nas conversas com outros moradores dos territórios controlados porque sentem:  Os ukrainianos foram separados não apenas pela linha da frente, mas também pelo abismo de mal-entendidos e a profundidade de insultos mútuos de três anos.
Culpam os moradores de Donbas na participação do "referendo" separatista e apelos a Putin "para introduzir militares". E os habitantes dos territórios ocupados são, respectivamente, ofendidos pelo Maidan que, segundo sua versão, "introduziu o início da guerra", e no exército ukrainiano que "atira sobre suas casas".
Assim, mesmo em condições de intensa propaganda, muitos habitantes de territórios não controlados querem voltar sob jurisdição ukrainiana.
De acordo com a pesquisa, no final de 2016, realizada pela USAID,  nos territórios não controlados de Donbas a ideia de retorno ORDLO à Ukraina, mas mesmas condições e status anteriores à guerra, querem 3,2 dos 10 pontos. 3.9 pontos de retorno querem instrumentos adicionais que garantam leis ukrainianas, aprovadas no âmbito da descentralização e 4,9 para voltar à Ukraina no status de autonomia.

Ilusão de retorno a URSS

"Ideia de retorno era uma: as pessoas cansaram de trabalhar em favor da capital. Compreendam, todo o dinheiro ia a Kyiv. Isso é injusto. Em resultado, Lugansk transformaram em ruína, porque não havia dinheiro nem para reparar ruas ou calçadas. Então, se Donbas recebesse status de Federação, o dinheiro permaneceria no lugar" - minha vizinha ocasional, finalmente, conversava tanto, que interferir esta difícil.

"E agora, vocês têm ruas e calçadas?" - tento ironizar.

"Oh, com projéteis, é claro, tudo é destruído. Grande número de casas foi destruído, muitas pessoas perderam os apartamentos! Mas devo dizer, que tão limpa cidade eu não vi desde tempos soviéticos. Os serviços comunais esforçam-se muito. No ano passado, começaram "remendar" as ruas, primeira vez! Anteriormente apenas enchiam os buracos. É o governo local que ajuda às pessoas na recuperação dos apartamentos, fornecendo materiais. Também reconstruíram o circo que foi fortemente destruído", - observa.

Em Lugansk, em 2015 renovaram o circo.






A limpeza nas ruas de Lugansk cria a ilusão de mudanças positivas na república separatista. Isto manipula as mentes dos cidadãos que possuem sentimentos nostálgicos pelos tempos soviéticos.

Através do abismo pela comida.

Com a necessidade das pessoas pelo "espetáculo" as autoridades auto-proclamadas em Lugansk, de algum modo conseguem - mas com o "pão" é mais difícil. Sonhada, barata, como na URSS linguiça, para maioria não é acessível.

De acordo com os dados do programa alimentar Mundial das Nações Unidas, nas áreas não controladas de Donbas, o custo da cesta de alimentação é superior a 25%, ao restante do território ukrainiano. 
Nós sofremos muito com altos preços dos alimentos. Eles são trazidos, não sabemos de onde e são inadequados à alimentação. Apesar de que, ao lado está a "Stanytsia", lá há um mar de excelentes frutos. Agora a estrada até lá é bloqueada, porque "Stanytsia" já está no lado ukrainiano" - diz minha vizinha de banco.

"Stanytsia Luganska - é uma grande aldeia nos arredores de Lugansk. Aqui desde avô - bisavô as pessoas ocupavam-se com a produção de hortaliças e frutas. Até 2014 "Stanytsia" era o centro agrícola da região de Lugansk.
Nos últimos anos, a aldeia, que antes da guerra contava 16 mil habitantes, tornou-se o epicentro da luta. No final do verão de 2015 aqui restaram menos de um mil habitantes.
Subsequentemente, com a diminuição na intensidade de ataques, as pessoas começaram regressar. Começaram restaurar as estufas e cultivar as hortaliças.
"As pessoas de "Stanytsia" sempre viveram em abundância. Mas agora, como você vê, estão destruídas as grandes casas particulares, tenho vontade de chorar. Apesar de que os bens não são meus, é muito triste, as pessoas colocaram muito trabalho lá! E agora choram porque não tem onde vender seus produtos - e nós choramos porque não podemos comprá-los."

