sábado, 24 de junho de 2017

Sadovyi concordou com o "ultimato" de Senyutka.
À proposição do presidente do LODA (Administração Estatal da Oblast - (Estado) de Lviv, Sadovyi concordou com o "ultimato" de Senyutka.

Vysokyi Zamok, 23 de 06.2011.

Atual governador (esquerda) com Andrei Sadovyi, do tempo quando trabalhavam em equipe. Do tempo quando o governador era vice-prefeito.

A proposta do presidente do LODA sobre coleta de lixo, por 300 milhões anuais agora será atribuição do governador.


Na sexta-feira, 23 de junho, o prefeito de Lviv, Andriy Sadovyi, respondeu ao presidente do LODA, Oleg Senyutka quanto à delegação da função do lixo de Lviv, à qual chamou de "ultimato". Também levará questão à sessão do Conselho da Cidade de Lviv, em 29 de junho.

"Estou convencido, de que, nesta situação, nós devemos aceitar esta proposta, nós devemos pagar as despesas, porque nós devemos ter a possibilidade de viver e nos desenvolver normalmente, porque a nossa obrigação é preservar as pessoas", - disse Sadovyi e nomeou a ação de Synyutka , um ultimato.

Segundo Sadovyi, ele ainda não sabe quem deverá conduzir a recuperação do antigo aterro - Conselho Municipal de Lviv ou LODA.

"Quando, na antiguidade, as forças inimigas sitiavam nossa cidade, deixando as pessoas sem água, sem comida. Quando colocavam a cidade à beira da extinção e poderia imergir epidemia, havia uma escolha: se a cidade será queimada, se a cidade será destruída, ou simplesmente precisa resgatar-se. Mas isto acontecia nos tempos remotos. Na história atual, nós temos um exemplo único, onde um suplente do presidente expressa a proposta, o ultimato, que a cidade deve pagar, para evitar mais bloqueios, os quais podem levar a grandes ameaças, epidemias e doenças. Isto não é um ultimato a Sadovyi, isto é ultimato para a comunidade de Lviv, aos grandes, e pequenos", - disse Sadovyi aos jornalistas.

Oleg Synyutka  espera a transferência de funções. Também - dinheiro: 300 milhões de "hrevniah" anuais, também a transferência da Empresa Municipal de Transportes - para o período dos poderes delegados. Além disso, Senyutka exige "parar com a transferência de um problema econômico em um plano político".  (O problema é essencialmente político por parte da presidência do país: o povo já está querendo outra pessoa na presidência. Sadovyi é prefeito bastante conhecido, está no 3º mandato, foi reeleito com 70% de votos, o máximo no país. A cidade sempre foi bem cuidada. Mesmo sem essa oportunidade, para denegri-lo, vencer as eleições para um político simples, enfrentar uma "velha raposa", acredito, não seria fácil. Mas, é necessário precaver-se. Então, quando surgiu um grande problema no caminho do provável concorrente, resolveram aumentar o problema, criando dificuldades para sua eliminação. No entanto, eu ainda não li nenhuma insinuação de Sadovyi, em candidatar-se para presidente. Somente li isto uma vez, num comentário de outra pessoa - OK)

O senhor Senyutka que, pelo que parece, resolveu ser útil aos que podem iça-lo para posições mais altas. Ele diz: "parar de transformar um problema econômico para um plano político. Chega escarnecer do povo em favor de suas ambições políticas e promover desestabilização da atual situação do país". 

Quanto a Sadovyi, à declaração de Synyutka , ficou em silêncio, depois escreveu no Facebook: "A pouco conheci as condições do ultimato, do representante oficial do governo oficial da região de Lviv. De fato, a questão é que, somente com o cumprimento desses acordos o bloqueio da cidade cessará. Amanhã (23 de junho - Ed.) durante a reunião, anuncio minha posição.

Na realidade, na prefeitura, atualmente, não sabem, o que fazer com este ultimato. O vereador, diretor do Departamento Municipal da Gestão de Resíduos Sólidos Ivan Rudnytskyi, em uma conversa com o jornalista do "Castelo Alto" disse: "Eu não me recuperei depois de tal declaração do presidente da Administração Regional de Lviv, Oleg Synyutka. Não a aceito, nem pela essência, nem pelo conteúdo. 
Depois da reunião que realizou o Vice-Primeiro Ministro - Gennady Zubko, esperava que nós receberemos resposta para onde levar os detritos, como resolver a presente situação. Não quero acreditar, que nós, de Lviv, tornamo-nos reféns de tais guerras e desentendimentos. Não pode fazer assim. Onze mil toneladas de lixo acumulam-se em Lviv. Lá fora calor de trinta graus! Quanto a transferência de direitos. Não imagino, como transferi-los? Em Lviv trabalham 50 caminhões de lixo, então o que, levá-los no bolso e passar?"

Enquanto isso, o líder da facção parlamentar "Samopomich" (Auto-ajuda) Oleg Bereziuk diz que não vai parar sua greve, que começou junto a Administração Presidencial (Kyiv) para protestar contra o bloqueio de lixo na cidade. Ele falou com os companheiros através do Skype, disse que já começa o cansaço. Seu estado controlam os médicos voluntários. Mas, parar o jejum não pensa. "O resultado hoje, é zero. O governo não reage. Tenho dois motivos. Primeiro - abuso às pessoas, particularmente em Lviv, o lixo - é o instrumento que o governo escolheu para abuso. Outro motivo: quando eu vi a apresentação do primeiro ministro na reunião do gabinete e ouvi 90% de mentira, eu decidi, que se nada mais posso fazer, vou passar fome."

Olga Berezyuk comentou o "ultimato" de Oleg Synyutka: "Eu não confio no governador da região de Lviv. Temo, que esta pessoa dependente pode continuar a executar as indicações manipuladas. Todos os cães e gatos compreendem qual é o motivo. Os prefeitos das cidades da nossa região me telefonam. Eles esperam que o governo lhes permita aceitar o lixo..."
Olga Bereziuk, dirigente do departamento de política de informação interna parou com a greve de fome, porque novamente foi hospitalizada - avisou Oleg Synyutka. - Ela aceitou a decisão certa. Resolver o problema que a comunidade enfrenta, sozinha, é irreal...

Enquanto isso...

Na reunião do Conselho Estatal de Emergência aprovaram um plano de ação para gestão de resíduos sólidos. Como afirma o aviso, no serviço do Ministério de Desenvolvimento Regional, até 5 de julho a Administração Estatal de Lviv, juntamente com o conselho da cidade de Lviv, devem limpar todas as lixeiras transbordantes. Segundo dados, na manhã de 22 de junho, em Lviv, estão cheios 483 depósitos.

