segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Resumo de algumas notícias ukrainianas: 25 - 26.09.2016

Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana).

Em Dnipro (ex-Dnipropetrovsk) a patrulha policial parou um carro devido à infração de trânsito. O motorista já era procurado por sequestro, estupro e criação de organização criminosa. Atirou nos policiais. Morreu o policial e sua auxiliar. O assassino também era procurado por outros crimes: prisão ilegal ou sequestro, satisfação sexual forçada. Após matar os policiais fugiu para não ser preso, mas foi detido.

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Nos escritórios do deputado Novinsky, GPU (Procuradoria Geral da Ukraina) e Serviço de Proteção da Ukraina realizam uma operação especial, devido a apropriação de bens e falência do estaleiro "Ocean". Esta já é 23 ª busca. Na operação estão envolvidos mais de 45 funcionários da Procuradoria e 150 funcionários do Serviço de Segurança da Ukraina. O assessor do presidente Yury Biryukov disse que o Tribunal do Distrito Pechersky de Kyiv, já tomou a fábrica de construção de embarcações "Ocean", do deputado   Vadim Novinsky.

Na direção de Donetsk os militantes utilizaram morteiros. Lembramos, nas últimas 24 horas, as forças russas de ocupação abriram fogo 29 vezes sobre as posições dos defensores ukrainianos. (E, ainda fazem acordos, promessas de trégua - OK)

Poroshenko demitiu dois juízes por violação do juramento durante o Maidan. 
Os juízes aplicavam precauções pesadas sem possuir suspeita razoável...

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Vysokyi Zamok (Castelo Alto)

No Instituto de Arbitragem da Câmara de Comércio de Estocolmo, em 25 de setembro começará o processo segundo o requerimento de NAK "Naftogaz da Ukraina" ao russo "Gazprom".



No primeiro processo de "Naftogaz" a "Gazprom" havia reivindicações no valor de US $ 6 bilhões. Naftogaz exigia revisão do preço do gás natural (Lembro que havia queixas porque Rússia estabelecia o preço conforme o país - OK).
O segundo processo de "Naftogaz" a "Gazprom, de 13.10.2014. A reivindicação do "Naftogaz" a "Gazprom" é de 14,23 bilhões de dólares.
A total indenização, sob consideração pelo Instituto de Arbitragem da Câmara de Comércio de Estocolmo, quanto à compensação pelo "Gazprom" é mais de 26,6 bilhões de dólares.
'Gazprom" espera a decisão da arbitragem sobre o contrato com o "Naftogaz" para o fornecimento de gás no final de 2.016 - início de 2.017. (Lembro, quando as discussões começaram alguns países separavam parte do gás do "Gazprom" e, se não me falha memória, saia mais barato que diretamente. Parece que é assim até agora porque Ukraina não ficou sem gás - OK). Rússia, que se diz "Nação amiga" da Ukraina, cobrava preços mais altos que de outros países - OK)

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Donbas ocupado enfrenta uma onda de assaltos.  Soldados russos roubam suas unidades e moradores da cidade, avisa a principal administração de inteligência da Ukraina. Isto começou ainda antes da morte de seu comandante, em julho, quando as forças russas começaram mover-se na direção de Bryanka, onde surgiu mais uma onda de roubos de propriedade militar, instalações e infra-estruturas civis.
Em 23 de setembro houve uma investigação sobre o roubo de componentes e conjuntos de veículos de combate, o que levou ao desativamento de dois blindados e um veículo de combate de infantaria, onde os principais suspeitos são 7 (sete) soldados (O texto cita os nomes).
Além disso, em 24 de setembro ao tentar executar instruções do chefe do estado-maior e roubar na cidade de Luhansk portões de ferro para instalação do novo local na cidade Bryanka,detiveram dois soldados russos. 
Antes da chegada da polícia, os azarados ladrões estavam sendo mantidos, esmagados no chão, por aqueles portões.
(Estranho, por que alguns invasores se incomodariam com o roubo de seus soldados? Será que ainda há russos mais ou menos honestos? - OK).

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Presidente da Procuradoria especializada anti-corrupção Nazar Kholodnytskyi: "Lá, onde há corrupção, desvio de dinheiro público, lá, não se sabe porque, aparecem sempre os deputados que estão prontos para dar garantias".
Caso alguém tenha alguma dúvida, eu esclareço. Este comentário foi feito em relação aos ukrainianos - OK).

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Os militantes preparam-se para combates. Continuam quebrar o "regime de silêncio" nos territórios temporariamente ocupados. Realizam ataques com armas de pequeno porte, usam morteiros de 82 e 120 mm.
De acordo com a Defesa, procuram manter prontidão de combate das tropas no mais alto grau de prontidão, inclusive junção das unidades 1 (Donetsk) e 2 (Luhansk).
Foram chamadas as unidades licenciadas. Para reconhecimento aéreo incluíram dois drones.
OSCE fixa mais violações de "silêncio" no Donbas. Em Donetsk foram 209 explosões em comparação com 63 no período anterior. A maioria concentrada em Avdiivka e Yasynuvata.

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Milhares de poloneses, no sábado, 24 de setembro, novamente saíram às ruas de Varsóvia para protestar contra a política do governo do partido nacional-conservador "Direito e Justiça" (PIS) (traduzi correto, ou seria "Lei e Justiça"? - OK) .

Os manifestantes fortemente criticaram as ações do governo, segundo a oposição, que dividem e isolam Polônia. Além disso os manifestantes são contra uma eventual decisão do Parlamento, de uma lei mais rigorosa quanto ao aborto e criticaram a reforma planejada nas escolas.
O comício foi organizado pelo "Comitê para a proteção da Democracia" (CPAs).
"CPAs" não quer derrubar o governo... "CPAs" quer que o governo de Jaroslaw Kaczynski respeite as leis e a Constituição. No entanto, se eles não o fizerem, a comunidade terá que removê-los do poder através de eleições democráticas" - disse Adam.

Apesar de que Jaroslaw Kaczynski não detém posições do governo, a oposição e os especialistas acreditam que é ele que aprova todas as decisões-chave das autoridades. 