A aldeia e o ex-centro regional agora separam os bloqueios e o check-point. E ainda precipício - duas pontes através de Siverskyi Donetsk, que flui entre Lugansk e Stanytsia, destruídos.

Consequência da avariada ponte entre Lugansk e Stanytsia.
A nova ponte rodoviária explodiram ainda no verão de 2014. De acordo com os militantes ukrainianos, ela foi destruído na retirada dos militantes, para que não fossem atacados pelos tanques das Forças Armadas da Ukraina.
"A segunda ponte era velha, antes da guerra estava prevista a reparação, na primavera ela também explodiu.  Quem a explodiu? Ukrainianos. Eles carregaram-na de explosivos e explodiram. Ninguém pensou nas pessoas como iriam se mover."
Pela primeira vez, a ponte velha foi severamente danificada em janeiro de 2015. De acordo com a Administração Regional de Lugansk, isto fizeram os militantes. Em seguida uma parte caiu, ainda podiam passar carros leves.
Quem, na segunda vez a minou - oficialmente o lado ukrainiano não divulgou. No transcorrer da luta, no meio da ponte houve grande explosão, em resultado caiu o restante da ponte", disse o então governador de Lugansk Genady Moskal.
A explosão se ouviu depois que os militantes tentaram passar para o lado das posições ukrainianas do outro lado do Siverskyi Donetsk.
"Agora há uma cova. E sobre a cova fizeram transição. E isto é um espetáculo fantasmagórico. E se do lado de Lugansk, embora íngreme, ainda pode-se passar, mas a partir da aldeia - é realmente uma parede sueca, pela qual é preciso subir. Bem, imagine, como é para pessoas idosas subir com sacolas cheias?!

Passagem no local da ponte destruída. "Escadas" de madeira (do outro lado) os locais chamam de "parede sueca".









Para Stanytsia Luganska regularmente vão as pessoas de Lugansk para compras. Alguns, apesar destas circunstâncias, fazem negócios - puxam produtos para revenda. "Certa vez vi, como quatro homens puxavam uma carroça com pimenta vermelha. Havia tanta pimenta, que eles, seguravam a carroça naquela "parede sueca", para que ela não caísse no buraco. Então compreende-se porque em Lugansk aquela pimenta é tão cara, já que é com tanto sofrimento que nos trazem".
No entanto, muito neste ritmo, não se ganha.
No ponto de controle há um limite de peso das mercadorias, para uma pessoa, do controlado para não controlado território da Ukraina - não mais de 75 quilos. Até dezembro de 2016 o limite era menor - 50 kg.
E, a partir de meados de janeiro de 2017 os militantes introduziram mais a chamada quarentena para carne e frango, sob o pretexto de "luta contra a peste africana". No entanto, esqueceram de avisar as pessoas. Muitos tiveram que retirar a carne das sacolas no ponto de controle.










Mais um fator que causa frustração às pessoas - bombardeios constantes. Por causa deles na região de Stanytsia de Lugansk não podem dissolver as tropas de ambos os lados.
"Principal - passar pela ponte antes de escurecer, porque depois há muitos tiros. Outro dia o filho apenas atravessou, quando começou  "bah-bah-bah".
Apesar de todas as reclamações sobre as "características" de
transição entre a aldeia e Lugansk, as pessoas estão felizes que aquela passagem existe.
Porque lembram os meses, quando a passagem esteve fechada. 
Então, para ir do ocupado Lugansk para Severo Donetsk (agora centro administrativo de Lugansk) - era preciso superar quase 500 km. Era preciso viajar para a vizinha cidade de Lugansk através da Rússia. Embora a distância entre as duas cidades é menos de 100 km. " Isto era muito tedioso e caro. As pernas intumesciam, do ônibus você sai quase morto.