A propósito...

Domingo - além de 29 graus. Os meteorologistas preveem para Lviv, tempo claro e quente. A temperatura será de 22 graus de manhã, à tarde o ar aquecerá a mais de 29 graus.

Notícia de hoje, 24 de junho:
Desde ontem retiraram 270 toneladas de lixo. Receberam o lixo oito cidades do Estado. Ainda restam 7.995 toneladas. (O artigo não diz quem retirou nem quem aceitou. Penso que as cidades vizinhas aceitaram. Tomara que se libertem das absurdas ordens e ajam sozinhos - OK).

Tradução: O. Kowaltschuk

quinta-feira, 22 de junho de 2017

O problema do lixo continua...
Vysokyi  Zamok (Castelo Alto), 21.06.2017

(Prezados, esta tradução fiz ontem. Do jornal de ontem. Faltou o último parágrafo. Como não ia enviar ontem, pois precisava ainda digitar e ver as fotos, fui dormir. Mas, hoje não encontrei mais o artigo, penso que retiraram. A situação mudou drasticamente. O primeiro-ministro veio a Lviv - ainda não li nada sobre a atuação dele. O governador, Oleg Senyutka dirigiu-se ao prefeito de Lviv Andrii Sadovyi com carta oficial, para receber plenos poderes quanto à administração de resíduos sólidos (anteriormente, ajudar não quis-OK).

Oleg Bereziuk, líder da facção parlamentar "Auto Ajuda" (Samopomich, reage com greve de fome contra a situação crítica de Lviv, devido aos detritos que se acumulam nas ruas, e que chegam a 8,5 mil toneladas.

Bereziuk, e sua facção, culpam o governo central que, segundo eles, a culpa é do governo central, que bloqueia os outros polígonos. "Durante o transcorrer do ano, muitos administradores regionais nos diziam, que não podíamos fazer acordo com eles porque "havia telefonemas", Quando os prefeitos nos ajudavam, oficialmente ou não, eles recebiam advertências, por parte da polícia, assim que a máquina com resíduos entrava e, após  2 - 3 horas à prefeitura vinha  ao gerente da sub-divisão, " - diz Oleg Bereziuk."

"A última gota - quando  andei pela cidade e vi como isto é horrível", - diz Berezyuk sobre sua decisão de greve de fome. Ele pensou quatro dias sobre  este assunto, não se aconselhou com ninguém, nem com o prefeito Andriy Sadovyi.

"Nem minha esposa sabia. A mãe, coitada, veio pouco a pouco, veia da lida no quintal, ela se apega ao coração e alarma-se" - acrescentou Berezyuk.

Durante o dia nos degraus da Casa com Quimeras (ou Casa de Pedra sob corujas ) que em frente da entrada da Administração, junto com Bereziuk ficou toda a facção da "Auto Ajuda". Mas fazer greve de fome, mais ninguém quis.
"Isto é escolha de cada um. Nós o apoiamos, compreendemos. Oleg faz greve de fome devido a sua experiência pessoal. É sua escolha. Se sofre Lviv, vai sofrer ele também", comentou o vereador da "Auto Ajuda" de Lviv, Sergei Kiral que, como Berezyuk, antes da eleição para Câmara, trabalhou no Conselho Municipal de Lviv.

"Eu o apoio totalmente. Mas eu não acredito que podemos convencer os cleptocratas apenas com resistência pacífica. Tal protesto não decide o problema, mas dá chance para atrair a atenção..." explicou o vereador Yegor Sobolev. E acrescentou que pode ajudar na organização de grupos de autodefesa que "fisicamente neutralizariam aqueles que bloqueiam a retirada legítima do lixo.

Segundo Sobolev, ele tem conhecimento de casos em que a polícia ou "mercenários" bloqueiam os caminhões com lixo, apesar de possuírem todos os documentos e acordos para eliminação em um dos polígonos.

Eu falei ao prefeito da cidade, que é necessário criar a sua autodefesa,  que ele precisa tomar iniciativa, e fazer isto, mesmo usando força. Porque com tais répteis, de outro modo não dá. Se é mesmo a polícia que bloqueia, ou outros bloqueiam a legal coleta do lixo - precisa neutralizá-los. E, se as autoridades não aceitam decisões, precisa vir com centenas, milhares e dizer: ou você aceita isto, ou nós o levaremos com cadeira, à rua", - acrescentou Sobolev.

Consigo, Berezyuk trouxe apenas o livro de memórias do "hetman" Pavlo Skoropadskyi. Já a noitinha os amigos-vereadores trouxeram alguns cobertores, tapetes e duas camas dobráveis.

Antes da meia - noite, todas as mulheres-vereadoras da "Auto-Suficiência" partiram. Passar a noite aqui ficariam somente os homens.

Anteriormente,o encarregado da Administração prometeu que caso necessário, permitirá a todos, pela entrada de serviço, o acesso ao banheiro.

Lixo político ping-pong.

Em 12 de junho, a administração municipal de Lviv pediu ao governo central declarar Lviv como zona de emergência ambiental.

"Isto desbloqueia o acesso a um número de aterros, que estão bloqueados sob pressão administrativa" - explica o orador da Samopomich".

Se abrir para Lviv 40 - 50 polígonos em quatro vizinhas oblast (estados) e levar para lá um caminhão por dia, ninguém sentirá excesso" - explica Berezyuk sua visão para solução do problema.

Sobre a plena recuperação do antigo aterro, que depois da tragédia de quatro vítimas, que já não funciona por um ano, não falam abertamente - apenas propõem "fortalecer as encostas com lixo existente". 

Se desbloqueassem o aterro Hrybovetskyi, seria um grande alívio para Sadovyi - pelo menos economizaria-se milhões gastos ao exportar o lixo, quilômetros e quilômetros, e utilização do lixo a taxas infladas nos aterros estrangeiros. Contudo, contra a renovação do antigo aterro opõem-se os moradores das aldeias vizinhas que bloqueiam as estradas.

De acordo com a consolidação e recultivação do aterro, que desenvolveu, no início, o instituto de pesquisa "Hichimprom", e agora refaz a empresa francesa Egis, o fortalecimento das encostas do canto da montanha de lixo de 90 para 12 graus deve ocorrer por conta de acréscimo de novos detritos.

"Esta estabilização da encosta, onde houve declive, pode-se pressionar com resíduos frescos. Imediatamente isto resolve o problema com a exportação do problema", - explica Kiral. 

O aterro deve ser recultivado - com terra e lixo. A quantidade de qualquer substância é muito grande para o nivelamento das encostas. Se isto se faz de acordo com projeto, as pessoas vêem, controlam.