No final de julho, a Comissão Européia (Polônia faz parte da UE -OK) deu a Varsóvia três meses para cancelar as alterações legislativas que limitam os poderes do Tribunal Constitucional. No caso de não observância desta exigência, Europarlamento, Comissão Européia ou grupo de dez países membros da UE podem levantar a questão do direito ao voto da Polônia nas instituições européias em conexão com a sistemática violação do Estado de Direito.

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Arquivo do artista popular da Ukraina, Dmytro Gnatyuk, jogaram no lixo no centro de Kyiv. Entre os documentos jogados no lixo - milhares de cartas, documentos, cartazes, fotos.



Kipiani, pessoa que postou a notícia no Facebook, diz que graças a Deus, ainda há pessoas que fazem a diferença e manda um recado forte ao Estado que permite tal coisa.

Dmytro Gnatyuk, em vida: cantor de ópera por muitos anos, diretor, herói da Ukraina, morreu em 29 de abril com 92 anos de vida após uma longa doença. (Dmytro era notícia frequente nos jornais, trabalhou quase até o final, segundo jornais. Como na Ukraina dão muito destaque às pessoas quando morrem, inclusive filmam os enterros com abundância de flores, eu estranhei muito porque após ler a notícia da morte não vi nenhuma reportagem sobre o enterro. Vou colocar as canções no blog, que ele tão maravilhosamente cantava - OK).

 Excerto da reportagem de 2011. 
"Gnatyuk lutava pela ukrainização na Ópera Nacional, foi substituído pelo organizador de "árvores de Natal".
À pergunta "porque você se afastou ...? (Era diretor principal da Ópera Nacional da Ukraina e, a partir de 1988, na época com 86 anos, respondeu com emoção: "Não fui eu que me afastei! Fui afastado..." 
Ele admite que toda sua vida lutava por 50% do repertório no idioma ukrainiano. (Procurei na Internet, não há nenhuma menção sobre filhos, somente que era casado. A esposa, se ainda é viva, também é idosa. Será que os documentos encontrados no lixo estavam, talvez, na Ópera Nacional da Ukraina? -  OK).


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O Serviço de Segurança divulgou vídeo de pessoas que foram ilegalmente detidas nos "acampamentos da morte" dos terroristas.

A gravação foi publicada no Youtube. Os testemunhos de denunciam sobre crueldade e cinismo. O inimigo recorre a vários métodos e formas. Se não podem quebrar psicologicamente, torturam fisicamente, atormentam com fome, chantageiam com assassinato de parentes e crianças, dizem no SBU (Serviço de Proteção da Ukraina).
Também com pressão psicológica e torturas de prisioneiros forçam os soldados a caluniar o exército ukrainiano.
Os reféns libertados confirmam que no Donbas guerreiam e participam de torturas militares russos. Particularmente destacam-se nos testemunhos dos lutadores de Pskov.


Além disso há testemunho de pessoas que foram torturadas pessoalmente pelo líder dos militantes de Donetsk Alexander Zakharchenko.

(Estou com problemas, as músicas mando num outro dia - OK)

Tradução: O. Kowaltschuk

domingo, 25 de setembro de 2016

Primeira visita dos dirigentes das Relações Exteriores da França e Alemanha ao Donbas (World News) - Política
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 20.09.2016 
Oles Kovacs

(Assunto já visto mas, há várias pormenores - OK).
O Semanário francês Le Point escreve sobre a primeira visita ao leste da Ukraina pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da França e da Alemanha. A revista popular britânica The Independent escreve sobre a visita a Kyiv do ministro das Relações Exteriores da Gã Bretanha, Boris Johnson, falando sobre o papel da Grã Bretanha na resolução do conflito na Ukraina. O jornal americano Chicago Tribune escreve, que a Kyiv não é suficiente o anúncio de uma trégua no leste da Ukraina para a mudança política.

O semanário social e político francês Le Point publicou o artigo "Os líderes da diplomacia francesa e alemã realizaram a primeira visita ao leste da Ukraina". Em particular, trata-se da cidade Slavyansk, que a revista francesa nomeia antiga "fortaleza" dos separatistas pró-russos no leste da Ukraina. O chanceler francês, Jean-Marc Aurault, e o seu homólogo alemão, Frank-Walter Steinmeier visitaram a ponte destruída sobre o rio Kazennyi Torets, no qual tem a inscrição "Aqui esteve o "mundo russo". O jornal lembra, que em 2014, o exército ukrainiano recapturou dos combatentes a cidade Slovyansk em julho de 2014. Também explica que a visita de funcionários franceses e alemães foi para apressar a dinâmica dos Acordos de Paz de Minsk, em fevereiro de 2015.

O semanário francês escreve que Paris e Berlim esperam assinar um acordo sobre a desmilitarização dos três distritos piloto no leste da Ukraina. Tudo isto destina-se para acelerar o processo de paz e permitir a organização da cimeira com a participação dos presidentes da França, Ukraina e Rússia, bem como a chanceler alemã. Em continuação cita as palavras do ministro do exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, que acha indispensável parar as ações de combate, para avançar no diálogo político. A revista também avisa, que os ministros francês e alemão também visitaram a cidade de Kramatorsk, controlada pelos militares ukrainianos e que situa-se perto da linha de frente. A edição francesa avisa que a chegada de governantes a Kramatorsk era acompanhada por aproximadamente 40 manifestantes, que expressavam sua oposição à idéia de atribuir a Donetsk e Luhansk um "estatuto especial". Eles seguravam vários banners, um dos quais dizia: "Não repitam os erros do Acordo de Munique, de 1938".

Le Point explica que o Acordo de Munique de 1938 simboliza a capitulação das democracias européia perante Alemanha fascista. Os ministros franceses e alemães reuniram-se com os representantes da OSCE na região. Eles aconselhavam o oficial Kyiv para atribuir "estatuto oficial" aos territórios ocupados pelos militantes russos e, para isto mudar a Constituição da Ukraina. No entanto, estas proposições geraram intensos debates em Kyiv, o que, o semanário francês acredita, que nisto, de fato, está o risco do separatismo na Ukraina, e, por sua vez, poderia desestabilizar outras regiões do país. 

The Independent: "Boris Johnson voa com a proposição para dispensar atenção à crise na Ukraina e fica à margem. O jornal acrescenta que Johnson foi uma adição tardia e inesperada, a fim de contribuir para o processo da resolução da crise que começou a ganhar força. No entanto, o ministro britânico quis mostrar que seu país ainda tem um papel importante a desempenhar. Mas, na verdade, outro tópico dominou, o quanto a Grã-Bretanha continuará  sendo uma uma potência diplomática influente no cenário internacional após sua população decidir abandonar a UE.