Fuga de tanques russos

Os aposentados passam pela "ponte dos horrores" para retirar a pensão ukrainiana, a qual recebem como migrantes.
Em "Stanytsia Luganska estão registrados, aproximadamente, dez mil migrantes. A maioria deles realmente vive em Lugansk e assentamentos não controlados pela Ukraina.
Minha interlocutora registrou seu filho, o qual mudou-se com a família para Ukraina Central. No início, devido ao pesado bombardeio ela fugiu de Lugansk com a família. Mas retornou mais tarde. Sozinha. E não apenas para proteger sua habitação dos saqueadores. Ela diz que ama muito sua cidade, sua região.
"Eu vivo na periferia da cidade. Como lá é lindo! Ao lado, um vasto campo. Anteriormente, eu sempre saía pela  manhã, andava pelo campo cinco quilômetros. 
 Gosto muito do cheiro da terra. Você sabe como é a nossa terra?! Ela, quer se colocar no pão, tal é o nosso solo negro! Eu não consigo transmitir-lhe o quanto generosa é esta terra!
A pensionista tão emocionante e sonhadora fala, que por um momento você imagina um delicioso sanduíche com o solo preto. 
"E ainda antes da guerra, sempre atrás da janela do nosso apartamento, ouvia-se o canto do rouxinol. Porque do outro lado temos reflorestamento. Não, eu não posso transmitir-lhe, como é o céu que temos lá." 
Lembrando o reflorestamento, a mulher de repente, salta para outro tópico. "Minha nora dois meses ficou no banquinho próximo da janela, que mostre este reflorestamento. É na direção da Stanytsia. Em algum lugar lá estavam os soldados ukrainianos. 

Ela os esperava.

Muito tempo ela esperava os soldados ukrainianos. Constantemente, nós ouvíamos que os soldados não estavam longe mas, por alguma razão não vinham até nós. Nós não compreendíamos - por que? Naquele tempo, na cidade ainda não havia tanques russos. Talvez milícia. Mas eles, não havia nem mil."

Os tanques russos vieram a Lugansk em meados de julho de 2014. E este momento minha interlocutora lembra em detalhes. Transfere-os, como cenas de um sonho terrível.

"E, de repente ouvimos um rugido selvagem na rua. Nós saltamos dos apartamentos para a rua..."  - a mulher silencia. Percebe-se que a ela é difícil lembrar.


Vejo. Vem os tanques russos.

A reação das pessoas, é claro, era diferente. Quem esperava pelos russos, alegrava-se. Os que não esperavam - choravam. Especialmente choravam os jovens.  Eu olhava e contava os tanques. Contei 120. E em cada tanque - oito soldados. Eles usavam um uniforme de campo comum, sem divisas, apenas algumas ataduras brancas nos pés.

E sabem o que mais me impressionou? A aparência destes soldados. Eles pareciam ocupantes naturais. Em suas poses, reações, indiferença, eu vi aquilo, que vi nos filmes sobre a guerra, quando lá passavam os tanques alemães.
Os fascistas dos filmes também assim reagiam à população pacífica, como estes russos. A mesma indiferença nos rostos, como se não fôssemos pessoas, mais quaisquer "insetos". 

Minha interlocutora diz, que em criança sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. Mas os soldados alemães viu apenas nos filmes. Ela não ouviu explosões, porque naquela época vivia na retaguarda.

Quando iam aqueles tanques russas, parecia que eu estava no cinema. Mas o vizinho que estava ao lado, disse que há uma hora, em outra rua passou um grande comboio de veículos militares com soldados. 

Então todos compreenderam, que havia alto terrível.


"Soldados russo sentados nos tanques, como invasores naturais. Eles lembram os filmes nazistas". Lugansk, julho 2014. Imagens de vídeo no Youtube.





















Desde então os ataques na cidade não cessavam. A família de minha interlocutora precisou passar dois dias na entrada do primeiro andar, porque cave no seu prédio não havia.
"Ficamos com filho e nora atrás da parede móvel na estrada, melhor lugar para esconder-se não havia. Deus, como assustador. Eu vi muitos filmes sobre a guerra, mas não pensava, que era tão assustador, quando o prédio treme sem parar, das explosões dos obuses. Quando os obuses arrebentavam-se, é muito assustador", - a narradora começa a imitar os sons das explosões e ondas sonoras automáticas.

"Em algum momento filho olhou nos meus olhos, e neles eu li. "Este é o último obus para nós". Ele despedia-se. Eu vi, como o filho despedia-se de mim.

"Imagina como sobreviver a tudo isso?!"

O filho estava pronto para correr da cidade, mesmo sob fogo, a psique já não suportava. A mãe o detinha o quanto podia, porque correr até o prédio vizinho era mortalmente perigoso.

"E, de repente, às quatro da manhã tudo se acalmou. O filho decidiu, que "eles cansaram", e enquanto lá descansavam, nós precisamos fugir. Nós chegamos ao cruzamento. Lá havia um carro particular, o motorista pegava as pessoas para Starobilsk, este já é o lado ukrainiano. O preço ele deu, claro, muito alto, como se não fossem 70 km para nos levar, mas sete mil. "Mas nós concordamos, fazer  que?"