O estado extraordinário, certamente, permitirá desbloquear dos ativistas a oficina, na qual o Conselho da cidade não pode iniciar a compressão do lixo em barras especiais. Esta tecnologia permite diminuir o tamanho em seis vezes. No entanto, as pessoas que vivem próximo, temem que o liquido contaminará os solos. E, acreditar que para isto será construída uma piscina especial, os ativistas se recusam.

E, enquanto for construída a fábrica de recultivação, a prefeitura poderá continuar a operar com o aterro Hrybovetskyi - e todo lixo levar para lá.

No entanto o Gabinete Ministerial não reagiu ao apelo da prefeitura de Lviv sobre estado emergencial. Então, Sadovyi começou tentar a sorte.

Tarde da noite, 13 de junho, na Câmara Municipal apareceu uma grande faixa com o apelo: "Poroshenko, Groisman, parem o bloqueio de Lviv", Para que todos os turistas estrangeiros pudessem vê-lo, o apela foi traduzido para o inglês. 

Segundo a porta-voz de Sadovyi, ele pagou por esta faixa, do próprio bolso, 2.000 UAH.

Este banner - primeira acusação para Groisman nesta história. Anteriormente, o prefeito culpava apenas a Administração Presidencial, a qual, segundo sua versão, intimida e proíbe a todos os funcionários nas regiões aceitar os detritos de Lviv. "Ainda no ano passado eu conversei com o primeiro-ministro, e ele, o único que me deu conselhos, o que fazer e em quem confiar, e quem nunca me ajudará" - disse Sadovyi, a um ano atrás, em uma entrevista a este jornal.

A reação à faixa, Groisman, na manhã seguinte, através das câmaras, respondeu ao prefeito "Não procure outros culpados, mas pegue e faça!"

(As acusações entre os dois continuaram. Pulo esta parte).

O Primeiro ministro afirma que, de fato, é ele que faz todo o serviço de Sadovyi, Por exemplo, faz acordo com a empresa francesa, que agora desenvolve o projeto para o Conselho de Lviv sobre a recuperação do aterro Hrybovetskyi e construção sobre recuperação do aterro  Hrybovetskyi  do novo aterro sanitário. (Prezados, quando os franceses estiveram na Ukraina, o que saiu nos jornais é que vieram para conhecimento do local, isto é a região de Lviv. Não vi nada sobre eles irem até Kyiv ou conversarem com o primeiro-ministro. Talvez isto tenha acontecido num espaço cósmico, inacessível aos jornalistas. E, se Groisman tivesse conversado com os francesas, haveria muita auto-propaganda - OK).

"Mentem em cada volta ! Assim não pode fazer! Pode ser que ele até conversou com alguns franceses, mas não com aqueles que aqui vieram" - emocionalmente respondeu a isto Oleg Berezyuk. Ele diz, que o acordo com a empresa francesa Egis - é exclusivamente mérito da prefeitura de Lviv, não do governo.

Em 9 de junho o Conselho da cidade enviou um repetido apelo a Kyiv para anunciar o estado ecológico emergencial, em Lviv. 

(O texto continua com a conversa de um vereador que começou a greve de fome, e seus colegas que vieram ficar com ele, fazer-lhe companhia, na escadaria do prédio. A maioria está solidária. Também vou pular esta parte -OK).

Concluindo:
A Prefeitura de Lviv, neste ano, enviou centenas de pedidos de ajuda:
- aos governo das oblast e municípios - 495
- recebeu recusas oficiais - 229
- não responderam - 257
- respostas positivas - 9 (parte dessas respostas "fecharam-se" após o início da cooperação).
Cada um que recusava, apresentava seus motivos. Havia motivos objetivos, políticos, medo da pressão e consequências. Eu desejo, sinceramente, a cada comunidade na Ukraina, que no futuro não se encontre em situação idêntica, que Deus não permita. Em qualquer caso, com a ajuda de Lviv, vocês sempre podem contar.

Tradução: O. Kowaltschuk

terça-feira, 20 de junho de 2017

Notícias Gerais - Comemorações de 8 e 9 de maio.
Ukraina Moloda (Ukraina Jovem), 17.06.2017

O Ministério do Exterior da Rússia criticou o plano de cooperação entre Ukraina e Croácia na questão da reintegração dos territórios ocupados. 
Isto foi referido no comentário do departamento de informação do Ministério das Relações Exteriores, na sexta-feira à noite.
"Somos novamente forçados a sublinhar a ineficiência e irrelevância destas etapas que não são conducentes à realização de conflitos ukrainianos internos", - diz no comentário e criticam Zagreb pelas intenções de aumentar a cooperação militar na Ukraina. (Não cabe  na minha cabeça, como podem atribuir sempre, com tanta ênfase, o que eles fazem a outros, sabendo que o que estão dizendo é pura mentira -OK).Ukraina e Croácia, em 13 de junho, assinaram um plano de interação em trabalho conjunto na reintegração territorial. O plano define as prioridades para 2.017, entre as quais - estudo da experiência do lado croata na questão de reintegração dos territórios ocupados e regresso dos refugiados, restauração da confiança pública e renovação da infra-estrutura, atrair assistência internacional e segurança social nos territórios reintegrados.

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O oligarca fugitivo Kurchenko é acusado no funcionamento do terrorismo. Kurchenko converte o carvão em dinheiro para os militantes.
A principal procuradoria militar iniciou investigação sobre a realização da venda do carvão "Antracite", extraído ilegalmente nos territórios ocupados de Donbas no transcorrer de 2.017.
A venda do carvão, de acordo com a investigação, é controlada pelo oligarca foragido Sergei Kurchenko, escreveu no Facebook Larissa Sargan.
"O site contém materiais, cujo conteúdo demonstra, que sob a direção de Kurchenko, funcionários e outras empresas, durante 2.017, no território de Lugansk e Donetsk compram o ilegalmente extraído carvão, o antracite, nos territórios ilegalmente capturados pelas organizações terroristas DNR e FSC" - diz a senhora Sargan.
Segundo ela, com o apoio de empresas que operam ilegalmente, o carvão é levado para Rússia, onde, posteriormente, o implementam, inclusive no exterior.
Obtidos desta forma os fundos, em grandes tamanhos, que posteriormente são usados pelos terroristas, os quais os utilizam em suas atividades, acrescenta o porta-voz da Procuradoria Geral.
Lembramos, após a captura de empresas ukrainianas pelos separatistas, na primavera de 2.017, Sergei Kurchenko ocupou-se com a exportação de carvão, de procedência da Ukraina.
Segundo dados não oficiais, a venda do antracite realiza-se, principalmente na Turquia. As primeiras entregas começaram em abril, e adquiriram caráter sistemático em maio e junho.