O jornal americano Chicago Tribune: trégua na Ukraina não é suficiente ao presidente para iniciar uma mudança política. O anúncio recente de uma trégua não é razão suficiente para Kyiv fazer mudanças na política de acordo com os "Acordos de Minsk para paz", (E, não houve, nem há trégua anunciada, os ataques realizam-se desde o primeiro dia da tal "trégua", segundo notícias dos jornais. Foi apenas um blefe - OK). Poroshenko exige mais paz para começar o processo de concessão de "maior autonomia" aos territórios que estão sob controle de militantes pró-Rússia. Ele declarou na reunião da Estratégia Européia em Yalta, que Rússia deve retirar suas forças de ocupação, todo o armamento do leste ukrainiano e apenas depois Kyiv concordará e começará abordar outras questões. Poroshenko declarou que, quando Ukraina fechar toda a fronteira com a Rússia, na Ukraina não haverá conflito. 

A edição americana também escreve que a declaração do líder ukrainiano apareceu no momento de novos esforços diplomáticos para decisão do conflito. Os ministros do exterior da Alemanha, França e Reino Unido, em Kyiv, expressaram apoio ao acordo assinado em Minsk 25 anos atrás. A revista explica que a maior parte não foi cumprida, porque nenhum lado quis fazer concessões. (Se o inimigo se estabelecer nas casas, nos países, dos prestimosos governantes que, neste ponto, criticam o governo ukrainiano, será que eles aceitarão? - OK). Poroshenko afirma que não fará quaisquer movimento até que a Rússia cumpra as suas obrigações relacionadas com o Acordo de Minsk.

Presidente Poroshenko e Boris Johnson

Em continuação, Chicago Tribune lembra aos leitores que o conflito armado no leste da Ukraina já matou 9.600 pessoas (E quantos ficaram aleijadas ??? - OK) a partir da primavera de 2014. De passagem, a revista sugere, que o destino de mais sanções contra o país agressor, Rússia, pode levar a uma divisão nos Estados Unidos e na Europa. No entanto, em seguida, a publicação escreve que o ministro do Exterior Boris Johnson, do Reino Unido, enquanto em Kyiv, disse que a decisão de deixar o Reino Unido, de modo algum afetará a posição de Londres quanto a Ukraina.

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Médicos ukrainianos pararam o coração do militar durante 23 minutos para salvar sua vida.
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 16.09.2016

Médicos do Instituto Amosov, em Kyiv, retiraram um pedaço de mina do coração do militar Eugene Voloka, 30ª brigada, comandante de pelotão, parando o funcionamento do coração durante complicadíssima cirurgia, por 23 minutos.
Eugene Volokov recebeu complexo ferimento próximo a Starohnativka Em 15 de agosto. Recebeu fragmentos de mina que feriram o cérebro do lutador, seus pulmões e coração. Os especialistas não prometeram nada mas a intervenção cirúrgica foi bem sucedida. Após o tratamento cirúrgico de vários estágios no hospital regional, na região de Dnipropetrovsk, com a remoção de fragmentos do corpo e da cabeça, era necessária cirurgia imediata para remover o fragmento do coração do lutador. 
Tal intervenção após cirurgia neurocirúrgica complexa era possível no hospital em Kyiv. No dia 8 de setembro os médicos especialistas, com a participação do diretor do Instituto Vasyl Lazoryshyn resolveram retirar a lasca. Ela situava-se na paredinha do ventrículo e era um constante perigo à vida do comandante.
O militar foi trazido de avião no dia 12 de setembro. No dia 13 lhe realizaram a complicada cirurgia, com parada do coração, para o que introduziram circulação artificial. A cirurgia durou 4 horas mas, para extrair a lasca encravada no coração, os cirurgiões tiveram que detê-lo por 23 minutos.
Em 15 de setembro, dois dias após a complicada intervenção, Eugene foi transferido da reanimação para o quarto. Eugene sente-se bem, mas, por enquanto é proibido levantar da cama. Sua vida já não está em perigo. Ainda precisará de outra cirurgia, na têmpora. Deverão colocar-lhe uma placa de titânio porque a lasca feriu sua cabeça.

Tradução: O. Kowaltschuk

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Nós defendemos a paz, mas depois da vitória - sacerdote ukrainiano
Radio Svoboda ( Rádio Liberdade, 13.09.2016
Daria Shevchenko

Alexandr Dedyuhin
O videobloguer Ruslan Sokolovsky, que jogou Pokemon GO na igreja de Yekaterinburg, acusaram de "extremismo" e "ofensa aos sentimentos dos crentes". O estudante pode pegar até cinco anos de prisão, ele aguarda julgamento em prisão domiciliar. 
O padre ortodoxo ukrainiano Alexandre Dedyuhim em resposta, publicamente permitiu capturar o Pokemon em sua igreja.
Eu considero a ação de Sokolovsky como resposta à "Lei da Primavera". O governo russo provoca comportamento semelhante com suas ações estranhas. Eu penso, que Sokolovsky não é muito adequado em algumas de suas declarações sobre a igreja. Mas, se aprisioná-lo - grande loucura. Eu penso que se uma pessoa fez alguns disparates na igreja, algumas bobagens, a ela pode-se explicar, que ela não tem razão. Nós também nos confrontamos com pessoas inadequadas em nossa igreja. Certa vez um bêbado ameaçava com uma faca a vovozinha. Nós conversamos com o desordeiro e o dispensamos em paz. Nós nunca nos dirigimos à polícia em tais casos, aproveitamos a força da persuasão. A igreja deve resolver dificuldades nas relações com a igreja - ser consciência, não uma estrutura punitiva.

Ruslan Sokolovsky
- O senhor realmente permite pegar Pokemon em sua igreja?

- Eu não vejo nada tão espantoso, se alguém em nossa igreja vai pegar Pokemon. Se à igreja, pelos Pokemon, vier uma centena de pessoas e um delas permanecer, isto será vitória da ortodoxia.

- Qual é o motivo da abordagem tão diferente de sua igreja e Igreja Ortodoxa Russa?