"Negociar" com bandidos.

Já em Starobilsk, a mulher viu na cidade, tanque com bandeira ukrainiana. Não resistiu e chegou perto - para descobrir aquilo, que já por alguns meses não lhe dava sossego.
"Estes soldados, sentados no tanque, cansados e sujos, olhar para eles era assustador. Pergunto. "Meninos, por que, por que vocês não vieram até nós? Vocês estavam ao lado?" Eles olham para mim, severamente e dizem: "Mas não nos deixaram, não houve comando. Nós na mina de Lugansk, um mês e meio estivemos, mas nos dissera - não se movam".
"E depois disso eu compreendi, a guerra será longa. Porque nisto há muitas pessoas interessadas. Porque todos eles recebem grandes quantias." 
Tal pensamento é muito popular aos residentes da linha de frente do Donbas. Deles, muitas vezes pode-se ouvir que "esta guerra é pelo dinheiro e recursos", que "alguém entre si divide e as pessoas comuns sofrem.

O componente ideológico na guerra vê apenas minoria.

"Eu entendo Putin, por que Donbas lhe é necessário. Na Rússia, reuniu-se muita munição antiga, que era necessário utilizar. A melhor utilização - é guerra. Esta é uma guerra e, ao mesmo tempo seus soldados aqui passaram pela prática, organizando aqui uma região", - diz a avó a sua versão bastante original dos motivos da implantação da guerra.

"Mas agora Putin já perdeu o interesse pelo Donbas, porque ele atolou síria. Também para lá foram todos os chechenos. Quando eles foram - aqui ficou mais calmo. Porque aqui causavam horrores. Todas as pessoas que possuíam um bom carro, o perderam. Os chechenos as paravam, diziam que "nas condições de guerra, os carros são confiscados" - e tudo. Depois tudo isso retiravam da Ukraina. Também assim retiravam todos os bens dos apartamentos das pessoas que saíram da cidade.

Também eles eram muito cruéis. Para eles nós não somos ninguém, porque somos de outra religião. Certa vez eles vieram para nossa casa, entender-se com um rapaz. Como seus olhos são assustadores e penetrantes.  Automático sobre o ombro, boca para baixo, a sensação, de que a qualquer momento podem atirar em você". 
Com isso, minha interlocutora, ingenuamente acredita, que a guerra pode ser encerrada, se o governo ukrainiano entender-se cm a "milícia".

"Precisa negociar", - a receita mais comum para findar a guerra, que propõem os moradores do outro lado do front. Sob a influência da propaganda as pessoas vêem menos o papel do Kremlin em operações militares.

"Que sejam bandidos - aqueles milicianos. Mas precisa negociar com eles, do contrário, não haverá final. Agora, eu não vejo lá soldados russos, pode ser que estejam em algum lugar, mas nós não os vemos. Nós vemos apenas as milícias. Mas eles eu não posso culpar, que eles levam as armas. 
eles entram na polícia não pelos ideais, mas porque precisam alimentar a família. Trabalho não há, na Rússia eles não são necessários a ninguém, mas à milicianos pagam regularmente os salários e não é pouco. Cerca de 15 mil rublos.

Então, aqui tudo é muito ambíguo, sabe? Tudo é muito complicado...

                                              *   *   *   *    *

Compreender um ao outro, os ukrainianos dos dois lados do front, por enquanto não estão prontos. Muito sangue foi derramado dos dois lados.
Mas a questão permanece: o que vem em seguida?
Como continuar a viver juntos, se Ukraina superar o controle sobre todo Donbas? Se ouvirá um ao outro já, agora, ou no início construir a parede e transferir para distante perspectiva a questão de encontrar formas de reintegrar a população ORDLO.
Por enquanto não temos respostas, não apenas na sociedade, também nos funcionários ukrainianos que tomam decisões políticas em relação à Donbas.

Tradução: O. Kowaltschuk

domingo, 19 de março de 2017

Terceira campanha de Putin à Ukraina (ORDLO, Donbas, blocada, Rússia).
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 16.03.2017
Andrei Piontkovsky

(ORDLO - territórios de Donetsk e Lugansk com regime especial de autogoverno local).
Primeira fase - tentativa de criação da Nova Rússia - falhou, segunda - empurrar a força LDNR (Repúblicas nacionais de Lugansk e Donetsk) para Ukraina - também falhou. E agora a terceira fase - o apoio declarado a este território.