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O Tribunal de Dnipró (ex-Dnipropetrovsk) proibiu à "União de oficiais soviéticos" hastear, próximo à prefeitura, a bandeira da Federação Russa. 

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Natália Lebid: Como o "mundo russo destacou-se em 9 de maio na Ukraina e, a o que isto levou.

A vovozinha, de cabelos esbranquiçados, ano após ano louva Stalin. Não está claro, quando o SBU (Serviço de Proteção da Ukraina) vai explicar à "companheira", a atual "política do partido e do governo"?

Mil vezes está certo Volodymyr V'yatrovych, quando insiste em adotar um novo calendário de feriados nacionais. 
Sem os odiados de Maio, isto é, sem 1 e 9 de Maio. Afinal, parece que a rejeição dos "dias vermelhos do calendário assusta os simpatizantes do "mundo russo" muito mais, que o desmantelamento de monumentos soviéticos.

Não admira, que no Instituto da Memória Nacional, à sua cabeça apressaram-se ataques frequentes, justamente depois da atualização da ideia para a mudança da lista de feriados oficiais.
Por quê? Porque, nenhuma demolição de Lenin ou Schorsa não dá aos propagandistas russos tão brilhantes fotos na TV, como a multidão de insensatos com as fitas de "St George", que berra contra a restrição, provoca, ataca e ao mesmo tempo se diz vítima.

Mas, com esta multidão já é a hora de fazer algo.

Os "feriados" deste ano em Kyiv mostraram, que mesmo na capital da Ukraina "putinismo-cretinismo" floresce com exuberância. Sincero ele ou financeiramente motivado - isto deve esclarecer o Serviço de Segurança.  O qual, aliás, não revelou interesse com os retratos de Stalin, os quais arrastavam por Kyiv o chamado "Regimento imortal".

Testemunhas da seita "grande vitória".
Sobre os acontecimentos de 9 de maio relatou apenas a polícia. O balanço das "celebrações": dezenas de detidos em todo o país.

Em Kyiv entre os detidos - representantes do OUN (Organização de Nacionalistas Ukrainianos).  Por alguma razão, desde o início, não havia dúvida de que a polícia não iria "pegar" aqueles, do outro lado das barricadas, eles foram acusados de vandalismo. 

Em Dnipró - luta séria, agressão dos "imortais" aos participantes da ATO.

No Zaporizhia - também luta. Vários policiais feridos (um na capital, outro - no Zaporizhia, o restante - em Dnipró,

Tudo isso foi comunicado pelo Vice-ministro do Interior, Sergei Yarovei.

Então, o que aconteceu? Aconteceu que, muito antes de 09 de maio, no canal "Inter", e com ele bastante duvidosas "organizações veteranas" intensamente divulgavam o tema da marcha, que seria conduzida e encabeçada pelo emprestado "Regimento imortal".

A ideia de tal marcha, ainda - em 2012 - jogaram para Vladimir Putin os jornalistas de um canal de Tomsk (Prezados, algumas palavras russas, incluídas no texto ukrainiano, o autor coloca entre aspas. Penso que são gírias porque não as encontro no dicionário russo-português. Então, sem as tais palavras, o texto, parece, que perde o sabor da crítica.-OK).

De acordo com o seu plano, a caminhada devia ser dos parentes dos mortos na Segunda Guerra Mundial, com retratos em suas mãos. No Kremlin, este tema agradou. Ele foi purificado de quaisquer sofrimento familiar e se transformou em uma campanha política, ação puramente publicitária.

Nos terrenos pós-soviéticos, como em alguns da diáspora, a participação nesta ação confirma o compromisso com o "passado comum" e glorificação do desmoronado império em 1991.

Em Kyiv o organizador da marcha deste ano do "Imortal Regimento" apresentou-se uma tal Helena Berezhna, que intitula-se "Diretor do Instituto de Política Legal e Segurança Social."
Anteriormente esta senhora entrou no grupo de intenções para apresentar à justiça Oleg Skrypka, que falou criticamente contra os ukrainianos russo-falantes.

Além da Helena, na marcha do "Regimento Imortal" apareceu também sua xará Iryna Berezhna - antiga "regional" do "Partido das Regiões" que marchava na testa da coluna.

Em certo lugar, com uma braçada de cravos vermelhos apareceu o seu correligionário Nestor Shufrych. Foi visto na multidão o ex-primeiro ministro Valery Pustovoitenko. 

E, ainda - o deputado Vadim Novinsky do "Bloco de Oposição", conhecido, particularmente, com os seus sentimentos à Igreja Ortodoxa de Moscou. De fato, na marcha não faltou a sua presença.
Novinsky, com sua expressão facial séria foi para o parque Glória com os metropolitas da Igreja ortodoxa Ukrainiana do Patriarcado de Moscou, Onufrii e Anthony.
Os santos padres caminhavam bilateralmente a Novinski, como dois guarda-costas. Aliás, ao canal já mencionado "Inter", o deputado popular tem atitude mediatizada, porque o canal é próximo de seus partidários.

Também na ação "Acenderam-se" os representantes da "Escolha ukrainiana" de Medvedchuk, apesar de que o compadre de Putin, ao lado da Chama Eterna por alguma razão não estava. Talvez tenha ido para Moscou - fazer companhia ao presidente da FR, o qual neste ano foi ignorado até por Lukashenko (presidente da Bielorrússia) por Nazarenko (presidente de Cazaquistão), e de todos os líderes, a Moscou veio apenas o presidente da Moldávia Igor Dodon).
Para completar o quadro só faltou Natália Vitrenko (seu "vermelho" amigo-irmão Petro Symonenko, neste dia, passeava em Zhytomyr, por isso não participou dos eventos na capital.
A progressiva socialista não teve sorte - ela foi bloqueada em seu apartamento, e ainda pintaram a sua porta.

Também não esteve presente, ou não foi visto pelos jornalistas Eugene Murayevo - líder do partido "Pela vida" e proprietário do TV Canal News One. 
No entanto, na véspera, Muraev formulou seu entusiasmo por 9 de maio, na coluna do autor, no site "Strana. ua".

"Para nação ukrainiana isto sempre será feriado. Ponto. E se temos algo em comum com a Europa - é o status de vencedores, único para todas as repúblicas soviéticas", - disse ao mundo o deputado de quarenta anos.
OUN virá - ordem estabelecerá (OUN - organização de nacionalistas ukrainianos)

Em suma, o contingente dos "celebrantes" clara e inequivocamente sinalizou quem será o primeiro beneficiário do vermelho-regional sábado em Kyiv.

O último, aliás, foi nomeado pelo presidente Petro Poroshenko "modelo de sofisticadas especulações políticas sobre os sentimentos do povo".