- Na Rússia, a igreja e o estado uniram-se em um. A igreja foi fundada na liberdade, que nos deu Jesus Cristo. Salvar a sua liberdade a igreja poderá apenas quando for independente das autoridades. Se a igreja é financiada pelo estado, então o Estado tem o direito de exigir sua lealdade. A autoridade ukrainiana não honrava o Patriarcado de Kyiv. E isto é bom: nós preservamos a nossa liberdade. Nós sabemos comunicar-nos com as pessoas, nossas paróquias crescem com a iniciativa de baixo. A nós, para conduzir a atividade missionária, não é necessário o apoio do governo. E nós, nos acostumamos a respeitar a livre escolha das pessoas. Da liberdade do pecado, antes de tudo. Mas fazer esta escolha a pessoa deve fazer voluntariamente. A ROC (Igreja russa) propõe "consolidar" espiritualmente a todos. Ao invés de olhar para dentro de si e esforçar-se para ser o melhor.

- Eu sei que o senhor é um oponente ardente da ROC.

- A Igreja Ortodoxa Russa cai na heresia do ethnophyletismo.  (Phyletism ou ethnophyletism é o princípio das nacionalidades aplicadas no domínio eclesiástico: em outras palavras, a fusão entre a igreja e a nação - pesquisa Internet - OK) - coloca os interesses de uma nação acima dos interesses de Cristo. A igreja não existe na sociedade ukrainiana ou russa, mas no corpo de Cristo. Frequentemente ROC esquece isto. Sim, eu - adversário da heresia do "Mundo Russo", aquela mentira, que ROC oferece Sob o molho ortodoxo. Essa heresia nascida com o patriarca Kirill, em seguida apoiada pelos ideólogos em nível de estado.

O Patriarcado de Moscou pode existir como uma igreja estrangeira. Igreja "Pomisna" (Na ortodoxia - igreja independente com sua organização e estrutura - pesquisa Internet - OK) na Ukraina  deve ser uma só - Igreja Ukrainiana Ortodoxa do Patriarcado de Kyiv. Tenho a impressão, que os ukrainianos começaram a entender isso. Depois do Maidan, às igrejas do Patriarcado de Kyiv começaram vir os crentes das igrejas do Patriarcado de Moscou.

- Por que?

- Os sacerdotes da ROC na Ukraina (não todos, é claro) - são colaboracionistas. Eles esperam, quando vêm os ocupantes e "estabeleçam a paz". Além disso. ROC MP - é uma força destrutiva para uma nova Ukraina. Eu sei que  algumas igrejas ROC-MP mantiveram armas para os militantes separatistas. Nos templos da UOC-MP (Igreja Ortodoxa Ukrainiana do Patriarcado de Moscou pregam o separatismo. Os padres do MP dizem nos sermões: "No leste da Ukraina em curso - guerra fratricida". Os fatos testemunham isto com seus olhos. Os paroquianos da MP contavam-me, que durante a guerra com a Rússia eles têm que ouvir dos padres nas igrejas sobre "Putin - libertador". Por exemplo, recentemente, à minha igreja veio uma mulher e disse que seu filho guerreia no exército ukrainiano, mas na igreja do Patriarcado de Moscou o padre diz, que é necessário submeter-se àqueles, que nos atacaram. UOC-MP está do lado do agressor, e as pessoas compreendem, que as doações compram armas, que matam seus filhos.

- Com o quê neste momento envolve-se a UOC-KP?

- Nós somos pela paz, mas depois da vitória. Paz e liberdade ninguém nos dará simplesmente, elas devem ser conquistadas. Durante a guerra, pela paz não rezam, mas rezam pela vitória. Parar o agressor - é sempre bom. Nós, padres da UOC-KP, constantemente vamos à frente, apoiamos nossos soldados lá. O padre não pode pegar armas em suas mãos, mas ele pode cozinhar e lavar banheiros. Nós recolhemos doações para a compra de equipamentos para o exército. Fortalecemos a força espiritual dos soldados que retornam da zona ATO.

Alexandr Dedyuhim (à direita)
- Com projetos sociais e de caridade vocês se ocupam?

- Nossa tarefa é assim educar os fiéis, para que eles mesmos queiram ajudar o próximo. Nós, ao contrário da ROC, a partir do orçamento não financiam. Quando um salário médio do paroquiano - 3.000 UAH por mês (Prezados, anotem o salário mínimo, e espantem-se quando os textos citarem os salários dos privilegiados - OK), qual é a quantia que ele pode dedicar à caridade? Mas ajudamos, o quanto é possível.

- O senhor espera que a atitude do Patriarcado de Kyiv do lado do Estado, mudará depois da guerra?

- O mais importante é que Ukraina não se transforme em um Estado clerical. Nós já temos diante dos olhos o mau exemplo: a Comissão Patriarcal da família ROC em questões da família incentiva os russos a serem pobres e gerar muitos filhos. Mufti (acadêmico islâmico - OK), lá, pelas artimanhas, luta com o orgasmo feminino, cortando o clitóris. Nós vemos, como o obscurantismo religioso de diferentes religiões tenta aproveitar o apoio da nação num estado de gado. Então, que Ukraina sempre seja um estado secular! Recentemente uma mulher, que veio até nós a partir da Igreja do Patriarcado de Moscou, perguntou, porque eu não explico aos paroquianos, para quem votar nas eleições. Eu lhe respondi, que com respeito aceitarei qualquer escolha sua.

- O senhor nasceu na Rússia?

- Na Rússia, e fui batizado na Igreja do Patriarcado de Moscou. Meu pai foi enviado para Poltava (Ukraina). Lá eu terminei a escola, depois a Universidade na especialidade "Idioma russo, literatura mundial e psicologia prática". Minha fé começou com a leitura do Evangelho e livros dos santos padres. Eu, conscientemente, escolhi o Patriarcado de Kyiv, porque ele é verdadeiro e canônico. Acontece, que eu - de descendência russa e ukrainiano de consciência. A Pátria nem sempre é lá, onde você nasceu, mas lá, onde você está pronto para derramar sangue, criar filhos e preparar-se para deitar os ossos.

Alexandr Dedyuhim

- Alguns sentimentos positivos, sua pátria histórica inspira?

- Eu gosto da língua russa. E estou triste porque ela transformou-se numa gíria desonesta falada pelo presidente Putin.