Depois que Rússia fez uma série de passos para o reconhecimento, de fato, da subjetividade dos territórios ocupados  - reconhecimento de passaportes, introdução oficial do mundo russo, fechamento da economia na Rússia - torna-se compreensível, a quem pertencia a iniciativa de rompimento dos acordos de Minsk. E toda luta diplomática dos últimos três anos conduzia-se diante do Ocidente: "Quem é o principal violador?" Porque desde o início era claro, que os acordos de Minsk não seriam executados, que Moscou não pretendia realizar nem a retirada das tropas, nem transferir o controle na fronteira. E Ukraina não pretendia aceitar o plano de Putin, a legitimação destes territórios de gangues e acomodá-los no corpo político da Ukraina.

A liderança ukrainiana manifestou suficiente domínio de si, porquanto isto era muito importante. Afinal França e Alemanha - aliados da Ukraina, e elas davam muita importância aos Acordos de Minsk, três anos consideravam-se pacificadores. E, o fato de Rússia ter sido a primeira que foi para uma rejeição nítida, da letra e espírito dos Acordos de Minsk, é positivo do ponto de vista, e isto será percebido pela Alemanha e França. E, é exatamente isto o que Ukraina precisa.

O que se refere à decisão sobre o bloqueio oficial de ORDLO - este é o passo correto, demonstra que o jogo de Acordos de Minsk acabou, que Rússia não planejava realizá-los e agora os transgride. Isto leva para um reconhecimento mais realista da situação da Ukraina. Agora há todas as razões para considerar estes territórios, como temporariamente ocupados, como Criméia.

Este é um desenvolvimento positivo. E para Putin - este é o momento, em que ele percebeu, que a operação "Novorossia" falhou, a população russa da Ukraina não apoia o "mundo russo", o exército ukrainiano tornou-se bastante competente, a maior parte do país é impossível tomar a força. Então, ele escolheu a seguinte estratégia - desagregação do país com a ajuda de enviados ao seu território bandidos dirigidos, controlados por Moscou, LDNR. E ele conseguiu organizar certa pressão da França e Alemanha sobre Kyiv. Por exemplo, quando estas forçavam Ukraina mudar legislação, tomar medidas para federalização, e quase realizar eleições.

Com os passos que fez Moscou, ficou claro, que continuará fazendo. Kremlin cessará todo  falso falar sobre a restauração da integridade territorial da Ukraina e elevará a subjetividade desses territórios. Mostrará assim toda a natureza agressiva de sua política. Eu penso que Moscou mudará a liderança dessas repúblicas. Não é por acaso que agora reanimam os cadáveres políticos de Yanukovych e Azarov, e irão afirmar, que o governo em Donetsk - é o governo legítimo da Ukraina, e tudo, que encontra-se fora destes territórios - são os tais territórios rebeldes sob controle de golpistas, que chegaram ao poder em resultado de golpe militar. Eis que, aproximadamente, tal jogo vai jogar Moscou, já abertamente, auxiliando os novos territórios, no campo econômico e militar.

Eu não excluo que eles, formalmente, solicitarão ajuda a Moscou, e ela lhes dará. Incluindo militares. Não é casual, o último jogo de Moscou, dizem, que não houve pedido de Yanukovych para introduzir o exército (Quando começou a revolta, três anos atrás -OK). Isto se faz para que, com carta semelhante, utilize-se o governo desta nova entidade. Muito providencialmente, morreu Churkin, com o aviso de Washington, envenenado na residência russa. Porque Churkin leu esta carta de Yanukovych diante do Conselho de Segurança. Mas agora a  Moscou é importante representar, que tal carta não havia, Churkin também não, e perguntar não há a quem. 