Mas, apesar de tudo, o cabeça do estado participou das celebrações em 8 de maio (Dia da Memória) e 9 de maio. Lembranças amargas daqueles anos não nos abandonam, elas são transferidas, cuidadosamente, de geração em geração.

Este feriado é, e será, mas nós não mais iremos comemorá-lo segundo cenário de Moscou - disse Poroshenko.  A tradicional meia verdade do nosso presidente não agradou a parte pró-ukrainiana da sociedade e provocou os pró-russos a comportamento ainda mais arrogante.

E, portanto, não é surpreendente, que Kyiv, com os oponentes do "Regimento Imortal" apresentou-se não o governo (através de sua agência de aplicação da lei), mas a Organização dos Nacionalistas Ukrainianos. 

Mas, para mostrar-se plenamente, a OUN (Organização de Nacionalistas Ukrainianos) não permitiram. (Talvez, isto tenha sido melhor, porque do contrário não evitariam derramamento de sangue).

O escritório da organização na rua Mazepa, em 9 de maio, pela manhã, cercou a polícia e os nacionalistas foram bloqueados, para não abandonarem a instalação até o final da caminhada.

OUN jogava chamas da janela, gritavam slogans "Revolução", "Liberdade ou Morte", e tocavam canções patrióticas.

No entanto,  não se pode dizer, que a polícia nos arredores do Parque Glória não agia. Os policiais, suavemente exortavam os desviados por Moscou, retirar a fita de St. George. (Poroshenko assinou a lei, votada pelo Parlamento, que proíbe a confecção e o uso desta fita , a partir de 12 de junho (Os eventos descritos são anteriores). Assim, pelo seu uso público, exibição ou a sua imagem, estão sujeitos à multa de  2550 a 5100 "hryvnias", ou prisão administrativa por 15 dias).

Também a polícia procurava reeducar aqueles que retiravam dos esconderijos as foices e martelos e os penduravam
em si ou nos cartazes. 

A ação extremamente cautelosa aos infratores seria muito engraçada, se tudo isso não fosse tão triste.

Ao mesmo tempo, os policiais fizeram um círculo, ao redor de alguns rapazes, com bandeira ukrainiana, da organização "Cich 14" e gritavam "Glória à Ukraina!"

No geral, os incidentes não duravam muito, porém, isso foi suficiente para ilustrar certas tendências negativas.

Quando o cortejo chegou ao Parque da Glória e começou depositar flores à Chama Eterna, houve algumas brigas - uma das quais devido à tentativa de tomar dos ativistas ukrainianos a bandeira vermelho-preta. (Esta bandeira é utilizada por uma porção de organizações nacionalistas ukrainianas: OUN (Organização dos Nacionalistas Ukrainianos), UPA ( Exército Insurgente da Ukraina), escoteiros, outros - OK) Os lados começaram atirar flores, uns nos outros, mas esta guerra de flores não durou muito.

Causou grande controvérsia a presença de símbolos proibidos: assim o padre da Igreja do Patriarcado de Moscou fixava as fitas de St. George nas fotos dos que morreram na Segunda Guerra Mundial, e no meio da multidão foram vistos retratos de Stalin e Zhukov.

Outras, mais dramáticas consequências houve em 9 de maio em Dnipró, mas isto leiam em outro artigo, e nós terminamos com a palavra do diretor do Instituto da Memória Nacional Volodymyr V'yatrovych, diretor do Instituto da Memória Nacional.

8 e 9 de maio o que mais impressionou, a diferença das distinções. Primeiro dia - paz, respeito mútuo, atenção a todos veteranos. Segundo dia - tensão, intolerância mútua, politização. Isto porque 9 de maio, até agora acontece no formato especificado por Moscou. E, porque, às autoridades russas, este dia é necessário para demonstrar ao mundo todo a força de sua influência no espaço pós soviético.

A força do império mantem-se no antigo - divide e impera. Para se proteger dos efeitos nocivos, prevenir manipulações de fora e aproveitamento em fins políticos, da memória sobre os mortos na última guerra, a direção da Ukraina deve fazer mais um passo corajoso - todos os eventos estatais transferir para 8 de maio.

Isto foi observado por V'yatrovych ainda no ano passado, no entanto nada foi feito até hoje. O que impede a liderança da Ukraina para fazer isto - a questão parece retórica.

Tradução: O. Kowaltschuk











schuk

sábado, 17 de junho de 2017

A ofensiva de Putin na Ukraina tornar-se-á para ele politicamente externa "Tsushima" - Ohrezko.
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 16.06.2017.
Oleksandr Lashchenko

(Tsushima - referência à última batalha naval, decisiva na guerra russo - japonesa de 1904 - 1905, durante a qual a frota russa foi completamente destruída - pesquisa OK).

Colapso ameaça Rússia, ela não destrói Ukraina, mas a si própria. Os políticos de estados condutores do Ocidente cada vez mais perspicazes quanto às ações agressivas da Rússia no mundo. Isto afirmou à Rádio Liberdade (Svoboda) o ex-ministro das Relações Exteriores da Ukraina Volodymyr Ohryzko. As tentativas de além fronteiras, dos "queridos amigos" da Ukraina em apaziguar o agressor, suavizando as sanções reforçam no Kremlin o sentimento de impunidade. Como consequência - Putin não apenas continua a guerra contra Ukraina, ele conduz uma guerra fria, hibrida, contra USA e UE, pensa Volodymyr Ohrezko. E agora, os políticos estaduais  reagem adequadamente, às vezes, até não com muita diplomacia, como o presidente da França Emmanuel Macron. Mas, a outra forma de diálogo no Kremlin percebem como carta-branca para novos ataques, diz o ex-chefe do Ministério das relações exteriores.












Alexander Lashchenko: Aprovaram, finalmente, o projeto de lei sobre a consolidação legislativa da entrada da Ukraina à OTAN. Sr. Ohryzko, como o senhor considera, agora é o momento? Não é muito tarde? No geral, nisto há senso, mesmo quando muitos líderes ocidentais constatam, que Ukraina tem poucas chances até depois de 20 anos entrar na Aliança do Atlântico Norte?

- Finalmente nós voltamos para o curso, que foi proclamado ainda no longínquo 2005, depois "graças" nossos alguns "proeminentes" políticos nó saltávamos novamente para um, ou para outro lado. Mas eu penso, que hoje, nestas novas condições e circunstâncias históricas, esta decisão é extraordinariamente importante.