Tradução: O. Kowaltschuk

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Vamos lutar. Muitas pessoas decidiram: "Liberdade ou morte!" - ativista Khomenko sobre Donbas.
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 16.09.2016
Vitaly Portnikov

Ouvirão os parceiros ocidentais os ukrainianos de Donbas? Comentários de Alex Ryabchyn, deputado, e Vasily Khomenko, ativista social, organizador do comício dos parentes de prisioneiros (Slovyansk - Donetsk).

Vitaly Portnikov: -  Nós falamos hoje sobre a visita de ministros das Relações exteriores da Alemanha, Steinmeier e França, Herault, para Ukraina.

Entrevistador: -  Ontem nós analisamos os acontecimentos na capital ukrainiana. No entanto, esta visita é muito importante - é a viagem dos ministros para Donbas..
Agora você vê esta famosa ponte, que tornou-se vítima da agressão russa contra nosso país. E, contra o seu pano de fundo os ministros conversavam sobre o que está acontecendo no Donbas. O que fazer. Assim falando, de costas para a ponte, destruída por Putin, estavam Steinmeier e Herault.
Vejamos o que aconteceu em Kramatorsk, quando os parentes dos cativos e ativistas sociais decidiram reunir-se aos diplomatas, que ao encontro deles não foram. (Prezados, envio o endereço da reportagem porque os respectivos vídeos não trazem endereço, não sei colocar- OK):

http://www.radiosvoboda.org/a/27996230.html

Senhor Ryabchyn, Estas cenas contra o pano de fundo das ruínas da ponte deram a volta ao mundo. Eu penso que nós e os diplomatas europeus temos diferentes visões do que observamos. Para nós isto é tragédia, conflito, guerra no nosso território, mas para eles é uma situação a ser resolvida. Esta não é uma questão de concessões políticas, mas simplesmente, para que não morram as pessoas, para que seja renovada normalmente, a situação política e econômica na região. E eu penso, que é por isso que não podemos agora compreender os nossos parceiros, e eles a nós.

Alex Ryabchyn: -   50 metro da ponte  seguravam para colegas da França e Alemanha. O povo de Donetsk quer vida normal. Aproveitar a ponte para exibir-se, é demais.
Eu lhe darei um terceiro aspecto. Para mim, esta ponte, e para muitas pessoas - é símbolo da restauração de Donetsk. Pense, dois anos e o Estado ukrainiano não consegue restaurar esta ponte (são 50 metros).
Talvez, esperam  distintos colegas da França e Alemanha para mostrar. Mas para moradores de Slovyansk não importa, se o governo local, se regional ou comunidade internacional reconstruirá esta ponte, porque eles querem viver normalmente. Mas, utilizar esta ponte para mostrar-se, penso que é demais.

Eu penso que além desta ponte podiam encontrar muitas outras ruínas.

Alex : - Sim. Não para encontrar os manifestantes, também não foram ao hospital. Nós não precisamos dessas cenas! Seu comportamento foi muito reservado.

Entrevistador :-  O quanto eu sei dos meus colegas que estavam com eles em outras delegações, eles também não saíram ao encontro dos manifestantes. Eles não foram ao hospital. Porque: não, não, não, nós não precisamos destas cenas! Para que elas nos são necessárias? Ou seja, eles não se comportam com diplomacia... Contidos.

Alex: - Sim, contidos. Estes eurodeputados deveriam ir para Kramatorsk, mas mudaram a visita por razões de segurança. Estas pessoas dizem: realizem as eleições, em uma semana o fogo vai parar. (Pelo jeito os eurodeputados adotaram a idéia dos usurpadores. Porque, quem vai se candidatar nas terras ocupadas? Eles mesmos - OK).

Entrevistador: - Sim, os eurodeputados deveriam ir também para Kramatorsk, mas cancelaram a visita por motivos de segurança. E estas pessoas agora nos dizem: realizem as eleições, com uma semana o fogo para.
- Eles nos diziam, que precisa realizar as eleições na próxima semana, mas...

Alex: - Comecem realizar - comecem discutir a lei. Comecem introduzir a lei.
Comecem introduzir esta lei. A respeito desta lei, o quanto eu sei, ainda no verão eu estive no Ministério das Relações Exteriores em Paris, e em Berlin conversei com o escritório de Merkel, e o escritório de Steinmeier. Nós sabemos, que esta lei, concepção, porque as leis devem ser desenvolvidas no Parlamento, por isso eles não querem nivelar o status do Parlamento, que eles desenvolvem dessa lei, baseada nos melhores padrões da OSCE;

- Dizem para nós, como no Parlamento, o que devemos fazer, e ainda mudar a Constituição. Isto é atrevimento demais!

A declaração revoltou muitos colegas da oposição e da coligação.

Entrevistador: - Senhor Khomenko, o senhor esteve nessas reuniões com diplomatas europeus?

Khomenko: - Estive. Mas nomear isto "como encontro" é complicado. Que eles vinham, nós soubemos a noite. Pintávamos. E eu não vi nenhum Steinmeier, nem Herault. Eles, provavelmente, não saíram de seus carros. Mas aqui é ATO, guerra - eles, provavelmente, olhavam pela janelinha. Alem´de Klimkin (ukrainiano) que se aproximava, eu, lá, não vi ninguém. Houve um operador alemão, que fotografava as mães dos soldados, que atualmente estão no cativeiro. Fotografava-as, quando elas pediam: "Deixem sair, por favor, nossos filhos!" E esforçava-se fotografar para aqueles cartazes não aparecerem. Porque neles estava escrito, que nós não precisamos de paz a qualquer preço, ao custo da ocupação russa.

Nós estamos aqui há 2,5 anos... Eis aqui os rapazes em forma - é uma "Eslava Sich (Sich, na antiguidade era o nome do centro fortificado do Exército Cossaco que, antigamente existia na Ukraina - OK). Não, eles não são militares. Nós participamos da frente, participamos de treinamentos, ocupamo-nos com educação nacional-patriótica das crianças. Por isso nós tentamos participar em todos piquetes semelhantes, para que todos compreendam: simplesmente assim nós não daremos nosso território, como isso foi, ao país "irmão" primeira vez. Nós não pensamos, que será necessário atirar em seus antigos "irmãos". (Ele usa o termo "irmãos", porque Rússia, descaradamente, chama os ukrainianos assim - OK)

Entrevistador: - Senhor Ryabchyn, como o senhor considera, tal posição irrita os europeus, serão eles capazes de compreendê-la?