Começa a terceira etapa da marcha de Putin à Ukraina. Primeira - tentativa de criar Nova Rússia - falhou, segunda - empurrar LDNR para Ukraina  e obrigar Kyiv aceitar nova Constituição, essencialmente destruindo deu país, também falhou. E agora a terceira fase - apoio franco deste território, reconhecimento da subjetividade, aumento do nível de provocações militares. Eu não penso que em Moscou chegarão à loucura da campanha militar liderada pelo major Prilepin a Kyiv. Mas os líderes desses territórios sempre repetem, que eles dirigem-se às regiões de Lugansk e Donetsk. Portanto isto não será apenas Transnistria, isto será Transnistria com fronteira não determinada que Moscou irá sempre tentar expandir. Assim será a nova etapa. Terceira campanha de Putin sobre Ukraina.

Para Rússia - isto é, certamente, um enorme fardo econômico, que irá afetar negativamente a economia já estagnada. E isto já é uma agressão declarada, que causará reação política do Ocidente. Este - é o preço, que Putin irá pagar por sua nova aventura. Ele não quer recusar-se a ela, deixar Donbas no período do início da campanha presidencial, isto para ele é impensável.

Em geral, parece que neste ano da eleição, ele não tem nada a oferecer aos eleitores, além  de novas bravuras imperiais. Do ponto de vista econômico e de nível de vida, nada para demonstrar. E, a expansão de subjetividade no Donbas não é única direção sua. Ao mesmo tempo formaliza-se a anexação da Ossétia do Sul, e ameaça paira sobre a Bielorrússia, conduz-se uma clara guerra de informação contra Lukashenko,(presidente da Bielorrússia - OK) a quem eles, por 25 anos não conseguem obrigar a entrar na Federação Russa. Além disso entabula-se uma absolutamente louca aventura na África. Tudo isto são passos de Putin para colapso do Estado russo.

Tradução: O. Kowaltschuk

quinta-feira, 16 de março de 2017

Berezyuk sobre a situação com a suspeita a Sadovyi: "Bankova (governo) sozinha levou à suspeita da catástrofe.
E outros artigos do mesmo jornal.
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 15.03.17
Sadovyi, Berezyuk Samopomich, Lviv:

Declarações sobre uma possível suspeita quanto à negligência de Sadovyi, como prefeito de Lviv, que poderia ter consequências fatais, não são outra coisa que pressão política.













Isto declarou no site "24" o líder da facção parlamentar "Samoponich" (Auto-Suficiência) Oleg Berezyuk.
"Esta é, exclusivamente, pressão política, despótica, com a finalidade de humilhar e diminuir Sadovyi, como líder político e como prefeito, e a própria cidade, a qual, na verdade, é um exemplo bem sucedido na Ukraina", - disse o deputado.

Ele ressaltou, que tal posição quanto a Sadovyi - é sinal de estado despótico. O deputado pensa, que o governo atual é o próprio culpado pela tragédia no aterro Hrybovytskyi.

O próprio estado, de Bankova incendiou, o próprio estado levou à catástrofe, que pode acontecer em qualquer cidade do país. E hoje este Estado pressiona a cidade, não dando oportunidade de decidir esta questão, - disse Berezyuk.
"Se este Estado fornece-se uma resposta adequada, o problema poderia ter sido resolvido há muito tempo. E o  melhor de tudo seria não criá-lo" - disse o político.

(Prezados, eu leio o jornal de Lviv, Vysokyi Zamok" (Castelo Alto) diariamente, porque este jornal, além de problemas próprios de sua região, também traz as principais notícias do país, e até do exterior. Gosto desse jornal. Vysokyi Zamok sempre escreve sobre as principais atividades do governo local. Daí, eu deduzo que o prefeito Sadovyi é muito ativo, e sempre preocupado com a cidade, a qual dirige já por 11 (onze) anos. Ele visita, pessoalmente, quaisquer lugares. A maior parte da população o aprova. Claro, sempre há alguns descontentes. Sadovyi, ainda antes do acidente com o depósito do lixo, começou a ser cogitado para presidente da Ukraina, nas próximas eleições e, parece, que este é o motivo das calúnias que recebe. Inclusive calúnias gravíssimas. Todas as portas, para ele se fecharam, nestes mais de oito meses do sucedido com o lixão. Nenhuma região da Ukraina, após alguns dias do acidente, concordou em receber o lixo duro de Lviv, que está sendo levado por toda Ukraina em caminhões. É dispensado aleatoriamente, em lugares não habitados ou matas, quando conseguem. E, tudo o que Kyiv diz é: "O problema do lixo é seu. Resolva-o". Até hoje ele não conseguiu nenhuma área onde pudessem preparar um depósito temporário. Tal área Lviv não tem. Teria que ser determinada por um poder superior. Ele já procurou até os vizinhos poloneses.
Já se sabe, que o atual governo pretende mais um período na direção da Ukraina. Poroshenko é candidato. Então é preciso afastar o potencial concorrente. E, se este não tem passado negro, fabricam-se os fatos necessários. -OK)