Volodymur Ohryzko
O que eu pensei, seria muito importante o nosso governo fazer e o mais rápido possível? Realizar um referendo sobre adesão à  OTAN. E por quê? Aqueles mesmos queridos amigos no Ocidente gostam de dizer, que esta decisão é de um certo governo, certo presidente, mas a decisão não é das pessoas. E isto me lembra a situação de 1991 na Ukraina, quando nós também diziam: "Continuem na URSS - vocês terão um novo contrato, "Gorbi" (Gorbachev) - uma boa pessoa" fiquem com ele, etc. Realizamos o referendo e pararam de falar tais coisas.

Rússia é tão anti-democrática, que teme a aproximação de suas fronteiras, daquelas amostras, que para ela, para o seu regime serão ameaça. Nós não devemos, em dado caso, trocar nossa estratégia, nossa finalidade, que deve referis-se a 42 milhões de pessoas, para estas "proposições" do lado do Kremlin, o qual quer, porque quer, deste modo, nos prender aos territórios ocupados, e ainda mais, negociar para si o "estatuto especial", o que querem para si conquistar, sob quaisquer circunstâncias e interromper o nosso caminho a UE e OTAN. Eu penso que estas questões podem ser discutidas mas, jamais concordar com elas.

Eu não acredito que Putin recue porque o que acontece agora, este conflito constantemente ativo, para ele extremamente vantajoso. Ele, deste modo, nos mantém na coleira, ele quer, deste modo, impedir-nos em nosso progresso normal. Pode-se criticar o governo por várias coisas, mas de um modo geral, o movimento é correto, movimento pró  Europa, movimento pró OTAN. Mas, tendo esta trela, ele sempre tentará,  para que nós nos movamos lentamente, para que tenhamos mais problemas, que nós retardemos nossas finanças, e o principal - os recursos humanos, para que, de algum modo, ir resolvendo a situação.

- Então, você concorda com as críticas dos que capitulam na Ukraina , que dizem: "se nós entregarmos a ocupada Donetsk e esquecemos da Criméia, então Putin não mais nos importunará"? Como você vê os capituladores?

Nós não devemos, de modo nenhum, pensar em rendição. A posição da Ukraina é clara e compreensível - são territórios ocupados. Nós temos completo apoio jurídico internacional neste plano. Nenhum dos países civilizados não disse, que isto é território da Federação Russa. Lembre-se dos países bálticos. Ocupação soviética. Nenhum dos países ocidentais reconheceu. No final, tudo se encaixou. Claro, nós não queremos esperar 50 anos. Mas este apoio externo de que este é território ukrainiano, e ponto, - para nós é extremamente importante. Então, capitulação nós, eu penso, fazer não iremos.

E como organizar os nossos parceiros ocidentais, para que eles pressionem ainda mais a Rússia, como agora mobilizar os nossos parceiros americanos, a este respeito, parece-me a tarifa número um para nossa elite política, para nossa diplomacia, para nossos parlamentares. Isto é, unir os esforços de todos, para que Putin compreenda: continuação dessa política agressiva, será fardo terrível para própria Rússia, ele não sustentará a tensão que se desenvolve fora e dentro da Rússia, e isto será uma ameaça de seu próprio regime.
Para mim e para nossos colegas do Centro de estudos da Rússia, o qual tenho a honra de liderar, mistério, porque em Moscou não compreendem, que, continuando esta política, de fato destroem não a Ukraina, mas a si próprios. Rússia continuando  este curso, conduz a si mesma ou à decadência, ou a um tal conflito que a arruinará por dentro. 

- Como disse Catarina II: "Depois de mim, o dilúvio"? Talvez, sim?

- Talvez, sim. Mas do ponto de vista lógico e bom senso, isto é absurdo. Assim não se pode agir.

- E quanto recurso ainda há na Rússia para tal guerra, que dura já quarto ano?

- Recursos, como for, não são infinitos. Se levar em consideração que o Ocidente se recusa a fornecer equipamentos para extrair o gás e o petróleo, e sem isso aumentar o volume é praticamente impossível, se levar em conta, que o preço do petróleo não salta para o nível de 110 dólares por barril, mas varia entre 52 - 53, etc., então esperar lucros excessivos já não é válido. Precisamos pensar sobre o equilíbrio e sobrevivência, e redução de gastos sociais, no momento do aumento dos gastos militares. Isto me lembra muito a história da URSS, quando em vez do pão, havia canhões, e então, de repente, toda essa estrutura entrou em colapso, em poucos dias.

Havia testemunhos do ex-diretor do FBI, James Comey. Donalda Trump exigiu lealdade daquele diretor do FBI, Komi. Não exigiu? Agora não sobre isto (embora também seja muito interessante). A mim, especialmente, interessou no questionamento, que solicitavam ao Sr. Komi, a declaração do Senador do Partido Democrata Mark Warner.

Mark Warner: Estamos aqui reunidos porque, o inimigo estrangeiro nos atacou, simplesmente, em nosso país. Isto ele fez não com mísseis, não com armas, mas com seus operadores, estadistas, espiões, que esforçavam-se interferir nas nossas eleições. Espiões russos ocupavam-se com desinformação e interferência, eles tentavam semear o caos e caçar a confiança ao nosso sistema, de nossos líderes e de nós mesmos para conosco.

Observam não em qualquer lugar, mas entre as paredes do Parlamento americano, que um dos estados, neste caso Rússia, de fato conduz uma guerra hibrida contra o estado Nº 1 no mundo. 

Claro. E não é só, senhor Alexander. E será não contra a Alemanha, não contra a França, não contra outros países europeus, a própria Holanda, outros?

- A reação ocidental - todas essas intermináveis preocupações... Cito senhor Trump. Como se dissesse, reconciliem---se - Ukraina com Rússia. Vocês conversaram muitas vezes e continuam fazendo isto com os políticos ocidentais. Eles são pessoas inteligentes, têm consciência de muitas coisas. Será que não compreendem, que se não derem, ao agressor, nas mãos, desculpe, ele avançará. Será que não há essa consciência?

- Ainda assim a perspicácia continua. E ela avança rapidamente. Se nós analisarmos o que agora dizem os políticos ocidentais, diplomatas, figuras públicas, então eles cada vez mais e mais compreendem, que Rússia - é ameaça, ameaça não teórica, mas ameaça prática para cada um desses países.

E o que acontece agora nos EUA, é na verdade um sinal para todos. Se for provado, que Rússia influiu nos resultados das eleições, então, eu temo, na América esperaremos mudanças políticas muito sérias. Se for constatado, que eles, simplesmente, intervieram, mas essa intervenção não foi bastante séria para influenciar nos resultados - a situação é outra. Mas no primeiro caso o impeachment será desejado. Então, para todos, o fato da intervenção é óbvio. Os europeus também estão acordando e acordam mais e mais rápido.