Alex: - Eles (diplomatas europeus - Ed) se irritam pelo fato de que os políticos ukrainianos, de alguma forma, interrompem suas iniciativas. Eles, se acostumaram com os políticos ukrainianos, como com os papuásios - graças a Deus, nada terrível acontecerá.
Mas, quando as pessoas, com a vontade da nação, vontade que agora nós guiamos, realmente nós apelamos às pessoas para esta vontade, quando eles ficam muito nervosos. Porque é, exatamente, a vontade das pessoas que não dá aos políticos aprovar o "estado especial". 
Ao assunto, você notou, que nós estamos utilizando o "estatuto especial" porque muito rechaçavam e diziam: não - não, nenhum "estatuto especial", isto é "peculiaridade do governo local". Mas todos: e Herault, e Steinmeier, e todos eles - "estatuto especial" já dizem quase oficialmente.

Entrevistador: - Em "Acordos de Minsk" isto não é assim.

Alex: - Isto, são "particularidades do governo local" mas, de fato, na linguagem diplomática eles usam justamente isto.
E as pessoas compreendendo que o governo não era capaz pendurar esta "lokshena" (lokshena é nome de certos macarrões. Pode, também ser gíria  de um tipo de fios de distribuição de telefone - OK) assim escrevem: "estatuto especial". 

Então eu apoio plenamente o colega que disse que a nação, as pessoas não darão isto ao Parlamento. E é impossível falar sobre questões políticas, enquanto não houver segurança, enquanto não pararem de morrer nossos rapazes e civis, enquanto não houver troca de prisioneiros, enquanto não houver tempo suficiente nós não podemos falar sobre estes assuntos.

Entrevistador: - Senhor Khomenko, se o senhor se encontrasse com os ministros, o que o senhor diria, se eles dissessem, que vieram para, de alguma modo, aqui no Donbas reviver a paz? Eles falam sobre isso, e Steinmeier e Herault.

Khomenko: - Sim. E, com certeza, eu diria, que agradeço que vieram. E diria: Vamos, nós traremos a vocês 40 mil "homenzinhos verdes",  e depois começaremos, a vocês, modificar a Constituição.  Como vocês reagirão a isso?
(Estes "homenzinhos verdes", invasores, eram assim chamados no início da invasão. Não consegui saber porque os denominavam assim - OK)

Entrevistador: - Na França assim aconteceu em 1939 - 1940.

Khomenko: - Sim. E, com certeza, eles tiveram muita tristeza por este dia, fugiam, ameaçavam com o punho depois do outro país.
- Ou seja, eles querem que aqui aconteça o mesmo. Eu, pessoalmente, a 2,5 anos, cada domingo conduzo uma corrida patriótica. E, se os nossos deputados venderem-se, de algum modo votarem por questões semelhantes, não afastando os exércitos dos territórios ocupados, realizarem quaisquer eleições ou modificarem a Constituição, então aqui haverá guerra de "partizans" (guerrilheiros). E aqui, realmente haverá revolução.

Porque aqui, infelizmente, ainda temos colaboradores, que ajudam Rússia. Mas eu penso, que ao Steinmeier - os problemas de sua própria nação interessam mais, que os problemas ukrainianos. Portanto, para eles é indispensável terminar isto a qualquer preço. Isto é evidente a partir do que acontece. Se vocês não querem nos ajudar, então não interfiram. Nós vamos lutar. Já muitas pessoas decidiram "Liberdade ou morte!"

Frequento a vanguarda, conheço o humor dos militares - decididos como eu.

Entrevistador: - Nós podemos ver as declarações, que fizeram os ministros durante a visita ao Donbas.

Frank-Walter Steinmeier: - Isto foi, obviamente, a noite mais calma, que as pessoas no leste da Ukraina, em muitas semanas e, talvez até meses, viveram.

Khomenko: - Claro, ainda é muito cedo pensar, que por muito tempo será assim. Mas o regime de silêncio nos dá a oportunidade agora de pensar em outras coisas, que também são importantes para estudar. Ainda é cedo para esperar que continuará assim.
Precisamos avançar com a implantação dos Acordos de Minsk. Por seis meses nos passamos estagnação o que leva ao fato de que a segurança é incerta. Com o regime de silêncio, precisamos fazer esforço para avançar com a lei da anistia, lei do "estatuto especial", lei sobre as eleições locais.

Nós próximos dias e semanas vamos procurar soluções para essas diferenças que existem entre Rússia e Ukraina.

Entrevistador: - Não lhe parece que, quando comparamos a declaração do senhor Steinmeier e aquilo, que nos disse Khomenko em seguida, entramos num impasse?

Alex: - Sim, eles dizem que isto é um beco sem saída, mas dizem que precisa fazer concessões.

(Prezados, esta conversa ainda vai longe, já conhecemos o seu teor. Então vou procurar incluir notícias de hoje, sobre o assunto, 21/09/2-16 - OK).

Verdade Ukrainiana:
Em Minsk, o grupo de Contato Trilateral decidiu separar os exércitos. Sobre isto escreveu Darka Olifer, secretária de imprensa do ex-presidente da Ukraina Leonid Kuchma, que representa Ukraina (Caso alguém não lembra, ou não soube, estas reuniões em Minsk acontecem para encontrar a saída à ocupação de Donbass - OK).

"O documento prevê a descalada na região da linha de contato e, na verdade, criar condições, nas quais armas de pequeno porte não poderão utilizar-se para disparar. Concomitantemente, a decisão prevê a plena implementação dos acordos anteriores sobre a retirada de armas de contato calibre inferior a 100 mm" - disse ela (Durante todo o tempo da invasão, apareciam nos jornais notícias, sobre o não cumprimento das decisões do grupo de contato. Será que agora vai? - OK).

Semana Ukrainiana:
"Ukraina, com consistência, cumpre obrigações assumidas nos Acordos de Minsk, e estritamente adere ao regime de silêncio. Em continuação disto o lado ukrainiano assinou a presente decisão para garantir a execução dos acordos de Minsk por ORDLO". (ORDLO - regiões ocupadas de Donetsk e Luhansk).
Note-se, que esta decisão está prevista apenas em três locais, com coordenadas claramente definidas. No entanto, o lado ukrainiano espera que, no decorrer da execução, podem ser trabalhadas abordagens para uma possível diluição ao longo da linha de fronteira" - disse Olifer.