O procurador geral da Ukraina já avisou: "A Sadovyi podem entregar a suspeita e destituí-lo do cargo." (Lutsenko foi um dos perseguidos pelo ex-presidente Yanukovych. Parecia um grande patriota. Agora transformou-se em poderoso executor das ordens de Poroshenko - OK). Isto ele disse à TV ZIK, comentando a abertura de um processo penal em relação aos funcionários do Conselho da cidade de Lviv, principalmente ao prefeito Andriy Sadovyi. De acordo com Lutsenko, duas semanas atrás em Kharkiv foram concluídos os exames que constataram, que não houve nenhum fogo intencional no aterro Hrybovychi, em Lviv.











"Assim as conversas de que os concorrentes políticos atearam fogo no aterro, não foram confirmadas. O fogo explodiu devido a não observância de tecnologias. (Lembramos, o lixão queimou a cerca de 8 - 9 meses. Morreram, na ocasião, três pessoas - OK). Então, a questão é negligência. Os parentes dos mortos têm o direito de saber, quem é responsável por isso. Agora, as investigações preliminares investigam quem é o culpado. Eu não posso excluir que pode ser o prefeito e seus vices, ou outros funcionários", - disse Lutsenko. (Lutsenko deveria lembrar que ele também amargou um bom tempo na prisão, por motivos políticos, durante a presidência Yanukovych, e não sugerir acusações antecipadas.- OK).

Agora, o prefeito Sadovyi, ao qual nos últimos meses colou-se a etiqueta de funcionário incapaz de resolver os problemas de lixo na "capital cultural do país", pode voltar-se para a grande política nacional e ser o herói nos canais centrais e recuperar a simpatia dos eleitores comuns. Também pode tornar-se "vítima da repressão. Tal conclusão procede de sua própria afirmação de que, em breve, os promotores dar-lhe-ão aviso de suspeita de uma infração criminal

A edição do jornal continua sua análise: Sadovyi, usando a coroa de espinhos de "mártir", poderá transformar-se em "líder nacional da "inabalável" força política de "favorito nacional", "lutador pela verdade". E neste papel, continuar a avançar para o sonhado Olimpo.







A "ressurreição" de Sadovyi, que começou a ser esquecido, causou sua conversa com Petro Poroshenko, no último sábado. Falaram sobre diversos assuntos, especialmente sobre consequências do bloqueio no Donbas, cujos partícipes são deputados da "Auto-Suficiência", liderada por Sadovyi. Inicialmente Sadovyi falou sobre isto com Arsen Avakov (no início de fevereiro, quando exigia-se que o prefeito fosse trazido à responsabilidade). Como esta conversa não produziu resultados, o presidente e o prefeito tomaram chá juntos. Segundo Sadovyi, ele não conversou com Poroshenko sobre o desbloqueio, porque ele não o organizou, e não foi encarregado, para tal diálogo, pelos organizadores. Mas tem sua visão sobre o problema. Está certo, que a situação poderia ser resolvida sob alguns acordos. Primeiro - libertar do cativeiro dos terroristas (a qualquer preço) todos os nossos soldados e voluntários. Segundo - se o Parlamento aprovar a lei sobre o estatuto dos territórios ocupados com correspondentes consequências legais - internacionais e proibição de comércio com eles. Isto é, nenhum contato com os separatistas.

Segundo Sadovyi a conversa foi difícil. Lembraram sobre os deputados da "Auto-Suficiência", Sobolev, Semenchenko, Pastukh, que coordenam o bloqueio comercial. Com certeza, o presidente pediu que eles acabassem com o bloqueio, porque este causa grandes perdas no país e prejudica a imagem internacional do país ( Na UE condenaram o bloqueio, disseram que ele impossibilita novas sanções à Rússia).  Não se exclui que Poroshenko persuadiu a abandonar o bloqueio - em troca de alguns passos conciliatórios, por seu lado. Mas, parece, que o presidente e o cabeça do partido "Auto-Suficiência" mais uma vez não concordaram... É, sobre a falta de consenso que pode-se esclarecer a informação sobre a "suspeita". Intenções para abrir o processo existem. Tais questões estão prontas. Isto eu soube no sábado, estando em Kyiv e conversando com os primeiros dirigentes do país", - comunicou ao "Castelo Alto" o prefeito de Lviv. 