- Então eu penso, que com esta política, Rússia, na verdade se isola ainda mais do mundo exterior. Por outro lado, isto nos dá uma boa oportunidade para apelar aos nossos parceiros ocidentais e dizer: queridos amigos, vocês veem, nós temos guerra quente, mas vocês, por enquanto, guerra fria, hibrida, mas se vocês se comportarem desta maneira, então eles virão até vocês, eles vão manipular seus cidadãos, com sua voz, seus pensamentos, outros. Consequentemente, devemos unir as forças e parar este perigo, do contrário ele passará a um caráter de ações descontroladas.

- Eu apenas quero observar, que o Sr, Komi nestas audiências (por exemplo na parte de audiências abertas) não confirmou, que o Sr. Trump exigiu parar a investigação quanto a interferência da Rússia nas eleições presidenciais. Tratava-se sobre outros momentos. Quero dizer outra coisa. O fator das perdas dos países ocidentais. Há perdas. Por exemplo, a Alemanha muito cooperou com a Rússia. Ela não pode superar estes momentos, sobre os quais você diz: ameaça à segurança desses estados?

- Não pode, Sr. Alexander. Porque, se falamos em perda real, então dizemos, no contexto da Alemanha trata-se por menos de dez por cento do PIB. Agora, eu não posso dizer o número exato, porque eu tinha em em relação a 2015 e 2016, mas agora eu não sei os números recentes, mas isto é, em termos de comércio exterior da Alemanha, em relação ao PIB, etc. A cifra tende a zero.

- Mas o que é importante? Trata-se de poderosas empresas, que cooperam com Rússia. E elas, agora, são capazes de organizar uma campanha na imprensa, e respectivamente emergir à opinião pública, porque têm para isso material indisponível. E surge a impressão, que toda a Alemanha protesta. Na verdade, tais estruturas na Alemanha, que muito querem cooperar, podem ser contadas nos dedos de uma mão. 

- E na França?

- Na França, a situação é um pouquinho mais complicada. Porque lá esta influência atingiu o componente político. E agora o que é de conhecimento de todos, que Putin financiava diretamente a força ultra-reacional, força extremista, também será um bom exemplo para outros. Eu penso, que depois do que nós vimos na Holanda, na França, na Áustria, o que haverá para os eleitores alemães, me parece, muito importante, - isto serão bons exemplos, de como reagir a esta intervenção. E se, Deus ajudar, os cidadãos alemães estarão no auge de sua opção européia (eu muito espero por isto), então para Putin, as manobras de sua provocação, encolherão para nada. Agora, se a França, e Alemanha confirmarem seu curso pró-europeu e escolherem relevantes líderes, para Putin sobrarão algumas forças marginais de pouca influência, às quais, realmente, ninguém vai reagir.

- Mesmo se Ângela Merkel perder as eleições, então Martin Schulz não é Mari Le Pen, e nem Fillon.

- Eu penso, que a futura coalizão política na Alemanha será repetida. E isto será a chamada grande coalizão, quando os democratas-cristãos e os social-democratas estarão no mesmo governo, como hoje. Isso estabiliza a situação no país. Isso torna possível ver o desenvolvimento de acontecimentos europeus com otimismo.

- Nós estamos falando de França e Alemanha São membros dos "quarteto Norman". Isto ´ainda Ukraina e Rússia - "Norman Quartet". "Processo de Minsk". Houve conversas regulares em Minsk esta semana sobre a libertação de prisioneiros, reféns. Novamente, o resultado - zero. Resultados precisos - 900 minutos apenas durante um dia os separatistas dirigiram esta semana para o endereço das Forças Armadas da Ukraina. Há perspectivas no "Norman Quartet"?

- Nós voltaremos para sua tese sobre esta missão militar no Donbas. Se obrigar Rússia fazer isto - haverá perspectivas. Se nós cortarmos o fornecimento de armas russas para a parte ocupada de Donbas, as chances de resolução de todas as outras questões crescem exponencialmente.  Se isto não conseguirmos, então nós nos reuniremos ainda 10, 20, 40 vezes em Minsk ou em outro lugar qualquer. Assim, o ponto fundamental para mim - é a formação da pressão sobre Putin, quando ele será forçado aceitar isto, e depois, haverá a oportunidade, no início, para aspecto de segurança desse problema, e depois do aspecto político. Caso contrário, vamos repetir a mesma coisa.

- E você vê o reforço dessa pressão sobre Putin? Por exemplo, lembramos, como foi com Emmanuel Macron a conferência de imprensa após conversas no Palácio de Versalhes.

- É agradável, que o Sr. Macron tão rapidamente e eficazmente envolveu-se neste processo. Tão claro e eficazmente, desculpe, um pouco não diplomaticamente formulou sua posição. Mas, isto é mito importante. Porque com tais, como Putin e sua equipe, comunicar-se de outro modo não pode.

- O quanto eu entendo, o Sr. considera improvável um ataque em grande escala, de Putin na Ukraina

- Isto seria, Sr. Alexandre, catástrofe especialmente para ele. Porque pode-se entrar, mas não se pode sair. Isto em primeiro lugar. Em segundo, isto definitivamente queimaria todas as pontes entre ele e o Ocidente. Ele, ainda espera dividi-lo, e convencer alguém que ele é muito importante. Isto (ataque em grande escala - red.) seria definitivamente externo-política "Tsushima". Isto significa, que seus contatos com o mundo exterior encontrariam-se, completamente, atrás da Cortina de Ferro.

- Se isto seria um desastre para nós? Ele (Putin - red) e em seus "tovarichchei" (amigos), constantemente vagueia na cabeça a ideia-fiz-abrir um corredor para Criméia e deste modo amputar Ukraina.

- Ainda há esta ideia?

- Há esta ideia. Mas eu penso que agora, depois desses três anos, quando o Exército ukrainiano, graças às ações do governo fortaleceu-se. Bem, ele não se dará bem fazendo tais coisas. Isto vai custar tantas vidas, quantos recursos materiais, que, eu penso, para esta aventura ele não poderá ir.

- Em julho deve realizar-se o primeiro encontro direto de Donald Trump e Putin. Como não culpem o atual presidente dos EUA em favor da Rússia, mas nós vemos, que os gastos de defesa dos EUA crescem nitidamente, outros fatores indicam, conversações de Tillerson com Lavrov não conduziram a nada, do ponto de vista do Kremlin. Isto é, de novo, nem tudo saiu como o esperado pela Rússia?

- Eu lhe direi mais. O escândalo envolvendo a interferência da Rússia no processo eleitoral dos EUA colocou a nova administração e pessoalmente Tramp em uma posição muito embaraçosa. Portanto, qualquer passo ao encontro da Rússia, será imediatamente interpretado como uma concessão, como dependência, como você vê- ele faz concessões...

- Mesmo nas questões, quando é possível e seria bom coexistir?