O documento prevê três zonas de segurança, uma área de pelo menos 2 x 2 quilômetros cada, nos pontos habitados : Zolote, Petrovsque e Stanitsa.

Radio Svoboda:
Saydik, representante da OSCE: - Em Minsk assinaram acordo os representantes da Ukraina e Rússia, rubricaram os representantes de ORDO e ORLO (usurpadores de parte de Donetsk e Luhansk).

Vários pacotes de acordos, realizados nas conversações em Minsk, preveem, entre outros, o cessar-fogo, a retirada do território da Ukraina de tropas estrangeiras, mercenários e armas, a libertação de todos os reféns e pessoas detidas ilegalmente,  e estabelecimento do controle da OSCE em toda a fronteira russo ukrainiana, até agora não foram  cumpridos.

Tradução: O. Kowaltschuk

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Durante a transferência do prisioneiro ukrainiano provocava jornalista russo
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 18.09.2016

Durante a transferência do prisioneiro Volodymyr Zhemchugov o propagandista russo russo Graham Philips fazia ao ukrainiano perguntas provocativas.


Philips vinha na ambulância com o prisioneiro ukrainiano para o lugar de troca de prisioneiros. Vídeo da transferência do ukrainiano ele postou em seu canal no Youtube. (Ainda se sente orgulhoso pela sua crueldade! - OK).


"A quem você é necessário agora, sem mãos?", - perguntou o jornalista.

O ukrainiano não cedia às provocações e orgulhosamente respondeu a Graham Philips.

"Eu sou necessário ao meu país. Ukraina não abandona os seus", - disse Zhemchugov.

A autorizada do presidente, em questões de solução pacífica da situação no Donbas Iryna Gerashchenko reagiu ao vídeo com indignação. "A criatura se diz jornalista, abertamente escarnece na câmara da torturada pessoa no momento de sua libertação. Ao lado pulam outros "papuásios" (Tradução do google - OK), a eles não é abominável, porque também são assim. Mas, para todos nós não deve ser assim mesmo. Nós devemos mostrar este "it" ao mundo todo, para que o mundo veja como os propagandistas pró-russos comportam-se com os prisioneiros ukrainianos", escreveu ela no Facebook.

Iryna Gerashchenko:
No dia da libertação desejava escrever apenas sobre nossos heróis. Naqueles primeiros momentos, quando na ponte em Shchastia Zhemchugov  saiu do veículo e apoiou-se nas mãos dos nossos rapazes do SBU, a ele no ritmo de dança
dos papuas veio uma criatura humanoide. Ela retorcia-se, fazia caretas, enfiava a câmera a Volodia (tratamento carinhoso para Volodymyr - OK) e algo lá tecia sobre "fascistas". Depois a criatura, com pervertido cérebro de Kremlin e passaporte britânico voltou-se aos operadores ukrainianos que mal se continham, e começou lhes gritar "jornalistas ukrainianos - "me..a". Às suas costas, alegremente dava risadinhas a negociadora das "repúblicas" (República é o nome que os ocupantes deram às duas regiões ocupadas, dos dois estados ukrainianos - OK), que arrastou este modelo jornalístico do Mundo Russo ao processo de libertação dos reféns para, no final escarnecer do gravemente doente patriota ukrainiano. A criatura endiabrava-se, porque seu objetivo era malograr a libertação, organizar provocação, escândalo, briga. 

Ao lado, tranquilamente fumavam - observavam o procedimento diferente de tudo no mundo, os membros da OSCE...

Aquilo (it) chama-se Graham Philips. Eu tenho um pedido aos meus respeitados colegas-operadores (e seus canais jornalísticos). Por favor, enviem este vídeo para mim! Publiquem-no no acesso aberto para todos. Tenho um pedido aos jornalistas, que frequentemente me perguntam, como ajudar na libertação de reféns, e aos meios de comunicação que, às vezes rompem com as suas disputas mesquinhas. E tenho um pedido às agências internacionais, respeitadas e acreditadas na Ukraina. Amigos, esta é uma questão de sua honra. A criatura se denomina um jornalista, zomba abertamente na câmera, escarnece da pessoa torturada no momento de sua libertação. Ao lado pulam outros papuásios (Não sei se a tradução da palavra é correta -OK), a eles não é nojento, porque eles são assim. Mas, para todos nós não deve ser assim mesmo. Onde estão as declarações de Dunia Miatovich, que isto não é jornalismo? Cadê as declarações dos sindicatos internacionais, que o frenesi da propaganda russa não tem nada em comum com o jornalismo? Nós devemos mostrar este it ao mundo todo, para que o mundo veja como os propagandistas russos comportam-se com os cativos ukrainianos. Vamos fazer isto juntos. Ms eu espero o vídeo dos amigos e colegas, com os quais ontem, quase não me contive e não aceitei a provocação vil. E já amanhã, durante a conferência do comitê  da liberdade da palavra da PACE (Assembléia Parlamentar do Conselho Europeu), a ser realizada em Kyiv, mostrarei este padrão  de total liberdade da palavra segundo Kremlin a todos os colegas europeus.
P.S. Agradeço a todos os rapazes-operadores, que ontem não se submeteram à provocação. Vocês não deram permissão para interromper a libertação de Volodia.

As fotos são de meu amigo, um homem brilhante e profissional Alexandre Klimenko. Ele as mandou tarde da noite, porque como eu, e todos os outros participantes da nossa viagem, após a turbulência emocional - pesada e boa não conseguia dormir.

O dia inteiro me estrangula um pensamento: se "orcs" (Ser mítico, guerreiro maior que a pessoa, com pele esverdeada -OK) nos entregassem Volodia antes (Em novembro de 2015 o reanimobile já esperava, nós devíamos levá-lo, à esposa Leni já trouxeram os papéis daquele lado, para assinar que não têm reclamações contra os médicos... e, de repente, tudo deu em nada), então, pelo menos - nós salvaríamos a visão de Volodia... Hoje, ele vê apenas contornos borrados e sozinho não podia passar pelas minas na ponte... Como puderam segurá-lo um ano na prisão? e para quê?