A pressão de Bankova, parece, não assustar Sadovyi. Pelo contrário, aumenta sua paixão política. Com os lábios de seu partido ele faz novas declarações, que vão contra a posição de Poroshenko. E ainda cerca-se com novos aliados. No final da semana, tomou café com parceiros potenciais nas próximas eleições - Mikheil Saakashvili (Foi presidente da Geórgia, muito elogiado em sua época, inclusive na Ukraina. Mas perdeu as eleições para adversário pró-Rússia. Veio para Ukraina, adquiriu cidadania ukrainiana, foi nomeado governador de Odessa, cargo do qual foi afastado depois de pouco tempo, por Poroshenko (que também o nomeou) porque, segundo Poroshenko, queria ocupar-se com política. (Pareciam muito amigos anteriormente - OK), Anatoly Gritsenko, líder da "Aliança Democrática"  e Basil Gatsko. Dificilmente tal grupo poderia agradar Petro Poroshenko, o qual, entre outras coisas, preocupa-se pelo futuro de seu partido "Solidariedade". Assim, além da conversa, na mesa de café, não excluímos outras maneiras de "pacificação" do caudilho de "Samopomich" que realiza, ainda, a missão de dono, sempre em tão sensível missão...

Comentário para "Castelo Alto"
Igor Tanchyn, cientista político.

Poroshenko vê Sadovyi como um concorrente potencial nas possíveis eleições presidenciais, e mesmo se antecipadas, faz tudo para derrubar sua avaliação (particularmente, o tema do lixo). Concomitantemente, Poroshenko precisa manter o atual Conselho, não permitir o colapso da coalizão. É complicado porque o "Bloco Petro Poroshenko" está em colapso, e a "Frente Popular" neste contexto começa apresentar ao presidente suas demandas. Pode parecer surpreendente, dada a miserável classificação da Frente Popular, mas, por outro lado - eles já não tem nada para perder. A "Frente Popular" ajustou seu olhar para "rebrendeng" (Não sei o que significa esta palavra -OK)o qual começará com a mudança de líder. Ele pode tornar-se Arsen Avakov, que vai pedalar um duro confronto com a Rússia. (Quem diria, Avakov adora o idioma russo, não o dispensava nem nos documentos oficiais!)
Mas, no momento, o mais anti-russo (não nas palavras, mas em ações) é justamente a "Auto-Suficiência, que em 50% organizou o bloqueio econômico no Donbas. Portanto, a Frente Popular e a Auto-Suficiência, nesta etapa, podem entrar em um acordo mutuamente benéfico, ocupando totalmente o nicho radical-guerreiro. Com tal potencial já não é tão assustador pensar em eleições antecipadas

Pelo menos, pode-se chantagear com eles o presidente...  Eles encontrarão boas razões para jogo político.

O prefeito de Lviv Andriy Sadovyi diz, que a procuradoria lhe prepara suspeita de uma infração criminal.
Sobre isto o próprio prefeito escreveu em 13 de março no seu Facebook. "Nas reuniões de sábado soube, que logo devo receber uma mensagem dos promotores sobre suspeita de ter cometido um crime", - escreveu Sadovyi.
Claro, eu não atribuo isto, nem com a posição de "Auto-Suficiência" no parlamento, nem às peculiaridades da política ukrainiana. Assim coincidiu simplesmente", - disse o prefeito, sem especificar, em que ele é suspeito.

No dia anterior tornou-se sabido que o prefeito de Lviv encontrou-se com o ministro do Interior Arsen Avakov e o presidente Petro Poroshenko. O presidente interessou-se pela posição do prefeito de Lviv em relação ao bloqueio de transporte de ORDLO.

"Também nós conversamos sobre o bloqueio, soou o nome de Semenchenko, Sobolev, Pastukh, ele argumentava, o que e como precisa fazer. Eu tenho o meu entendimento sobre isso. A conversa foi muito difícil, Avakov, principalmente, ouvia", disse então Sadovyi.

Tradução: O. Kowaltschuk