- Claro. Para nós isto, eu lhe direi honestamente, é muito favorável a situação quando nós, em qualquer caso, podemos usar isto. Na única coisa que devemos concentrar todos os possíveis esforços, para ter o encontro entre nosso presidente e o americano. Para o encontro...

- Há a chance que Poroshenko encontrar-se-á, antes com Trump?

- Com isso é necessário trabalhar muito. Eu penso que este é o momento, no qual é preciso muito esforço e informar o presidente americano, olho no olho, sobre a situação real, explicar as possíveis consequências - "tipo, vocês negociam".  Sobre o que negociar? Como reconciliar-se? Com quem reconciliar-se? Eu penso, que agora seria a mais importante prioridade da política externa.

- Cinquenta anos em tal estado estavam os países bálticos, na verdade - na URSS. Aqueles famosos do basquete lituano jogavam nos times da URSS, tornavam-se campeões. O ocidente, formalmente não reconhecia a anexação, mas... Não pode deixar ser assim com a Criméia. Com Donbas pode ser que se conseguirá alguma coisa, mas com Criméia...

Claro, para muitos no Ocidente isto seria um cenário muito convincente. Mas nós existimos. Existe Ukraina que não permitirá a ninguém considerar que é eterno. E, há o outro fator. Eu não dou a Rússia 50 anos para sua existência bem sucedida e livre de problemas. Eu penso que seu sistema político entrará em colapso muito antes...

- Talvez na Coréia do Norte, mas este é um caso muito especial. Mesmo Cuba, com suas tradições de totalitarismo, já à deriva em outra direção. Ainda não 100% mas já vai. Então, imaginar que Rússia atual será eterna. Eu acho que não. Isto não é real. Então, de um modo, ou outro, modificações haverá. E quando elas vierem, na minha opinião, serão desastrosas.

- E isto não são décadas? Isto, possivelmente, anos?

- São anos.

Tradução: O. Kowaltschuk

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Notícias ukrainianas  
Castelo Alto:

Hoje, 07.06.2017: Na zona ATO morreram dois militares ukrainianos e onze receberam ferimentos. Isto aconteceu na região de Luhansk (diariamente há mortos e feridos).
De acordo com a sede da ATO, os terroristas da "FSC" ativamente acumulam reservas e realizam outras medidas que podem ser consideradas como preparação para atacar na direção de Lugansk. 

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Na Criméia ocupada a justiça negou que Akhtem Chuyhoz visitasse sua mãe doente, já desenganada pelos médicos. Akhtem foi contra ocupação russa da Criméia, encontra-se preso, sentenciado para 10 (dez) anos. 


Além desta situação trágica, Rússia continua violar a Convenção sobre proibição da discriminação racial na Criméia ocupada. A. Chuyhoz deveria estar em prisão domiciliar, segundo a Convenção da FR, que proíbe a discriminação racial.

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Em Donetsk desapareceu o jornalista e escritor Stanislav Vasin. No apartamento há objetos quebrados e busca. 
Sobre isto avisou o ex-deputado Egor Firsov. Firsov acha que Vasin foi capturado pelos militantes. Os parentes não conseguem encontrá-lo, seu telefone não responde.
Vasin permanecia no território ocupado, ele achava que tinha o dever de escrever tudo o que acontecia nos territórios ocupados, apesar de compreender o perigo. O jornalista da "Semana Ukrainiana" Denis Kazanskyi confirmou este desaparecimento.

Pedia ao filho ferido não voltar para a frente.
Vysokyi Zamok (Castelo Alto)08.06.2017


Cada semana a mãe viaja 35 km para o túmulo do filho.

Já transcorreu um ano, que Emília Krat, de Volyn, enterrou seu filho.  Roman Lutsyuk era voluntário, recebeu em Shchastia sério ferimento. Salvá-lo, infelizmente, não conseguiram.

Emília, com mãos trêmulas mostra as fotos do filho e recortes de jornais. Das fotos, sorri para ela Roman - tão alegre, feliz...

Roman era um bom filho. Estudou. Casou-se com Tanya, com quem teve duas filhas. Viviam em Lutsk mas se viam com frequência. 
Quando começou a Revolução da Dignidade, Roman, que na época era empresário, disse a esposa que irá inscrever-se como voluntário

- Eu soube que o filho iria para guerra, no último minuto - reconhece a mãe. - Ele disse: "Mãe, eu devo ir ao ATO".  Pedi que não fosse, mas ele obedeceu?
Roman foi como voluntário às Forças Armadas da Ukraina em maio de 2014. Por alguns meses as balas não o alcançaram.

No verão recebeu ferimentos na mão - foi enviado para o hospital militar em Lutsk, em sua cidade. A mãe ficou feliz porque, apesar de ferido afastou-se daquele inferno. No entanto, antes de terminar o tratamento, Roman resolveu voltar para zona da guerra.
-Ele não conseguia nem dormir, nem comer calmamente, sempre falava de seus rapazes, que estavam esperando por ele, - chorando diz a mãe..

- Lembro, telefona a nora: "Roman, de novo, vai ao ATO".

Certo dia telefonaram para senhora Emília e avisaram: o filho estava gravemente ferido na região de Shchastia, em Luhansk. Então havia muitos problemas com hospitais de campanha e sangue. Para salvar sua vida, os médicos adicionaram-lhe o sangue disponível, o quanto sangue adequado não havia.
Do contrário ele não chegaria a Kyiv porque os fragmentos penetraram em toda cavidade abdominal. Lá, por alguns meses o homem esteve em reanimação, passou por umas dez operações, mas, assim mesmo extinguia-se.

- Os médicos disseram que na Ukraina já não podiam nos ajudar, - lembra a mãe. - E, os voluntários encontraram uma clínica americana que concordou em tratar Roman. Mais de um ano em Konnecticut , e em Yale New Heaven Hospital, fizeram tudo o que era possível. Por algum tempo Roman até melhorou, ele conseguiu ir, com os rapazes, na pescaria! Embora, constantemente, às costas, carregava uma bolsa, porque os órgãos internos já não funcionavam, tinha tubo externo... Mas depois teve recaída, os rins não trabalhavam mais.

Até o último momento esteve com ele a esposa Tatiana. Os familiares - até o final, ardia a esperança, que os famosos luminares de medicina conseguirão devolvê-lhes o filho, o homem, o pai. Mas, em 19 de março de 2016 o coração do herói parou. Ele não viveu até o seu 40º aniversário.

Enterraram Roman Lutsyuk no cemitério municipal, em Garazdzha, na Alameda dos Heróis. A mãe, todas as semanas, viaja 35 km, até a sepultura do filho.

Tradução: O. Kowaltschuk