Em minha cabeça não se encaixa esta crueldade.

Zhemchugov libertado: "Após a guerra, a vitória virá."

Volodymyr Zhemchugov fez um discurso público após sua libertação do cativeiro dos militantes e disse que à Ukraina, obrigatoriamente, virá a vitória. Relata o canal "112 Ukraina".

"Eu quero agradecer a todos que lutaram por mim, eu sou uma pessoa que vem do Donbas, eu sou russo por nacionalidade, que nasceu e cresceu no Donbas, um ex-mineiro. Mas a vida me fez pensar diferente das pessoas comuns no Donbas, pessoas simples no Donbas, que foram simplesmente enganadas, quando diziam a elas que aqui havia fascistas e nazistas. A vida me proporcionou uma boa educação e eu fui capaz de compreender o preto no braco, e eu fiquei do lado branco", - disse ele.

"Patriotas como eu, entraram na luta contra esta ocupação russa podre, que trava guerra com Ukraina. E lá na ocupação nós não tivemos medo de pegar em armas e começar a luta com invasores russos e traidores ukrainianos que la apoiaram o exército russo, o regime de ocupação russa.  Não precisa olhar para mim, que eu estou tão fortemente ferido, que tanto sofri - guerra é guerra, matam as pessoas, ferem. Mas sempre após a guerra vem a vitória, eu acredito que vem a vitória também à minha cidade natal Krasny Luch, e a libertarão dos ocupantes russos e as pessoas viverão lá normalmente" - disse Zhemchugov.


Iryna Gerashchenko
Sábado
Amor. Verdadeiro. Ela o viu naqueles terríveis minutos quando ele voltou do cativeiro. Sem mãos. Cego. Abraçou-o fortemente. "Você é meu ouricinho... " Seu coração se rasgava. Mas ela estava ciente de que, nestes momentos, em primeiro lugar deve apoiá-lo. Com seu amor e ternura. Os jornalistas ficaram imóveis e afastaram-se para deixá-los a sós... E no helicóptero ele sorriu, pela primeira vez. Para ela. Ele tem um sorriso extraordinário.

... Estas são minhas lições de vida. As quais dão às pessoas fortes, que eu encontrei nestes dois anos de vida. Obrigado por estas lições.


Poroshenko: Gostaria que o mundo inteiro escuta-se - os nossos nós não abandonamos. Vamos continuar a luta até o retorno para casa de todos os ukrainianos.

Do cativeiro dos militantes libertamos mais dois ukrainianos.

Iryna Gerashchenko:
Volodymyr Zhemchugov e Yurii Suprun. A eles será dada a indispensável ajuda médica. Poroshenko acrescentou, que o governo continuará a luta pela libertação de todos os ukrainianos.

Volodymyr Zhemchugov e Yuri Suprun - na liberdade! Em poucas horas eles estarão em Kyiv, em um dos melhores hospitais. O presidente instruiu mandar por eles um avião. Eles precisam de tratamento sério e reabilitação - e próteses para Volodymyr. A Volodia veio sua corajosa esposa, Helena. Ele já falou ao telefone com a mãe e o presidente.

... Mutilado, sem terminais, quase cego, capturado há um ano por militantes, os últimos meses Volodymyr passou nem mesmo no hospital da prisão, mas na câmara, de onde o arrastavam para "julgamento", ameaçando com trinta anos de prisão. Nesta terrível situação os "orcs" mantinham Volodymyr na prisão... Eu não sei, como o coração da Helena, esposa, resistiu a este encontro... Todos nós choramos.

Yuri Suprun - representante da ONU, detido pelos militantes "por espionagem" na primavera de 2016. Nas últimas semanas ele também foi arrastado aos tribunais, ignorando abertamente a imunidade diplomática que Yuri tinha com uma organização internacional humanitária e chantagem quase com disparo da arma. Como protesto Yuri anunciou greve de fome. Mas, naqueles "tribunais" não havia jornalistas, diplomatas, nem representantes de missões humanitárias internacionais, os quais, lá, simplesmente não permitem. Então sobre a greve de fome sabia apenas a família e nós, aqueles que lutavam pela sua libertação. Hoje, à noite Yuri foi "condenado" em Donetsk e "condenaram-no" para 18 anos por espionar para Ukraina. Este circo foi necessário, para não entregá-lo simplesmente, mas conceder-lhe "perdão".

Isso tornou-se possível graças aos super-esforços do presidente, SBU (obrigado COLEGAS) e grupo humanitário de Minsk, onde  trabalhamos eu e V. Medvedchuk (ele conduziu todas as negociações com o outro lado).

Agora já podemos contar todos os detalhes da operação de hoje. Por Volodymyr nós, do Grupo de Minsk, e o SBU lutamos todo este ano. ORLO (território ocupado de Luhansk) enganava-nos que tal pessoa eles não tinham, depois, que ele já estava no apartamento de sua mãe no Vermelho Luch (neste período sua idosa mãe chorava para mim no telefone, que não sabe, onde está seu filho), depois, os "humanistas" diziam que ele não é nenhum grave doente, mas simplesmente pessoa com deficiência - sabotado, e deve, simplesmente, aprender a viver na prisão, na nossa realidade... De nós escondiam a informação, onde procurá-lo.

Como Volodymyr Zhemchugov voltava do cativeiro.
Após quase dois anos de permanência no cativeiro dos combatentes da "FSC" (parte arrebatada de Luhansk) Volodymyr, finalmente, voltou para Ukraina.
Como é sabido Volodymyr Zhemchugov foi prisioneiro dos combatentes desde o final de 2015. Então, à sua esposa Helena telefonaram de Luhansk e avisaram, que Volodymyr está em um hospital regional  com ferimentos graves.
Que Zhemchugov, acidentalmente, provocou uma explosão que lhe feriu os olhos e decepou os raços. Estilhaços entraram na barriga e coxas.


De acordo com a versão do"FSC", Zhemchugov - sabotador, fez uma série de explosões, e recebeu ferimentos, porque colocou mal a mina. Os terroristas o culpam de cometer interrupções ferroviárias na região de Lutoginsky e também, que Zhemchugov no hospital teve cuidados médicos, mas ele ficou sem as mãos, sem os olhos - praticamente um inválido.

https://www.youtube.com/watch?v=jJQZ5pO5Usg

Tradução: O. Kowaltschuk